Leda Maria Martins

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Leda Maria Martins (Rio de Janeiro, 25 de junho de 1955) é uma poeta, ensaísta, acadêmica e dramaturga brasileira. Atualmente mora em Belo Horizonte onde leciona na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais UFMG (FALE).[1] Foi também professora convidada da New York University.[2][3]

Publicou diversos artigos e livros em periódicos brasileiros e estrangeiros, além do livro Os Dias Anônimos, de poesia, pela editora 7 Letras. Faz parte do Conselho Estadual de Política Cultural de Minas Gerais.[4]

Estudos[editar | editar código-fonte]

Formou-se na UFMG em 1977, em Letras. Fez mestrado na Indiana University, com a dissertação "O moderno teatro de Qorpo Santo", finalizado em 1981. De volta à UFMG, em 1991 defendeu a tese de doutorado intitulada "A cena em sombras: expressões do teatro negro no Brasil e nos EUA". Realizou 3 pós-doutorados: por duas vezes na New York University e um na Universidade Federal Fluminense.[4]

Professora[editar | editar código-fonte]

"Leda Martins avalia que a importância dos diversos ritmos, dos tambores espalhados pelo país, está, justamente, nas “duas grandes matrizes africanas civilizatórias no Brasil”, caso da Nagô-Iorubá e Banto.

“Estamos falando de tambor de Minas, reinados, candomblé, capoeira, das diversas manifestações. Tambor é um dos elementos constitutivos da filosofia, do modo de expressar, de possuir das linguagens banto que vieram para as Américas. Ele não é uno, não é o mesmo em todo o Brasil. Isso demonstra a riqueza rítmica, tímbrica e de linguagem do tambor." Hoje em dia[5]

Começou a lecionar em 1981 na Universidade Federal de Ouro Preto como professora assistente. Desde 1993 é professora da Universidade Federal de Minas Gerais, sendo professora Associada II. Renomada pesquisadora da cultura afro-brasileira, desenvolveu entre outros projetos de pesquisa, os seguintes: O Palco em Negro: estudo da dramaturgia e da escritura cênicas contemporâneas de matizes afrodescendentes; Performances do Movimento: a escritura cênico-dramática do rito no Congado; Performances do tempo espiralar; Afro-descendências: raça e etnia na cultura brasileira.[3]

Principais obras[editar | editar código-fonte]

  • O Moderno Teatro de Qorpo-Santo, 1991;
  • A cena em sombras., 1995;
  • Afrografias da memória: O Reinado do Rosário no Jatobá., 1997;[6]
  • Os dias anônimos, 1999.

Referências

  1. «Leda Maria Martins - Literatura Afro-Brasileira». www.letras.ufmg.br. Consultado em 17 de fevereiro de 2022 
  2. Diana Taylor (26 de maio de 2011). «nterview series : What is performance studies?» (em inglês). Hemispheric Institute of Performance and Politics. Consultado em 10 de junho de 2015 
  3. a b Nelly Novaes Coelho. «Dicionário crítico de escritoras brasileiras: 1711-2001 (pg. 327-328)». Consultado em 1 de junho de 2015 
  4. a b «Leda Maria Martins». SEC - Secretaria de Estado de Cultura MG. Consultado em 10 de junho de 2015 
  5. Manifestações afro-brasileiras de congado se intensificam a partir do Sábado de Aleluia
  6. «Afrografias da Memória». Editora Perspectiva. Consultado em 10 de junho de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]