Legião Urbana

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Legião Urbana
Logotipo da banda
Informação geral
Origem Brasília, DF
País  Brasil
Gênero(s) Pós-punk, punk rock, rock alternativo, folk rock, new wave, pop rock, rock progressivo
Período em atividade de agosto de 1982 a 22 de outubro de 1996
2011[1] , 2012[2]
Gravadora(s) EMI
Afiliação(ões) Aborto Elétrico, Capital Inicial, Dado e o Reino Animal
Influência(s) Joy Division,

New Order,
The Smiths,
The Beatles,
The Rolling Stones,
Led Zeppelin,
The Cure,
Ramones,
Buzzcocks,
Gang of Four,
Talking Heads,
Sex Pistols,
Emerson, Lake & Palmer,
The Jesus and Mary Chain,
Public Image Ltd,
The Doors,
Bauhaus,
Depeche Mode,
U2[3] ,Bob Dylan[4]

Página oficial Site oficial
Integrantes Dado Villa-Lobos
Marcelo Bonfá
André Frateschi
Formigão
Ex-integrantes Renato Russo
Renato Rocha
Ico Ouro Preto
Paulo Paulista
Eduardo Paraná
Disambig grey.svg Nota: Para o álbum homônimo desta banda, veja Legião Urbana (álbum).

Legião Urbana é uma banda brasileira de rock que surgiu em Brasília. Ativa entre 1982 e 1996[5] , a banda foi desfeita após a morte do seu vocalista e líder, Renato Russo, em 11 de outubro de 1996. No período, lançaram dezesseis álbuns, somando mais de 25 milhões de discos vendidos[6] . Em 2010, a Legião Urbana foi o terceiro grupo musical da gravadora EMI que mais vendeu discos de catálogo em todo o mundo, com uma média de 250 mil cópias por ano[7] [8] . A banda é uma das recordistas de vendas de discos no Brasil incluído premiações da ABPD com dois Discos de Diamante pelos álbuns Que País É Este de 1987 e Acústico MTV de 1999[9] e faz parte do chamado quarteto sagrado do rock brasileiro, juntamente com Barão Vermelho, Titãs e Os Paralamas do Sucesso.[10] Em outubro de 2015, a banda retornou aos shows para uma turnê em comemoração aos 30 anos do lançamento do primeiro disco, com integrantes originais e novos músicos[11] .

História[editar | editar código-fonte]

A banda foi formada em agosto de 1982 poucos meses após uma discussão de Renato Russo com sua antiga banda, Aborto Elétrico, devido a uma briga com o integrante Fê Lemos (bateria) na música "Veraneio Vascaína" (na ocasião, Renato havia errado a letra e levou uma baquetada em pleno show).[12] Com o fim da banda, Fê Lemos e seu irmão, Flávio Lemos (contrabaixo), reúnem-se com Dinho Ouro Preto e formam o Capital Inicial.[13] Para compor, Renato Russo se inspirava em bandas como Sex Pistols, The Beatles, Ramones, Gang of Four, The Smiths, The Cure, Talking Heads e Joy Division e no filósofo Jean-Jacques Rousseau (daí a inspiração para o nome artístico)[14] .

O começo[editar | editar código-fonte]

Vista de Brasília, cidade do surgimento do grupo.

A primeira apresentação da Legião Urbana aconteceu em 5 de setembro de 1982 na cidade mineira de Patos de Minas, durante o festival Rock no Parque, que contou com outras oito atrações, entre elas a Plebe Rude. Esse foi o único concerto em que a banda apareceu com a sua primeira formação: Renato Russo (vocalista e baixista), Marcelo Bonfá (baterista), Paulo Paulista (tecladista) e Eduardo Paraná (guitarrista), hoje conhecido como Kadu Lambach[15] . Na verdade, a Cadoro Promoções — empresa responsável pela produção do festival — havia contratado o Aborto Elétrico e até impresso centenas de cartazes com o nome da banda formada por Renato Russo, Fê Lemos e André Pretorius. Mas como o grupo havia acabado, Renato convenceu o dono da produtora, Carlos Alberto Xaulim, a se apresentar com a banda que tinha acabado de formar com o baterista Marcelo Bonfá. Após a apresentação, Paulo Paulista e Eduardo Paraná deixaram a Legião. O próximo guitarrista seria Ico Ouro-Preto (irmão de Dinho Ouro-Preto, vocalista do Capital Inicial), mas foi logo substituído por Dado Villa-Lobos, que assumiu a guitarra da Legião em março de 1983.[16]

