Leh

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Índia Leh

གླེ་Gle

 
—  município  —
Palácio de Leh
Palácio de Leh
Leh está localizado em: Jammu e Caxemira
Leh
Localização de Leh em Jammu e Caxemira
Coordenadas 34° 8' 43" N 77° 34' 4" E
Estado Jammu e Caxemira
Distrito Leh
Região histórica Ladaque
Altitude 3 500 m (11 483 pés)
População (2011)[1]
 - Total 30 870
Sítio www.leh.nic.in

Leh (em tibetano: གླེ་Wylie: Gle) é a capital do distrito homónimo do estado de Jammu e Caxemira, no noroeste da Índia. No passado, foi a capital do reino tibetano do Ladaque, cujo território corresponde aos atuais distritos de Leh e de Kargil.

O município de Leh tinha 30 870 habitantes em 2011.[2] Com 45 110 km² de área, o distrito é o segundo mais extenso da Índia, depois do de Kutch, no Guzerate. Em 2011, o distrito tinha 133 487 habitantes (densidade: 3 hab./km²).[1]

A cidade é dominada pelas ruínas do Palácio de Leh, a antiga residência da família real do Ladaque, construído no mesmo estilo e aproximadamente na mesmo período do Palácio de Potala, em Lassa, a residência do Dalai Lama até à revolta de 1959 contra a ocupação chinesa. Leh situa-se a 3 500 metros de altitude e está ligada ao resto da Índia por duas estradas: uma em direção a ocidentes, até Srinagar (a 415 km), ao longo do vale do Indo, e outra em direção a oriente, até Manali (475 km), no estado do Himachal Pradexe.

História[editar | editar código-fonte]

Durante muitos séculos, Leh foi um importante ponto de passagem das rotas comerciais ao longo vale do Indo, entre o Tibete, a oriente, Caxemira, a ocidente, e também entre a Índia e a China. As principais mercadorias transportadas eram sal, cereais, pashm (casimira), charas e resina de canábis da bacia do Tarim, indigo, fio de seda e brocados de Benares.

Embora haja alguns indícios de que os chineses conheciam a rota comercial através do Ladaque para a Índia pelo menos desde o período Cuchana (séculos I a IV d.C.) e certamente durante a Dinastia Tang (séculos VII-IX d.C.),[3][4] pouco se sabe de concreto sobre a história da região antes da formação do reino em finais do século X pelo príncipe tibetano Skyid lde nyima gon (ou Nyima gon), um neto do imperador anti-budista Langdarma (r. ca. 838–841), que conquistou o Tibete Ocidental apesar de originalmente o seu exército ter apenas 300 homens. Diz-se que Nyima gon fundou várias cidades e castelos e aparentemente foi ele quem mandou construir as principais esculturas de Shey. Numa inscrição ele diz que as fez para o benefício religioso de Tsanpo (o nome dinástico do seu pai e seus antepassados) e de todo o povo de Ngaris (Tibete Ocidental), o que demonstra que nessa geração a oposição de Langdarma ao budismo já tinha desaparecido. Shey, situada 15 km a leste da Leh moderna, era a antiga capital dos reis ladaques.[5]

Durante o reinado de Delegs Namgyal (r. 1660–1685),[6] o nababo de Caxemira, então uma província do Império Mogol, arranjou forma do exército mogol deixar temporariamente o Ladaque (embora depois tivesse regressado). O nababo apoiou Delegs Namgyal na Guerra Tibete-Ladaque-Mogol de 1679–1684, mas fez exigências muito onerosas em troca. Uma das exigências menores foi a construção de uma grande mesquita sunita na extremidade mais alta do bazar de Leh, abaixo do palácio real. A mesquita apresenta uma mistura de elementos arquitetónicos islâmicos e tibetanos e tem capacidade para mais de 500 pessoas. Aparentemente não foi a primeira mesquita em Leh, pois há duas mais pequenas que se diz serem mais antigas.[7]

