Leonardo Nascimento de Araújo

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Leonardo
Leonardo
Leonardo em 2013
Informações pessoais
Nome completo Leonardo Nascimento de Araújo
Data de nasc. 5 de setembro de 1969 (52 anos)
Local de nasc. Niterói (RJ), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,75 m
canhoto
Informações profissionais
Equipa atual Paris Saint-Germain
Posição ex-lateral-esquerdo e meia
Função diretor esportivo
Clubes de juventude
1984–1987 Flamengo
Clubes profissionais
Anos Clubes
1987–1990
1990–1991
1991–1993
1993–1994
1994–1996
1996–1997
1997–2001
2001
2002
2002–2003
Flamengo
São Paulo
Valencia
São Paulo
Kashima Antlers
Paris Saint-Germain
Milan
São Paulo
Flamengo
Milan
Seleção nacional
1989
1990–2001
Brasil Sub-20
Brasil
Times/Equipas que treinou
2009–2010
2011
2011–2013
2017
2018–2019
2019–
Milan
Internazionale
Paris Saint-Germain (diretor)
Antalyaspor
Milan (diretor)
Paris Saint-Germain (diretor)

Leonardo Nascimento de Araújo, mais conhecido apenas como Leonardo (Niterói, 5 de setembro de 1969), é um dirigente e ex-futebolista brasileiro que atuava como lateral-esquerdo ou meia. Atualmente é diretor esportivo do Paris Saint-Germain. Ele também trabalhou como treinador.

Quando jogador, começou sua carreira como lateral no Flamengo, em 1987, mas depois passou a atuar como meio-campista, onde obteve destaque. Entre outros clubes, teve boas passagens por São Paulo, Valencia, Paris Saint-Germain e Milan.[1][2]

Carreira como jogador[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Revelado nas categorias de base do Flamengo, Leonardo foi lançado no time principal em 1987, quando tinha 17 anos, durante a Copa União (um dos módulos do Campeonato Brasileiro daquele ano). Jogando ao lado de ídolos rubro-negros como Zico, Leandro e Andrade, e dos novos talentos do clube, que incluíam Jorginho, Bebeto e Zinho, Leonardo sagrou-se campeão do módulo verde naquele ano.[3]

São Paulo[editar | editar código-fonte]

Foi contratado pelo São Paulo em 1990. Sob o comando de Telê Santana, fez parte do chamado Esquadrão Tricolor, time campeão brasileiro de 1991, que contava ainda com as presenças de craques como Raí, Cafu e Müller.[4]

Valencia e retorno ao São Paulo[editar | editar código-fonte]

No final de 1991, Leonardo fez sua primeira transferência para o futebol europeu, assinando contrato com o Valencia. Ficou somente duas temporadas no clube espanhol e retornou ao Brasil, quando, novamente, tornou a vestir a camisa do São Paulo, motivado por jogar a Copa Intercontinental daquele ano com o clube.[5] Nesta sua segunda passagem pelo Tricolor do Morumbi, Leonardo disputou 52 jogos, marcou 14 gols e conquistou a Copa Intercontinental de 1993.

Kashima Antlers[editar | editar código-fonte]

Após a Copa do Mundo FIFA de 1994, onde conquistou o tetracampeonato com a Seleção Brasileira, Leonardo foi jogar no Japão, na então recém-formada J-League. Defendendo o time do Kashima Antlers, Leonardo teve nova oportunidade de atuar ao lado de seu grande ídolo e amigo Zico. Em duas temporadas, Leonardo disputou 63 partidas, marcou 36 gols e conquistou a J-League de 1996.[6]

Paris Saint-Germain e Milan[editar | editar código-fonte]

Em 1996, o jogador trocou o Japão pela Europa, desta vez, assinando com o Paris Saint-Germain, da França. Um ano mais tarde, porém, acabou se transferindo para o Milan, onde permaneceu pelas quatro temporadas seguintes.

Terceira passagem pelo São Paulo[editar | editar código-fonte]

Leonardo deixou o Rossonero em 2001, retornando ao Brasil para jogar no São Paulo. Contudo, em decorrência de uma série de contusões, o jogador acabou disputando apenas 18 partidas.