Brasília era ainda uma ilha cultural em relação ao resto do país. Até 1978, a história curta da nova capital não lhe atribuíra ainda nenhum momento particularmente brilhante nas artes, até porque não havia sido formada a primeira geração de artistas brasilienses. Estes estavam surgindo, justamente ali, com a cara que aquelas duas primeiras décadas tinha tido na cidade.“Química” era um dos hinos do Aborto Elétrico e foi a primeira canção daquela turma a ser gravada em fonograma e lançada em LP e K7 por todo o país. Herbert Vianna (que já havia gravado seu primeiro LP com Os Paralamas do Sucesso pela gravadora britânica EMI) apresentou a Jorge Davidson, agente da gravadora, uma fita cassete [17] com gravações de Renato Russo, o que interessou ao diretor artístico. A Legião Urbana foi chamada no final do ano de 1983 para gravar três demos, sendo duas delas Geração Coca-Cola e Ainda é cedo. Logo de início o som feito pela banda não agradou aos executivos da EMI, que esperavam canções no estilo mais folk, pois a fita apresentada ao Jorge por Herbert Vianna foi do período em que Renato Russo estava tocando e cantando sozinho, fase chamada de Trovador Solitário. Foi então que Mayrton Bahia surgiu para intermediar a relação entre a banda e a EMI, explicando aos dois lados o que seria necessário fazer. Não tardou para que Jorge Davidson, assinasse contrato com a banda, em fevereiro de 1984.[18]

O sucesso[editar | editar código-fonte]

Entraram em cena acelerando o andamento da música jovem brasileira. De toda a geração emergida no boom do rock nacional em 1985, a Legião Urbana foi a banda mais venerada pelo público e respeitada pela crítica. Apesar das letras consideradas sérias, por outro lado, o discurso não caía para a facilidade do tom panfletário. Em 23 de julho de 1985, a Legião faz no Circo Voador, Rio de Janeiro, um concerto que mudaria a história da banda. Após a apresentação, eles são convidados a gravar uma fita demo com a EMI. No ano seguinte, por indicação de Marcelo Bonfá, entra o baixista Renato Rocha e começa então a gravação do primeiro disco. O primeiro álbum, Legião Urbana, lançado em 2 de janeiro de 1985, é extremamente politizado, com letras que fazem críticas contundentes a diversos aspectos da sociedade brasileira. Paralelo a isso, possui canções de amor que foram marcantes na história da música brasileira, como "Será", "Ainda é cedo" e "Por Enquanto", esta última que é considerada como a melhor faixa de encerramento de um disco, segundo Arthur Dapieve, crítico e amigo de Renato Russo. "Geração Coca-Cola" é outra música famosa deste álbum. Com ares punks e guitarras distorcidas, assumiam a voz daqueles que tinham crescido sob o regime militar, chamando-os de “Geração Coca-Cola”. O segundo álbum, Dois, foi lançado em 1986. O lado lírico e folk aflorou mais. Se o primeiro trabalho tinha toda a urgência punk-aborto-elétrico, aquele era o contraponto, a visão complementar de um trovador que já não era mais solitário. O disco deveria ser duplo e se chamar Mitologia e Intuição, mas o projeto foi recusado pela gravadora, fazendo com que o disco saísse simples. A primeira música, "Daniel na Cova dos Leões" é iniciada com um pouco da canção "Será" envolto a ruídos de rádio e do hino da Internacional Socialista. É o segundo álbum mais vendido da banda, com mais de 1,2 milhão de cópias,[19] [20] . "Tempo Perdido" fez um grande sucesso e se tornou um dos clássicos da Legião. "Eduardo e Mônica", "Índios" e "Quase Sem Querer" também fizeram muito sucesso. O disco seguinte, Que País É Este 1978/1987 foi lançado em dezembro de 1987. O sucesso de Dois fez com que a gravadora pressionasse muito a banda para o lançamento de seu terceiro álbum, sem que houvesse repertório para isso. Das nove faixas de Que País É Este 1978/1987, apenas duas foram compostas depois de Dois justamente as duas últimas, Angra dos Reis, em menção à construção de uma usina nuclear na cidade fluminense, e Mais do Mesmo, que em 1998 daria título à coletânea Mais do Mesmo. A música Que País É Este foi escrita em 1978, na época em que Russo ainda fazia parte do Aborto Elétrico. Faroeste Caboclo foi composta em 1979, na fase "Trovador Solitário" de Renato Russo. Com mais de nove minutos de duração, a música, que possui 168 versos e não tem refrão, conta a história do nordestino João de Santo Cristo. Russo a considerava sua Hurricane.