Diversas rotas comerciais tradicionais convergiam em Leh, de norte, sul, leste e oeste. A rota mais direta é a da estrada moderna que vai desde o Panjabe passando por Mandi, vale de Kullu, passo de Rohtang, Lahaul e segue para o vale do Indo até Leh. A rota desde Srinigar seguia aproximadamente o percurso da estrada que atualmente atravessa o Zoji La (passo de Zoji) em direção a Kargil e depois subia ao longo do vale do Indo até Leh. Desde o Baltistão havia duas rotas difíceis. A principal subia o vale do rio Shyok desde o Indo, passava por um passo de montanha e depois descia ao longo do rio Hanu até chegar novamente ao vale do Indo abaixo de Khalsi (Khalatse). A outra partia de Skardu, subia o vale do Indo até Kargil e depois seguia para Leh. Havia ainda rotas de verão e de inverno de Leh para Iarcanda, em Xinjiang, ao longo do Caracórum e um par de rotas possíveis de Leh para Lassa.[8]

A primeira residência real do Ladaque de que há registo foi construída no cimo do pico Namgyal ("vitória"), acima do palácio atual e da cidade, pelo rei Tashi Namgyal, que governou no último quartel do século XVI.[9] Atualmente no local existem ruínas de um forte e o gon-khang (templo das divindades guardiãs). O templo Namgyal , também chamado Tsemo Gompa (gompa/mosteiro vermelho) e dGon-pa-so-ma ("mosteiro novo")[10] é o principal centro budista de Leh.[11] Atrás dele há algumas antigas muralhas de fortificações, que segundo August Hermann Francke dantes era conhecidas como aBrog-pal-mkhar ("castelo dardo"). Se de facto foi construído pelos dardos[12][a] deve ser precedido o estabelecimento dos governantes tibetanos no Ladaque em mais de mil anos.[13] Abaixo desse templo encontram-se os mosteiros de Chamba (Byams-pa. ou seja, de Maitreya) e de Chenresi (sPyan-ras-gzigs, ou seja, Avalokiteshvara), cuja data de fundação é incerta.[10]

De acordo com Francke, o nome original da cidade não era sLel, como era pronunciado no final do século XIX, mas sLes, que significa "acampamento de nómadas" em tibetano, uma referência a nómadas tibetanos que provavelmente tinham o hábito de visitar o vale de Leh na altura em que ele tinha começado a ser irrigado por colonos dardos.[12]

O palácio real, conhecido como Palácio de Leh, foi construído pelo rei Sengge Namgyal (r. 1612–1642), presumivelmente entre o período em que o padre jesuíta português Francisco de Azevedo visitou Leh em 1631 e a ele fez menção, e a morte de Sengge Namgyal em 1642.[14] O palácio tem nove andares; os superiores eram a residência da família real e os inferiores eram estábulos e armazéns. O edifício foi abandonado quando tropas caxemires o cercaram em meados do século XIX e a família real se mudou para sul do local onde vive atualmente em Stok, na margem sul do Indo.