Retorno ao Flamengo e aposentadoria[editar | editar código-fonte]

Já em fim de carreira, Leonardo acabou se transferindo para o Flamengo, onde teve poucas, mas boas atuações. Permaneceu durante seis meses no clube carioca, atuando apenas no Campeonato Carioca de 2002.

Então, quando surgiram rumores sobre sua possível aposentadoria, o jogador foi convidado a retornar para o Milan.[7] Aceitou o convite e, após disputar apenas cinco partidas pela equipe, anunciou oficialmente a sua aposentadoria no dia 1 de abril de 2003.[8]

Seleção Nacional[editar | editar código-fonte]

Na Copa do Mundo FIFA de 1994, Leonardo teve a chance de iniciar como titular da lateral-esquerda na Seleção Brasileira, deixando o experiente Branco no banco.

O tetracampeonato foi um dos momentos mais inesquecíveis na carreira de Léo, embora tenha realizado seu último jogo nas oitavas de final, quando foi expulso após uma cotovelada no jogador Tab Ramos, dos Estados Unidos.[9][10]

Voltou a conquistar títulos com a Seleção em 1997, quando o Brasil foi campeão da Copa América e da Copa das Confederações. Em ambas as ocasiões, esteve na reserva de Roberto Carlos. Um ano depois, novamente como reserva, integrou a equipe brasileira vice-campeã na Copa do Mundo FIFA de 1998, realizada na França.

Sua última partida pela Seleção aconteceu no dia 15 de agosto de 2001, contra o Paraguai, durante as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo FIFA de 2002. Ele saiu do banco e substituiu Edílson no segundo tempo, na vitória por 2 a 0.[11]

Carreira como dirigente e treinador[editar | editar código-fonte]

Milan[editar | editar código-fonte]

Desde 2002, Leonardo passou a trabalhar em diversas funções no Milan, dedicando-se com programas de assistencialismo social na Fundação Gol de Letra e na Fondazione Milan. Entre 2003 e 2009, também ocupou o cargo de dirigente e consultor de mercado do clube italiano, tendo sido o responsável direto pelas contratações dos brasileiros Kaká, Alexandre Pato e Thiago Silva.[12]

Na Copa do Mundo FIFA de 2006, trabalhou como comentarista esportivo no programa Match of the Day, da rede de TV britânica BBC.

Em junho de 2009, após a saída de Carlo Ancelotti, Leonardo deixou o cargo de dirigente do Milan e foi anunciado como técnico do clube.[13]

Internazionale[editar | editar código-fonte]

No dia 24 de dezembro de 2010, foi confirmado como novo treinador da Internazionale.[14] No dia 29 de maio de 2011, conquistou seu primeiro título como técnico. Ao vencer o Palermo por 3 a 1, a Internazionale faturou seu sétimo título da Copa da Itália.[15]

Paris Saint-Germain[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2011, deixou o cargo de técnico da equipe italiana para voltar a ser dirigente no Paris Saint-Germain.[16] Foi responsável pelas contratações de jogadores como Marco Verratti, Zlatan Ibrahimović, Thiago Silva, Marquinhos e Edinson Cavani. Também convenceu o técnico Carlo Ancelotti a assinar pelo PSG.

No dia 5 de maio de 2013, ao final da partida contra o Valenciennes, válida pela 35ª rodada do Campeonato Francês, Leonardo deu uma trombada no árbitro do jogo, Alexandre Castro. O brasileiro recebeu uma suspensão de nove meses.[17][18] Inconformado com a suspensão, no dia 10 de julho Leonardo pediu demissão.[19]

Antalyaspor[editar | editar código-fonte]

Foi anunciado como treinador do Antalyaspor, da Turquia, no dia 28 de setembro de 2017.[20] Comandou a equipe por apenas três meses, até ser demitido em dezembro.[21]

Retorno ao Milan[editar | editar código-fonte]

Retornou ao Milan em julho de 2018, sendo anunciado como dirigente.[22]

Retorno ao PSG[editar | editar código-fonte]

Já no dia 8 de junho de 2019, acertou seu retorno ao Paris Saint-Germain.[23] Sua contratação mais cara na temporada 2019–20 foi a do zagueiro Abdou Diallo, que veio do Borussia Dortmund por 32 milhões de euros.[24]

Estatísticas como treinador[editar | editar código-fonte]

Atualizadas até 14 de junho de 2011.