Show no Estádio Mané Garrincha e dedicação aos estúdios[editar | editar código-fonte]

Apesar e por causa da reação ensandecida dos fãs, as turnês do grupo não eram longas. O imenso circo que era preciso se formar para cada show tornava aquele ritual um tanto quanto incômodo. Emocionalmente também era tudo muito intenso e desgastante. Renato, por ser o líder em quem os fãs depositavam tantas expectativas, sofria ainda mais com aquilo tudo. O apogeu dessa catarse coletiva aconteceu em 18 de junho de 1988, em Brasília.[21] Durante o show que marcava a volta da banda à cidade, os portões do estádio Mané Garrincha foram abertos, na tentativa de conter os que não conseguiram comprar um dos 50 mil ingressos postos à venda. Com a tensão no ar, uma série de confusões se sucederam. Violência policial, discursos inflamados, bombas caseiras e a invasão do palco por um fã alucinado que se agarrou violentamente ao vocalista. O cenário de caos terminou com a suspensão da apresentação e mais confusão. Cerca de 50 pessoas foram presas, mais de 300 ficaram feridas e uma série de péssimas lembranças como resultado. A turnê foi suspensa e, a partir dali, a Legião se voltaria ainda mais aos estúdios.

Estádio Mané Garrincha, local de uma série de graves incidentes que marcaram um novo rumo à Legião Urbana.

As Quatro Estações (1989)[editar | editar código-fonte]

O álbum As Quatro Estações de 1989, é considerado por fãs o melhor e mais inspirado trabalho do grupo, e inclusive pelo próprio Renato Russo. O disco possui o maior número de hits: são onze canções das quais pelo menos nove foram tocadas incessantemente nas rádios brasileiras.É o álbum mais vendido da Legião, com mais de 1,7 milhão de cópias, considerado a obra mais "religiosa" da banda. A obra de Renato Russo e, por consequência, da Legião Urbana circulava pelas fronteiras entre a ética pública e a ética privada, como definiu Arthur Dapieve no livro “Renato Russo, o Trovador Solitário”. Seja na condução do país, da coisa pública, dos meios de comunicação ou na sinceridade e respeito aos sentimentos individuais, era preciso disciplina, compaixão, bondade e coragem. Neste disco, essas esferas da vida de todo cidadão eram rediscutidas. Juntando Camões com a filosofia de textos bíblicos e budistas, a poesia de Renato chegava ao auge da forma e se tornava ainda mais precisa sobre os problemas do seu tempo. Do desgaste das relações familiares à Aids, da intolerância e dos preconceitos sexistas ao amor romântico idealizado e inatingível, a Legião Urbana encerrava os anos 80 traçando o panorama daqueles tempos e jogando luzes de esperança para dias tão sombrios.
O baixista Renato Rocha tocou com o trio nos três primeiros álbuns e chegou a gravar o baixo de algumas faixas do quarto álbum, porém deixou o grupo devido a desentendimentos com os outros membros. As linhas de baixo originalmente gravadas por Rocha foram regravadas por Dado e Renato, que se revezaram nos baixos e guitarras. Músicas muito conhecidas, como "Pais e Filhos" e "Monte Castelo" fizeram parte deste álbum.

V (1991)[editar | editar código-fonte]

Lançado em Novembro de 1991, V é considerado o disco mais melancólico da banda. Renato estava em um momento complicado de sua vida, por conta da descoberta de que era soropositivo um ano e meio antes, problemas no relacionamento com seu namorado, Robert Scott Hickman, e alcoolismo. O álbum é repleto de canções atípicas para os "padrões" da banda. A atmosfera de "Metal Contra as Nuvens", com seus mais de onze minutos de duração, é um dos destaques, assim como a densa "A Montanha Mágica". A crítica social de "O Teatro dos Vampiros" e a melancólica "Vento no Litoral" foram as mais tocadas neste CD.

