Lei de Murphy

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Lei de Murphy é um adágio ou epigrama da cultura ocidental que normalmente é citada como: "Qualquer coisa que possa correr mal, ocorrerá mal, no pior momento possível". Ela é comumente citada (ou abreviada) por:[carece de fontes?]

"Se algo pode dar errado, dará."

Esta expressão é oriunda do resultado de um teste de tolerância à gravidade por seres humanos, feito pelo engenheiro aeroespacial norte-americano Edward A. Murphy.[1] Ele deveria apresentar os resultados do teste; contudo, os sensores que deveriam registrá-lo falharam exatamente na hora, (porque o técnico havia instalado os sensores da forma errada).[1]

Frustrado, Murphy disse "Se este homem tem algum modo de cometer um erro, ele o fará".[1]

Daí, foi desenvolvida a assertiva: "Se existe mais de uma maneira de uma tarefa ser executada e alguma dessas maneiras resultar num desastre, certamente será a maneira escolhida por alguém para executá-la".[carece de fontes?]

Somente mais tarde, o teste obteve sucesso.[carece de fontes?]

Durante uma conferência de imprensa, John Stapp,[1] americano nascido no Brasil[2] , que havia servido como cobaia para o teste, atribuiu ao fato de que ninguém saiu ferido dos testes por levarem em conta a Lei de Murphy e muito explicou as variáveis que integravam a assertiva, ante ao risco de erro e consequente catástrofe, e enunciou a lei como "Se alguma coisa pode dar errado, ela dará".[1]

História[editar | editar código-fonte]

O criador dessa lei foi o capitão da Força Aérea americana, Edward Murphy Jr., e também foi a primeira vítima conhecida de sua própria lei. Ele era um dos engenheiros envolvidos nos testes sobre os efeitos da desaceleração rápida em piloto de aeronaves.[carece de fontes?]

Para poder fazer essa medição, construiu um equipamento que registrava os batimentos cardíacos e a respiração dos pilotos. O aparelho foi instalado por um técnico, mas simplesmente ocorreu uma pane, com isso Murphy foi chamado para consertar o equipamento, descobriu que a instalação estava toda errada, daí formulou a sua lei que dizia: “Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará”.[carece de fontes?]

John Paul Stapp (Bahia, Brasil, 11 de julho de 1910Alamogordo, Estados Unidos, 13 de novembro de 1999), Ph. D., médico, e coronel da Força Aérea dos Estados Unidos. Foi um pioneiro nos estudos dos efeitos das forças de aceleração e desaceleração no organismo humano. Contemporâneo e colega de Chuck Yeager, Stapp tornou-se conhecido como o "homem mais rápido da terra"[3] .

Stapp foi selecionado pela Força Aérea dos EUA como "cobaia" de testes para medir a resistência humana a grandes acelerações. Desafiou a velocidade pilotando um trenó com propulsão por foguetes. Quando iniciou suas pesquisas, em 1947, estimava-se que um ser humano suportaria no máximo uma aceleração equivalente a 18g (18 vezes a força da gravidade). Stapp desfez essa barreira ao longo do seu processo de trabalho, experimentando mais picos de força g que qualquer outro humano. Por conta disso, sofreu inúmeras lesões incluindo membros e costelas quebrados, descolamento de retina e traumas diversos, que no decorrer de sua vida comprometeriam sua visão permanentemente por conta do rompimento de vasos sanguíneos em seus olhos. Em um de seus últimos testes com trenós movidos a foguete, Stapp foi submetido ao equivalente a 46,2 vezes a força da gravidade[4] . A contribuição para os projetos aeronáuticos que essas pesquisas trouxeram, além de fundamentalmente importantes, são largamente disseminadas e difíceis de quantificar.

Em 1949, Stapp bateu o recorde de aceleração. Não pôde, porém, festejar o feito. Os acelerômetros do trenó-foguete simplesmente não funcionaram. Desolado, Stapp encomendou ao engenheiro que o ajudava, o então capitão Edward Murphy Jr., diligências para identificar a falha. Não tardou a descobrir que um técnico ligara os circuitos do veículo ao contrário. No relatório em que informa sobre o malfeito, Murphy Jr. anotou: "Se há mais de uma forma de fazer um trabalho e uma dessas formas redundará em desastre, então alguém fará o trabalho dessa forma"[5] .

Espirituoso, carismático e popular com seus colegas e com a imprensa, um inveterado colecionador de eufemismos e adágios, a ponto de conservar um caderno de anotações sobre o assunto, Stapp, apoiado por sua equipe e pela cultura reinante no seu ambiente de trabalho, popularizou a expressão ao comentar em uma entrevista a jornalistas, o diagnóstico do auxiliar, resumindo-o na forma: "Se alguma coisa pode dar errado, dará" e estabelecendo aquela que viria a ser conhecida como Lei de Murphy.

Lei de Clark[editar | editar código-fonte]

Outra lei, mas não tão famosa quanto a de Murphy, é um ditado popular da cultura ocidental que afirma que "Murphy era otimista". Lei de cunho mais pessimista e até mais "humorística", ironizando a Lei de Murphy.[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e «NASA Marshall Propulsion Academy». propulsion.msfc.nasa.gov. Consultado em 16 de abril de 2012. 
  2. «International Space Hall of Fame». nmspacemuseum.org. Consultado em 29 de dezembro 2012. 
  3. O homem mais rápido da Terra
  4. 46.2 times the force of gravity
  5. Lei de Murphy

3. http://www.improbable.com/airchives/paperair/volume9/v9i5/murphy/murphy2.html

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