O primeiro inglês a visitar Leh foi William Moorcroft, um explorador ao serviço da Companhia Britânica das Índias Orientais em que lá chegou em setembro de 1820 e lá passou vários meses, tendo assinado um tratado comercial com o governo do Ladaque que «abriu virtualmente toda a Ásia Central ao comércio britânico».[15]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Leh situa-se numa área cuja paisagem é dominada por montanhas, a uma altitude de 3 500 metros. As principais estradas de acesso ligam a cidade a Srinagar (434 km a oeste), e a Manali (473 km a sul). Ambas estão só estão abertas na totalidade no verão, quando há menos neve nos passos de montanha.[16] As estradas locais no vale do Indo geralmente permanecem abertas no inverno devido ao baixo nível de precipitação de chuva e neve.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Leh é do tipo desértico frio (classificação de Köppen-Geiger BWk), com invernos frios e longos, de outubro ao início de março, com temperaturas mínimos bastante abaixo de 0°C durante a maior parte desse período. Por vezes neva na cidade no inverno. O clima durante o resto do ano é geralmente ameno durante o dia. A precipitação média anual é de apenas 102 mm e a temperatura varia entre -42°C no inverno a 33°C no verão.[17] Em 2010 a cidade foi atingida por uma enchente relâmpago[18] que no conjunto do Ladaque provocou pelo menos 219 mortos mais de 600 desaparecidos.[19]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Leh Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 8,3 12,8 19,4 23,9 28,9 34,8 34,0 34,2 30,6 25,6 20,0 12,8 34,8
Temperatura máxima média (°C) -2,0 1,5 6,5 12,3 16,2 21,8 25,0 25,3 21,7 14,6 7,9 2,3 12,8
Temperatura mínima média (°C) -14,4 -11,0 -5,9 -1,1 3,2 7,4 10,5 10,0 5,8 -1,0 -6,7 -11,8 -1,3
Temperatura mínima absoluta (°C) -28,3 -26,4 -19,4 -12,8 -4,4 -1,1 0,6 1,5 -4,4 -8,5 -17,5 -25,6 -28,3
Precipitação (mm) 9,5 8,1 11,0 9,1 9,0 3,5 15,2 15,4 9,0 7,5 3,6 4,6 105,5
Dias com precipitação 1,3 1,1 1,3 1,0 1,1 0,4 2,1 1,9 1,2 0,4 0,5 0,7 13,0
Fonte: Departamento Meteorológico da Índia [20][21]

Demografia e religião[editar | editar código-fonte]

Em 2011, o município de Leh tinha 30 870 habitantes, 21 669 (70,2%) do sexo masculino e 9 201 (29,8%) do sexo feminino.[2] A grande disparidade entre o número de homens e mulheres deve-se ao facto de muitos dos habitantes serem imigrantes de outras regiões da Índia.[carece de fontes?] A percentagem da população com 6 anos de idade ou menos era 5,5%. A taxa de analfabetismo era 9,7%, inferior à do estado de Jammu e Caxemira, que era de 32,8%. A taxa de analfabetismo dos homens era de 5,1% e a das mulheres 21,5%. No mesmo ano, estavam registadas 4 377 casas.[2]

Os habitantes nativos são etnicamente tibetanos e falam lehskat, um dialeto da língua ladaque (ladakhi), também chamada tibetano ocidental, que apesar de ser uma língua tibética, não é mutuamente inteligível com o tibetano padrão.[carece de fontes?]

Religião[editar | editar código-fonte]

Em 2011, 43,9% da população do município de Leh era budista 35,4% hindu, 15,4% muçulmana, 2,7% sique, 0,9% cristã, 0,05% jainista e 0,17% eram ateus ou professavam outra religião.[2]

Desde o século VIII que não há registos de conflitos religiosos graves na cidade. Em anos recentes houve alguma deterioração nas relações entre budistas e muçulmanos, alegadamente devido a conflitos menores motivados por interesses políticos. Essa situação foi ultrapassada após o Dalai Lama ter visitado Leh e apelado ao respeito pelo pluralismo religioso e à coexistência pacífica.[carece de fontes?]

As outras comunidades vivem igualmente em harmonia. A pequena comunidade cristã de Leh é constituída por descendentes de antigos seguidores do budismo tibetano que foram convertidos por missionários alemães da Igreja Morávia, que estabeleceram uma igreja em Keylong na década de 1860 e foram autorizados a abrir outra missão em Leh em 1885, que teve um ramo em Khalatse. As missões dos irmãos morávios estiveram ativas até à independência da Índia em 1947. Não obstante o sucesso das suas atividades de assistência média e de educação, fizeram poucas conversões.[22]

