León Ferrari

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León Ferrari
Nascimento 3 de setembro de 1920
Buenos Aires
Morte 25 de julho de 2013 (92 anos)[1]
Buenos Aires
Nacionalidade Argentina
Ocupação Artista plástico

León Ferrari (Buenos Aires, 3 de setembro de 1920[2][3][4][5]Buenos Aires, 25 de julho de 2013) foi um artista conceitual argentino. Segundo The New York Times, era um dos cinco artistas plásticos mais provocadores e importantes do mundo.[3][6] Os pilares de sua obra foram as guerras, todas as formas de intolerância e a religião.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Pintor, gravador, escultor, artista multimídia, inicia seu trabalho como escultor na Itália, onde residiu por três anos, com sua família. Em 1946 começou a pintar retratos e a desenhar quadros de flores, embora nunca tendo cursado formalmente uma escola de belas artes.[5]

Graduou-se em engenharia na Universidade de Buenos Aires em 1947.[5]

Em 1955, realiza exposição individual na Galeria Cariola, em Milão. Em 1960, começa a fazer esculturas de arame e aço inoxidável e, dois anos depois, produz desenhos caligráficos e colagens. Em 1965, engaja-se no movimento cultural e político do Instituto di Tella de Buenos Aires e abandona a produção abstrata.

Entre 1968 e 1969, participa dos eventos Tucuman Arde e Malvenido Rockefeller, em Buenos Aires.

En 1976, durante a ditadura militar na Argentina, exilou-se na cidade de São Paulo,[3] época em que retoma a produção de esculturas de metal. Em 1977, passa a fazer esculturas sonoras em barras metálicas e interessa-se por novos meios expressivos, incentivado pela convivência com Regina Silveira (1939) e Julio Plaza (1938 - 2003). Realiza obras em videotexto, microfichas, arte postal, cria livros de artista e trabalha com litografia.

Em 1982 viajou para a Argentina. Regressaria definitivamente ao seu país em 1991.

Em 1995 obteve a bolsa Guggenheim.[5]

Ficheiro:La civilización occidental y cristiana.jpg
La Civilización Occidental y Cristiana.

Com sua obra mais conhecida, La Civilización Occidental y Cristiana ganhou o Leão de Ouro da 52ª Bienal Internacional de Arte de Veneza, em 2007.[7]

Ganhou o prêmio de melhor exposição do ano, em 1983, da Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. No ano seguinte volta a residir em Buenos Aires. Passa a utilizar também o meio digital em suas proposições, como em Electronicartes, 2002/2003. Em paralelo às atividades em artes visuais, publica livros como Nosotros no sabíamos, em 1976; Cuadro Escrito, em 1984; Exégesis, em 1993, e La Bondadosa Crueldad, em 2000. Nesse ano, recebe o Prêmio Costantini.

Obteve o Prêmio Konex (menção honrosa), em 1992 e 2002. Em 2012 recebeu o Konex de Platina na categoria Arte Conceitual: Quinquênio 2002-2006 e o Konex de Brilhante, concedido ao artista mais destacado da década, na Argentina.

Em 25 de março de 2012, ao se completarem 35 anos do sequestro, assassinato e desaparecimento de Rodolfo Walsh, o Espacio Memoria y Derechos Humanos inaugurou a instalação Carta Abierta a la Junta Militar, a partir de uma idea de León Ferrari. A obra, que foi montada no Bosque de Eucaliptos, em frente ao casino dos oficiais da antiga ESMA, é composta por quatorze paineis de vidro com a transcrição completa da Carta Abierta de Walsh.[8].

Considerado o maior artista plástico da Argentina, Ferrari foi um crítico ferrenho da Igreja Católica e da ditadura militar na Argentina, o que é evidente em grande parte da sua produção. Chegou a ser chamado de "blasfemo" pelo atual papa Francisco, à época em que este era o Arcebispo de Buenos Aires.

Faleceu em Buenos Aires, sua cidade-natal, aos 92 anos, em decorrência de um câncer.[9]

Referências

  1. «Murió el reconocido artista León Ferrari». La Nación 
  2. «León Ferrari». Galatea Arte. 2 de julho de 2012. Arquivado do original em 17 de dezembro de 2013 
  3. a b c «León Ferrari en Salta». El Intransigente. 24 de fevereiro de 2010 
  4. «León, de Oro». Página/12. 17 de outubro de 2007 
  5. a b c d Pincho Casanova. «El monitor plástico» [ligação inativa]
  6. «Civilización occidental y cristiana desde la mirada de León Ferrari»  Arte Spain, 7 de janeiro de 2008.
  7. «Murió León Ferrari, el artista que cuestionó a las instituciones» 
  8. «Carta a los familiares de León Ferrari»  25 de julho de 2013.
  9. «Morre León Ferrari, considerado maior artista plástico da Argentina.». Consultado em 26 de julho de 2013.. Arquivado do original em 28 de julho de 2013  Opera Mundi, 25 de julho de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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