O Descobrimento do Brasil (1993)[editar | editar código-fonte]

O álbum O Descobrimento do Brasil de 1993 foi lançado na época em que Renato Russo tinha iniciado o tratamento para livrar-se da dependência química e mostrava-se otimista quanto ao seu sucesso. Ainda assim, as letras oscilam entre tristeza e alegria, encontros e despedidas. É como se, para seguir em frente, fosse necessário deixar muitas coisas para trás, e não se pudesse fazer isso sem uma boa dose de nostalgia. Desta forma, Descobrimento é um álbum com fortes notas de esperança, mas permeado por tristeza e saudosismo. Ainda assim, é considerado por muitos o álbum mais "alegre" e delicado da Legião Urbana. Apesar de boas vendas, o CD não foi muito tocado nas rádios. As faixas de sucesso foram "Giz", "Vinte e Nove" e "Perfeição", música esta com pesadas críticas à situação política e social do Brasil.

A Tempestade (1996) e Fim da banda[editar | editar código-fonte]

Boneco representando a figura de Renato Russo.

O último concerto da Legião Urbana aconteceu em 14 de janeiro de 1995, na casa de apresentações "Reggae Night" em Santos, litoral do estado de São Paulo. No mesmo ano, todos os discos de estúdio da banda até 1993 foram remasterizados no lendário estúdio britânico Abbey Road Studios, em Londres, famoso por vários discos dos Beatles; e lançados em uma lata, intitulada "Por Enquanto 1984-1995". A lata também incluía um pequeno livro, com um texto escrito pelo antropólogo Hermano Vianna, irmão do músico Herbert Vianna.[22] A Tempestade ou O Livro dos Dias, lançado em 20 de setembro de 1996[23] , foi o último da banda com o Renato Russo vivo. Além disso, o álbum possui densas músicas, alternando o rock clássico de "Natália" e "Dezesseis", ao lirismo de "L'Aventura", "A Via Láctea", "Leila", "1º de Julho" e "O Livro dos Dias" e ao classicismo de "Longe do Meu Lado". As letras, em geral, abordam temas como solidão, passado, amor, depressão, homossexualidade, AIDS, intolerância e injustiças, sendo um disco "melodramático" e de alma triste.

Algumas canções do disco sugerem uma despedida antecipada, como diz o trecho "e quando eu for embora, não, não chore por mim", da canção "Música Ambiente". As fotos do encarte foram tiradas próximas à época do lançamento, exceto a de Renato, que foi aproveitada da sessão de fotos do seu álbum solo Equilíbrio Distante de 1995, já que o cantor, um pouco debilitado, se recusou a fotografar para o disco. O álbum A Tempestade foi lançado inicialmente na época como um clássico livrinho com capa de papelão e anos depois relançado como álbum comum (caixa de plástico). A foto do guitarrista Dado é diferente entre as duas versões. Com exceção de "A Via Láctea", as demais faixas do álbum possuem apenas a voz guia de Renato, que não quis gravar as vozes definitivas. Também não foram incluídas as frases "Urbana Legio Omnia Vincit" e "Ouça no Volume Máximo", presentes nos discos do grupo. Em seu lugar, uma frase do escritor modernista brasileiro Oswald de Andrade: "O Brasil é uma República Federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus". O fim oficial da banda aconteceu em 22 de outubro de 1996, onze dias após a morte do mentor, líder e fundador da banda. Renato Russo faleceu 21 dias após o lançamento de A Tempestade, no dia 11 de outubro de 1996. Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá seguiram suas carreiras e lançaram discos solo nos anos seguintes.

Após o fim - Uma Outra Estação (1997)[editar | editar código-fonte]

Membros vivos do Legião Urbana realizando um show tributo em 2012 com o ator Wagner Moura como vocalista. Da esquerda para a direita: Marcelo, Wagner e Dado. À direita deles e parcialmente cortado da foto está o baixista de apoio Rodrigo Favaro

Uma Outra Estação foi um álbum póstumo. A ideia original era de que A Tempestade fosse um álbum duplo. Como saiu simples, o material não lançado foi retrabalhado e compilado no álbum de 1997. Canções como "Clarisse" ficaram de fora do álbum anterior por desejo do próprio Renato, que a considerava com uma temática muito pesada. A letra da canção "Sagrado Coração" consta no encarte, porém não possui registro da voz de Renato. O álbum conta com participações especiais como Renato Rocha, baixista dos primeiros discos da Legião, e Bi Ribeiro, baixista dos Paralamas do Sucesso.