Desde 1997 que todos os anos em junho se realiza em Shey, a 15 km de Leh, o Festival Sindhu Darshan, que promove a harmonia religiosa e a glória do rio Indo (também chamado rio Sindhu) como símbolo da harmonia e unidade da Índia. O festival atrai milhares de visitantes à cidade, vindos de toda a Índia e também do estrangeiro.[23]

Economia[editar | editar código-fonte]

A maior parte dos habitantes do Ladaque vive da agricultura, mas o turismo tem vindo a ganhar cada vez mais importância desde que a área foi aberta a visitantes em 1974. Em 2010 havia 250 hotéis em Leh, e o Ladaque foi visitado por 77 800 turistas (mais do dobro da população de Leh). Entre 2005 e 2010, o número de visitantes cresceu 77%, em grande parte devido ao crescimento das visitas de cidadãos indianos.[24]

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Devido à grande altitude, só é possível uma colheita por ano na região de Leh, ao contrário do que acontece em Khalatse, na parte ocidental do distrito e a jusante do Indo, onde são realizadas duas colheitas por ano. Na altura em que as sementeiras são feitas em Leh, em maio, as culturas em Khalatse já estão crescidas. A principal cultura é uma antiga forma de cevada dita "soturna" (grim) ou "nua" (naked) em inglês, Hordeum vulgare var. nudum, mais fácil de descascar do que a cevada comum, a partir da qual é fabricada a tsampa, o alimento básico no Ladaque.[25] A água para a agricultura é proveniente do rio Indo, cujo caudal é baixo em março e abril, quando as searas de cevada têm mais necessidade de irrigação.[26]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Estradas

Leh está ligada ao resto da Índia através de duas estradas de alta altitude, ambas sujeitas a frequentes deslizamentos de terra e encerradas durante o inverno, quando ficam cobertas de neve espessa.

A Autoestrada Nacional 1 liga Leh a Srinagar, a oeste, no vale de Caxemira, via Kargil e tem 434 km de extensão. Não obstante o nome oficial de "autoestrada", é uma estrada normal, com apenas duas faixas de rodagem. Geralmente permanece aberta entre junho e outubro ou novembro, durante mais tempo do que a Autoestrada Manali–Leh. A parte mais impressionante do seu percurso é a subida para o passo de montanha de Zoji-la, a 3 505 metros de altitude, um trecho tortuoso que atravessa a chamada Grande Muralha Himalaia. A empresa rodoviária estadual Jammu & Kashmir State Road Transport Corporation (JKSRTC) opera serviços regulares de autocarros entre Srinagar e Leh com paragem para dormir em Kargil. Outra alternativa de transporte público são táxis (automóveis e jipes).[carece de fontes?]

A Autoestrada Manali–Leh, que liga essas duas cidades, tem 479 km de extensão, na direção norte-sul, e foi aberta em 1989. Foi construída e é mantida pela Border Roads Organisation (BRO), um organismo do exército indiano que tem a seu cargo as estradas das zonas de fronteira. A condução nesta estrada é mais problemática do que na de Srinagar, pois atravessa planaltos de grande altitude passa por mais passos de montanha muito altos e mais frequentemente bloqueados devido à neve e a deslizamentos de terra. Geralmente está aberta menos tempo do que a de Autoestrada Nacional 1, entre junho e outubro. Atravessa os planaltos de Rupsho, cuja altitude varia entre 3 660 e 4 507 m e, entre outros, os passos de Rohtang La (3 980 m) e de Taglang La 5 328 m; embora este último seja o ponto mais alto da estrada, o de Rohtang está mais sujeito a deslizamentos de terra. Embora tal não seja rigorosamente certo, a estrada Manali–Leh é frequentemente apontada como a estrada mais alta praticável por veículos motorizados.[carece de fontes?]

Transporte aéreo

Leh dispõe do Aeroporto Kushok Bakula Rimpoche (IATA: IXL, ICAO: VILH), o qual tem voos regulares diários de e para Deli (operados pela Jet Airways e Air India) e pelo menos dois por semana de e para Srinagar. A GoAir opera voos diários para Deli durante a estação turística alta.[carece de fontes?]