Equipe Chegada Saída Desempenho
J V E D % Vit
Milan 2009 2010 48 23 13 12 47.92%
Internazionale 2010 2011 32 21 4 7 65.63%

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Flamengo
São Paulo
Kashima Antlers
Milan
Seleção Brasileira

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Milan
Internazionale

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Rogério Micheletti e Ednílson Valia. «Leonardo - Que fim levou?». Terceiro Tempo. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  2. Braitner Moreira (22 de agosto de 2009). «Jogador sem fronteiras, Leonardo fincou raízes em Milão». Calciopédia. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  3. Hellen Guimarães (21 de dezembro de 2019). «'87 foi pura magia quando ganhamos a Copa União': disputas políticas à parte, Flamengo fez a sua no campo». Extra. Consultado em 19 de julho de 2021 
  4. «Há 25 anos, Leonardo estreou pelo Tricolor». São Paulo FC. 11 de agosto de 2015. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  5. MAGALHÃES, Mário. "Espanhóis" fazem crítica ao calendário. São Paulo, Folha de S. Paulo, 4 set. 1993
  6. Wilson Pimentel (15 de junho de 2020). «Danilo, Fabão, Leonardo e mais: relembre 10 brasileiros que venceram o Campeonato Japonês». Torcedores.com. Consultado em 19 de julho de 2021 
  7. «Meia Leonardo desiste da aposentadoria e volta ao Milan». Folha de S.Paulo. 9 de outubro de 2002. Consultado em 19 de julho de 2021 
  8. «Leonardo anuncia aposentadoria». Estadão. 1 de abril de 2003. Consultado em 19 de julho de 2021 
  9. Humberto Martins (4 de julho de 2018). «Cotovelada de Leonardo em americano na Copa completa 24 anos nesta quarta». Superesportes. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  10. Adriano Oliveira (26 de abril de 2020). «Copa 94: cotovelada de Leonardo quase pôs tudo a perder para o Brasil na campanha do tetra». Torcedores.com. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  11. Fábio Victor e Léo Gerchmann (16 de agosto de 2001). «Brasil 2 X 0 Paraguai: Sobrevida». Folha de S.Paulo. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  12. «Relembre a carreira de Leonardo como dirigente do Milan e PSG». LANCE!. 27 de julho de 2018. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  13. «Milan apresenta Leonardo como novo técnico». UOL. 1 de junho de 2009. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  14. «Inter de Milão fecha com Leonardo». GloboEsporte.com. 24 de dezembro de 2010. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  15. «Eto'o faz dois, Inter acaba com sonho do Palermo e conquista a Copa Itália». GloboEsporte.com. 29 de maio de 2011. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  16. «PSG anuncia Leonardo como diretor: 'Não vim para comprar dez Messis'». GloboEsporte.com. 13 de julho de 2011. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  17. «Leonardo leva nove meses de suspensão por empurrar árbitro». GloboEsporte.com. 30 de maio de 2013. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  18. «Diretor do PSG, Leonardo leva 'gancho' de nove meses por empurrar árbitro». ESPN.com.br. 30 de maio de 2013. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  19. «Suspenso por um ano, brasileiro Leonardo pede demissão do PSG». GloboEsporte.com. 10 de julho de 2013. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  20. «Leonardo é anunciado como novo técnico do Antalyaspor, da Turquia». Folha Vitória. 28 de setembro de 2017. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  21. «Antalyaspor anuncia a saída do técnico brasileiro Leonardo». GloboEsporte.com. 7 de dezembro de 2017. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  22. «Milan anuncia retorno de Leonardo como dirigente». ESPN.com.br. 25 de julho de 2018. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  23. «Paris Saint-Germain confirma Leonardo como novo diretor técnico do clube». GloboEsporte.com. 14 de junho de 2019. Consultado em 10 de dezembro de 2020 
  24. «PSG contrata zagueiro francês Abdou Diallo, do Borussia Dortmund». UOL. 16 de julho de 2019. Consultado em 20 de maio de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Carlo Ancelotti
Treinador do Milan
2009–2010
Sucedido por
Massimiliano Allegri
Precedido por
Rafa Benítez
Treinador da Internazionale
2011
Sucedido por
Gian Piero Gasperini
Precedido por
Samuel Eto'o
Treinador do Antalyaspor
2017
Sucedido por
Hamza Hamzaoğlu