Em 5 de setembro de 2009, após rumores sobre um possível retorno às atividades, a família Manfredini, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e a gravadora EMI, alegam que eram infundadas informações sobre retorno da banda, esclarecendo que "uma possível volta da banda Legião Urbana é falsa. Não existe possibilidade alguma de uma volta da banda Legião Urbana."[24] Quinze dias após o desmentido, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá fizeram uma participação especial em um concerto do festival Porão do Rock, em Brasília.[25] Em 2011, Villa-Lobos e Bonfá conduziram, juntamente com a Orquestra Sinfônica Brasileira, um show-tributo à Legião Urbana durante o Rock in Rio 4. O concerto contou com convidados (como Rogério Flausino, do Jota Quest, e Toni Platão) que cantaram alguns sucessos da banda.[1] [26] No ano seguinte, a MTV Brasil organizou um novo concerto-tributo para a série MTV ao Vivo, em São Paulo, pelos trinta anos da banda.[2] A homenagem teve o ator Wagner Moura, fã assumido da banda, como vocalista principal, além também de participações dos músicos Fernando Catatau e Bi Ribeiro e ainda do guitarrista britânico Andy Gill, do Gang of Four, uma das maiores influências da Legião.[27] Vinte anos antes, a banda participou da série Acústico MTV, também do mesmo canal.

O "Retorno"[editar | editar código-fonte]

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Editado pela última vez em 16 de julho de 2016.
Show da turnê "Legião Urbana XXX anos" na cidade de João Pessoa

Após uma longa disputa judicial com o filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, os integrantes remanescentes da formação da década de 1990, foram autorizados judicialmente a utilizar comercialmente a marca Legião Urbana através de uma decisão da 7ª vara empresarial do Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 2014. Desta forma, em outubro de 2015, a banda voltou a ativa com a seguinte formação: o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá, juntamente com o baixista Formigão (que pertence ao Planet Hemp) e o músico e ator André Frateschi para o vocal.[28]

A banda retorna com uma turnê intitulada "Legião Urbana XXX anos", com a primeira apresentação em 23 de outubro na cidade de Santos, SP, depois Itacaré, BA em 1º de novembro e segue por outras cidades, comemorando os trinta anos do lançamento do primeiro disco.[29]

Dado e Bonfá planejavam lançar também um box especial, com dois discos, um livreto e uma remasterização do primeiro álbum. O box iria conter as faixas "Será", "Geração Coca-Cola" e "Soldados", além de sobras de estúdio e versões que o Legião tocou para mostrar à gravadora no início da carreira. O grande problema é a faixa "1977", gravada e nunca lançada devido à insatisfação de Renato com o resultado. A canção deu origem a dois grandes sucessos, "Fábrica" e "Tempo Perdido". Depois de pronto o box, Dado e Bonfá foram comunicados de que a música pertencia a Renato Russo com 75% dos direitos e Legião Urbana Produções Artísticas (em posse do filho dele) com 25%, sendo assim não poderia estar no box. Eles apresentaram um documento oficializado pelo Departamento de Censura de Diversões Públicas da Polícia Federal, provando que a letra era de autoria de Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Marcelo Bonfá. Ainda assim, descobriram que 1977 foi registrada em 2003 no ECAD pelo filho de Renato. Devido a esse novo impasse, decidiram cancelar o lançamento do box, sem que isso interferisse na turnê.[30]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Dois filmes relacionados à banda foram lançados nos cinemas brasileiros, em circuito nacional.

Somos Tão Jovens, de Antônio Carlos da Fontoura, com roteiro de Marcos Bernstein e trilha sonora original de Carlos Trilha, retrata a adolescência de Renato Russo (interpretado pelo ator Thiago Mendonça) e o início de seu interesse pela música, abordando a criação e extinção do Aborto Elétrico e também sua fase Trovador Solitário e o início da Legião Urbana. Distribuído pelas empresas Imagem Filmes e Fox Film Brasil, estreou nos cinemas no dia 3 de Maio de 2013.

Pouco depois, em 30 de Maio, foi lançado Faroeste Caboclo, adaptação da canção homônima de Renato, dirigida por René Sampaio e com roteiro de Victor Atherino e Marcos Bernstein a partir da letra original, e com distribuição da Europa Filmes. No elenco, Fabrício Boliveira (o protagonista João de Santo Cristo), Ísis Valverde (a mocinha Maria Lúcia), Felipe Abib (o vilão Jeremias) e César Troncoso (o traficante Pablo).