Ferrovia

No Ladaque não há vias ferroviárias, mas estão propostas duas linhas, uma entre Leh e Bilaspur, a sul, passando por Mandi e Upshi,[27] e outra entre Leh e Srinagar, via Kargil.[28][29]

Principais atrações turísticas[editar | editar código-fonte]

  • Palácio de Leh
  • Shanti StupaEstupa budista construída como parte da missão japonesa "pagode da paz". Foi uma iniciativa do monge budista japonês Gyomyo Nakamura e do lama ladaque 19.º Kushok Bakula Rinpoche. Com uma cúpula branca, guarda relíquias de Buda na sua base e oi inaugurada em 1991 pelo 14.º Dalai Lama. Além do seu signficado religioso, é um local muito concorrido por turistas devido à sua localização, no cimo de um monte em Chanspa, do qual se desfrutam de execelentes vistas sobre a paisagem em volta.
  • Mosteiro de HemisGompa budista tibetana na aldeia homónima, 45 km a sudeste de Leh. Fundado antes do século XI, foi restabelecido em 1672 pelo rei ladaque Sengge Namgyal.
  • Maratona do Ladakh — Alegadamente a maratona mais alta do mundo, realiza-se anualmente desde 2012 no primeiro ou segundo domingo de setembro, em altitudes que vão dos 3 500 aos 5 370 metros.
  • Trilhos de caminhada
  • Museu da Guerra
  • Templo de Chamba
  • Jama Masjid — Grande mesquita de Leh
  • Gurdwara Pathar Sahib
  • Gompa Cho Khang
  • Gompa Namgyal Tsemo
  • Gompa de Sankar
  • Palácio de Stok
  • Torre da Viória (Victory Tower)
  • Fort de Zorawar
  • Magnetic hill — "Monte Magnético"
  • Lago Pangong
  • Lago Tsomoriri
  • Khardongla
  • Vale de Hunder
  • Mosteiro de Alchi
  • Dunas de Nubra
  • Glaciar de Siachen
  • Ti-suru
  • Turtuk
  • Confluência dos rios Indo e Zanskar
  • Indus-Zanskar River Sangam

Ameaças ao centro histórico[editar | editar código-fonte]

O centro histórico de Leh foi incluído na lista de 100 sítios mais ameaçados do World Monuments Fund devido, entre outras razões, aos impactos do aumento da precipitação causados pelas mudanças climáticas.[30] Negligência e mudanças nos padrões de construção na parte antiga da cidade ameaçam a preservação a longo prazo.[31]

A urbanização rápida e mal planeada de Leh aumentou o risco de enchentes relâmpago em algumas áreas, enquanto outras, segundo um estudo d sofrem de outros efeitos graduais de "desastres invisíveis" que em muitos casos não são reportados.[32]

Administração[editar | editar código-fonte]

À semelhança do distrito de Kargil e ao contrário dos restantes distritos de Jammu e Caxemira, o distrito de Leh é governado por um órgão político administrativo especial denominado Ladakh Autonomous Hill Development Council (LAHDC), criado em 1995 e constituído por 30 conselheiros, 4 deles nomeados e 26 eleitos, presididos por um Chief Executive Councillor ("conselheiro executivo chefe).[33] O distrito de Leh abarcava todo o Ladaque até 1979, quando foi dividido nos distritos de Leh e de Kargil.

