Lei de Jante

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A Lei de Jante (em norueguês e dinamarquês: Janteloven; em sueco: Jantelagen; em finlandês: Janten laki; em feroês: Jantulógin) foi criada pelo autor norueguês/dinamarquês Aksel Sandemose em seu romance En flyktning krysser sitt spor (literalmente, Um refugiado atravessa sua faixa), de 1933, onde descreve a pequena cidade de Jante, cujo modelo foi tomado diretamente de sua própria cidade natal, Nykøbing Mors, baseado no modo como era no início do século XX.
Esta lei codifica a tendência do coletivo desvalorizar todo aquele que é diferente ou que tem mais êxito do que os outros.
O modelo é típico de muitas cidades pequenas da Escandinávia, e até do Mundo, onde ninguém consegue permanecer anônimo.[1]

Corresponde, em certa medida ao Tall poppy syndrome de Inglaterra e Austrália, assim como de outros países anglo-saxónicos.[2]

Definição[editar | editar código-fonte]

Existem dez regras diferentes na Lei de Jante, mas todas elas são variações dum único tópico. As dez regras são geralmente tidas como uma unidade homogênea: Não pense que você é especial ou que você é melhor do que nós.

As dez regras são
  1. Não pensarás que és especial.
  2. Não pensarás que estás no mesmo patamar que nós.
  3. Não pensarás que és mais inteligente que nós.
  4. Não acreditarás que és melhor que nós.
  5. Não pensarás que sabes mais que nós.
  6. Não pensarás que és mais importante que nós.
  7. Não pensarás que és bom em alguma coisa.
  8. Não rirás de nós.
  9. Não pensarás que nós nos importamos contigo'.
  10. Não pensarás que nos podes ensinar alguma coisa'.

No livro, os janteanos que transgridem essa "lei" - que não é escrita, mas sim transmitida oralmente - passam a ser tratados de forma suspeita e mesmo de forma hostil, uma vez que a quebra do código vai diretamente contra o desejo comunitário da cidade, que visa a preservação da estabilidade social e a uniformidade.


Referências

  1. Miranda, Ulrika Junker; Anne Hallberg (2007). «Jantelagen». Bonniers uppslagsbok (em sueco) (Estocolmo: Albert Bonniers Förlag). p. 439. ISBN 91-0-011462-6. 
  2. «Flogging the tall-poppy syndrome» (em inglês). Consultado em 22 de abril de 2016. 

Ver também[editar | editar código-fonte]