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Turnê XXX Anos (2015-2016)[editar | editar código-fonte]

Última formação original 1982-1996[editar | editar código-fonte]

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Músicos de apoio (turnês)[editar | editar código-fonte]

Músicos de apoio (estúdio)[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

Álbuns de compilação[editar | editar código-fonte]

A banda gravada por outros intérpretes[editar | editar código-fonte]

Referências e notas[editar | editar código-fonte]

  • O Diário da Turma 1976-1986: A História do Rock de Brasília (2001, Conrad Editora)

Referências

  1. a b «Show-tributo ao Legião Urbana tem coro de milhares e choro». G1. Consultado em 29/09/2011. 
  2. a b «Cheio de falhas, tributo à Legião Urbana é salvo por devoção dos fãs». G1. Consultado em 30/05/2012. 
  3. Zero Hora (05/04/2011). «Dado Villa-Lobos fala fala sobre a influência do U2 em Legião Urbana». Consultado em 07/01/2014. 
  4. Folha de S.Paulo (28/05/2013). «Música Faroeste Caboclo foi escrita na juventude de Renato Russo.». Consultado em 07/01/2014. 
  5. Do próprio bolso. «1982 - 2012: 30 anos de Legião Urbana». Consultado em 22 de novembro de 2012. 
  6. «Legião Urbana». Estadão. Consultado em 27/05/2015. 
  7. Relançamento da discografia mantém Legião Urbana no posto de maior banda do rock brasileiro Revista Veja
  8. «Legião Urbana». KissFM. Consultado em 06/03/2011. 
  9. «Legião Urbana» (asp). ABPD. Consultado em 28/03/2010. 
  10. Zun. «Rock nacional dos Anos 80». Consultado em 22 de novembro de 2012. 
  11. Redação (28/08/2015). «André Frateschi substitui Renato Russo na Legião Urbana». Portal Paraná-Online. Consultado em 29 de agosto de 2015. 
  12. Escola contemporânea. «Os Filhos da Revolução» (PDF). Jovens dos anos 80. Consultado em 22 de novembro de 2012. 
  13. Capital Inicial. «Fê Lemos». Consultado em 22 de novembro de 2012. 
  14. Dicionário Cravo Alvim. «Renato Russo-biografia». Consultado em 21 de fevereiro de 2014. 
  15. Dicionário Cravo Alvim. «Legião Urbana-dados artísticos». Consultado em 21 de janeiro de 2013. 
  16. Ao contrário do que muitos dizem, o guitarrista André Pretorius nunca tocou na Legião Urbana, só fazendo parte, então, da extinta Aborto Elétrico.
  17. VILLA-LOBOS, Dado. Dado Villa-Lobos:memórias de um legionário. 1ª edição - Rio de Janeiro: Mauad X, 2015. pág. 56.
  18. VILLA-LOBOS, pág. 66..
  19. Rolling Stones Brasil (13 de outubro de 2007). «Os 100 maiores discos da música brasileira». 
  20. http://www.abpd.org.br/home/numeros-do-mercado/
  21. Dicionário Cravo Alvim. «Legião Urbana- dados artísticos». Consultado em 21 de janeiro de 2014. 
  22. http://www.correio24horas.com.br/blogs/pop-head/?p=841
  23. http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,nao-foi-tempo-perdido,628507,0.htm
  24. «Gravadora nega volta do Legião Urbana em comunicado». Folha.com. Consultado em 10/09/2009. 
  25. Legião Urbana renasce no Porão do Rock
  26. «Rock in Rio revive Legião Urbana e faz Cidade do Rock cantar em peso». SRZD. Consultado em 29/09/2011. 
  27. «Wagner Moura compensa com emoção limitações no tributo à Legião Urbana». O Globo.com. Consultado em 30/05/2012. 
  28. Coluna Marcelo Rubens Paiva (28/08/2015). «A Legião voltou». Jornal Estado de S. Paulo (Estadão). Consultado em 29 de agosto de 2015. 
  29. «Primeiro show da turnê Legião Urbana XXX Anos será em Santos». Revista Rolling Stone. 17/9/2015. Consultado em 24 de outubro de 2015. 
  30. «Briga por direitos autorais faz músicos desistirem de box do Legião Urbana | VEJA.com». VEJA.com. Consultado em 23 de outubro de 2015. 
  31. Redação (28/08/2015). «Com André Frateschi nos vocais, Legião Urbana volta em outubro para shows». Portal de Notícias O Globo. Consultado em 29 de agosto de 2015. 
  32. Dado e Bonfá negam retorno da Legião Urbana em Diário de Pernambuco
  33. Banda Legião Urbana anuncia retorno e turnê nacional em Diario de Pernambuco

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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