O município de Leh é do tipo Municipal Committee e está dividido em 21 wards (bairros). Os órgãos político-administrativos municipais são eleitos a cada cinco anos.[2]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é «Leh», especificamente desta versão.
[a] ^ Os dardos constituem um grupo étnico que se encontra atualmente no noroeste da Índia, norte do Paquistão e leste do Afeganistão, cujo maior ramo é o dos caxemires.
  1. a b «Census of India 2011. Leh District : Census 2011 data» (em inglês). The Registrar General & Census Commissioner. www.census2011.co.in. 
  2. a b c d e «Census of India 2011. Leh Ladakh Population Census 2011» (em inglês). The Registrar General & Census Commissioner. www.census2011.co.in. 
  3. Hill 2009, pp. 200-204.
  4. Francke 1907, pp. 76-78).
  5. Francke 1914, pp. 89-90.
  6. Francke 1907, pp. 20.
  7. Francke 1907, pp. 120-123.
  8. Rizvi 1996, pp. 109-111.
  9. Rizvi 1996, p. 64.
  10. a b Francke 1914, p. 70)
  11. Rizvi 1996, pp. 41, 64, 225-226.
  12. a b Francke 1914, p. 45)
  13. Rizvi 1996, pp. 226-227.
  14. Rizvi 1996, pp. 69, 290.
  15. Wikisource-logo.svg Moorcroft, William na Encyclopædia Britannica (edição de 1911) no Wikisource em inglês.
  16. «Ladakh — Road Journeys» (em inglês). Jammu & Kashmir Tourism. www.jktourism.org. Arquivado desde o original em 6 de janeiro de 2008. 
  17. «Leh, India Page» (em inglês). www.fallingrain.com. Consultado em 30 de julho de 2016. 
  18. Polgreen, Lydia (6 de agosto de 2010). «Scores Killed in Mudslides in Kashmir» (em inglês). The New York Times. www.nytimes.com. Consultado em 30 de julho de 2016. 
  19. «October 2011 Report» (PDF) (em inglês). www.ladakhrelief.org. Consultado em 30 de julho de 2016. 
  20. «Leh» (em inglês). Departamento Meteorológico da Índia. www.imd.gov.in. Consultado em 31 de julho de 2016. 
  21. «Climatological Table — Leh — Period: 1951-1980» (em inglês). Departamento Meteorológico da Índia. www.mausam.gov.in. Arquivado desde o original em 21 de julho de 2011. 
  22. Rizvi 1996, p. 212.
  23. «Key Festivals -2009» (em inglês). Fountainhead Integrated Communications. www.fountainheadindia.com. Consultado em 30 de julho de 2016. 
  24. «District profile» (PDF) (em inglês). District Administration of District Leh. leh.nic.in. Consultado em 31 de julho de 2016. 
  25. Rizvi 1996, p. 38.
  26. «Jammu & Kashmir - Geography & Geology» (em inglês). www.peacekashmir.org. Consultado em 30 de julho de 2016. 
  27. Bodh, Anad (28 de abril de 2013). «Fear of Chinese incursion raises need for all-weather connectivity in Ladakh» (em inglês). The Times of India. timesofindia.indiatimes.com. Consultado em 31 de julho de 2016. 
  28. «Srinagar-Kargil-Leh Railway Line Project» (em inglês). www.projectstoday.com. 
  29. Anand, Anil (26 de fevereiro de 2013). «Srinagar part of Railways’ skill dev program» (em inglês). www.greaterkashmir.com. Arquivado desde o original em 16 de julho de 2013. 
  30. France-Presse (19 de agosto de 2007). «Tourist boom brings threat to Leh's Tibetan architecture» (em inglês). news.sawf.org. Arquivado desde o original em 31 de agosto de 2007. 
  31. Lahiri, Tripti (23 de agosto de 2007). «Ethnic Leh houses falling apart» (em inglês). www.livemint.com. Consultado em 30 de julho de 2016. 
  32. Sharma, Anshu; Chauhan, Sahba; Kumar, Sunny (12 de junho de 2014). «Inside story: Local approaches to harmonising climate adaptation and disaster risk reduction policies: Lessons from India» (em inglês). Climate and Development Knowledge Network. cdkn.org. Consultado em 30 de julho de 2016. 
  33. «L.A.H.D.C./COUNCILLORS» (em inglês). District Administration of District Leh. leh.nic.in. Consultado em 30 de julho de 2016. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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