Lente multifocal

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Lentes multifocais, também conhecidas como progressivas, são uma classificação de lentes para óculos. Recebem esse nome porque tem múltiplos focos, auxiliando pacientes que tem problemas como presbiopia, especialmente quando associada a outra ametropia, como miopia e hipermetropia.

A presbiopia consiste no enrijecimento dos músculos que movimentam o cristalino, a lente natural dos olhos, e consequente dificuldade em focalizar objetos a uma distância próxima[1], principalmente em situações com pouca luz. É uma doença muito comum a partir dos 40 anos de idade e deve atingir todas as pessoas, em diferentes graus, a partir dos 50 anos.

As lentes multifocais atuam na correção destas distorções, criando diferentes campos de visão. Diferentemente das lentes bifocais, as multifocais apresentam três campos de visão: o de cima focaliza distâncias maiores, o do meio, distâncias intermediárias e o de baixo é para a visão mais próxima. Dessa forma, as lentes evitam sobressaltos entre curtas e longas distâncias, o que acontece com as lentes bifocais.

No entanto, devido à transição entre estes campos visuais, fica mais fácil enxergar pelo ângulo errado, o que pode gerar dificuldade de adaptação. Entre os transtornos que podem surgir para o paciente estão náuseas, tonturas, dores de cabeça, dificuldade para enxergar e problemas na noção de distância[2]. A adaptação a este tipo de lentes varia de pessoa para pessoa, mas pode durar até 3 semanas.[3]

Embora tais sintomas possam acontecer a princípio, a persistência desta condição sem melhora por um longo período pode indicar uma falha na centralização das pupilas na lente, o que é fundamental para garantir a visão mais nítida possível. Erros neste processo são responsáveis por reduzir a eficácia das lentes em 40 por cento[4]. Neste caso, as lentes podem precisar de ajustes[5].

Para evitar estes problemas, o ideal é que as lentes sejam o personalizadas ao máximo, levando em conta as medidas do paciente e de seus óculos.  Algumas fabricantes, como a alemã ZEISS [6], oferecem variados níveis de personalização, levando em conta inclusive o estilo de vida do usuário para otimizar as lentes de acordo com a zona de visão que ele mais utiliza em suas tarefas.

Também é interessante acrescentar alguns tratamentos adicionais às lentes multifocais para aumentar seu desempenho, como filtros antirreflexo e antisujeira.

Uma vez que as lentes estejam corretas, é importante que o paciente utilize os óculos pelo maior tempo possível[7], para que se acostume mais rápido.  No início, quando podem ocorrer as distorções, também é indicado o uso preferencialmente em ambientes conhecidos, para evitar acidentes.

As lentes multifocais, assim como qualquer lente ocular, só podem ser prescritas por médicos oftalmologistas, que avaliarão as necessidades de cada paciente através de exames clínicos.

Também não é recomendado o uso de lentes de qualidade duvidosa ou sem garantia de procedência, pois seu uso equivocado pode prejudicar a saúde. 

  1. «Presbiopia - Sintomas, Tratamentos e Causas | Minha Vida» 
  2. «Folha.com - Equilíbrio e Saúde - Dor de cabeça é uma das queixas de quem usa lentes multifocais - 08/04/2011». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 14 de fevereiro de 2017 
  3. «Dicas para ter mais conforto com lentes progressivas | ZEISS Brasil». www.zeiss.com.br. Consultado em 14 de fevereiro de 2017 
  4. «Ajuste perfeito | ZEISS Brasil». www.zeiss.com.br. Consultado em 14 de fevereiro de 2017 
  5. «Queixas comuns dos usuários de lentes multifocais». Opticanet 
  6. ZEISS
  7. «Tudo sobre óculos multifocal: Dicas para uma boa adaptação». www.medicodeolhos.com.br. Consultado em 14 de fevereiro de 2017 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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