Leonardo Quintão

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Leonardo Quintão
Deputado federal por Minas Gerais
Período 1 de janeiro de 2007
31 de dezembro de 2018
(3 mandatos consecutivos)
Deputado estadual de Minas Gerais
Período 1 de janeiro de 2002
31 de dezembro de 2005
Vereador de Belo Horizonte
Período 1 de janeiro de 2000
31 de dezembro de 2003
Dados pessoais
Nome completo Leonardo Lemos Barros Quintão[1]
Nascimento 1 de abril de 1975 (44 anos)[1]
Taguatinga, DF[1]
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Helena Quintão
Pai: Sebastião Quintão
Partido PMDB
Religião Presbiterianismo[2]
Profissão Administrador, político

Leonardo Lemos Barros Quintão (Taguatinga, 1 de abril de 1975)[1] é um político brasileiro, foi vereador de Belo Horizonte, deputado estadual de Minas Gerais e deputado federal por Minas Gerais. É filho do pastor evangélico[3] e também político Sebastião Quintão[4].

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 2000, foi eleito vereador em Belo Horizonte com 9.887 votos. Em 2002, foi eleito deputado estadual em Minas Gerais com 60.528 votos.[5] Em 2006, foi eleito deputado federal por Minas Gerais com 135.306 votos e em 2010, foi reeleito deputado federal com 141.737 votos. Em 2008, concorreu ao cargo de prefeito em Belo Horizonte.[6] Nessa eleição, apesar de liderar as pesquisas por todo o primeiro turno,[7] viu sua campanha descarrilhar em uma virada inesperada, sendo derrotado após receber 530.560 votos, o equivalente a 40,88% dos votos contra 59,12% de Márcio Lacerda (PSB). É presidente do PMDB de Belo Horizonte e 1º vice-presidente do PMDB de Minas Gerais. Ele também foi o redator do novo código de leis da mineração.[8] Código esse que foi criado em um laptop do escritório Pinheiro Neto, que tem como clientes mineradoras como Vale e BHP, e modificado em pelo menos cem trechos por um de seus sócios, o advogado Carlos Vilhena. [9] Em sua candidatura à reeleição em 2014, Quintão recebeu R$ 1,8 milhão de empresas de mineração, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor corresponde a 37% do total arrecadado pelo parlamentar. Em 2010, ele recebeu R$ 379,7 mil de empresas da área. [10]

Em dezembro de 2015, foi escolhido para liderar o PMDB, maior bancada na Câmara, com o apoio do então presidente da Câmara Eduardo Cunha,[11] após os deputados destituírem o então líder Leonardo Picciani (PMDB-RJ), por discordarem dos nomes que o então líder indicou para as vagas que o partido tinha direito no conselho que analisou o processo de impeachment contra Dilma Rousseff.[12] Ainda em 2015 foi noticiado que Quintão multiplicou seu patrimônio em 56 vezes: de R$ 315 mil para R$ 18 milhões. Em 2002, o economista Leonardo Quintão possuía R$ 315 mil em bens. Era eleito deputado estadual em Minas. Em 2006, R$ 983 mil. Em 2010, reeleito deputado federal, o valor tinha saltado para R$ 2,64 milhões. Em 2014, novo incremento: o novo líder do PMDB declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possuir R$ 17,9 milhões – entre os quais R$ 2,6 milhões (o total de 2010) em espécie.

Votou a favor do impeachment.[13] Posteriormente, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[13] Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista, que traz flexibilização para os patrões, como pagamento abaixo do salário mínimo mensal e prevalência do acordado sobre o legislado. [14][13] [15] Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do então Presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.[13][16]

Em 25/10/2017, mais uma vez votou para barrar as investigações contra Michel Temer ao votar sim ao relatório que pedia o arquivamento da denúncia contra Temer pelos crimes de obstrução de justiça e organização criminosa apresenta pela Procuradoria Geral da República.

Nas eleições de 2018, foi tema de reportagem sobre a compra de apoio na internet[17] que é considerado ilegal.

Referências

  1. a b c d «Biografia de Leonardo Quintão». Biografia de Leonardo Quintão. Leonardo Quintão. Consultado em 1 de janeiro de 2015. Arquivado do original em 13 de agosto de 2018 
  2. «Deputados evangélicos no Brasil». Consultado em 13 Out. 2016 
  3. http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/ctrl-c-ctrl-v-candidatos-a-prefeito-protocolam-mesmo-programa-de-governo-1.409909/sebasti%C3%A3o-quint%C3%A3o-1.409910
  4. http://www.plox.com.br/caderno/aconteceu/esposa-ex-prefeito-sebastiao-quintao-morre-belo-horizonte
  5. www.tse.jus.br
  6. «Perfil dos candidatos: Leonardo Quintão (eleições de 2008)». eleicoes.uol.com.br. Consultado em 4 de outubro de 2018 
  7. «Leonardo Quintão eleva o tom e diz que não vai mudar campanha - 29/08/2008 - UOL Eleições 2008 - Belo Horizonte». eleicoes.uol.com.br. Consultado em 4 de outubro de 2018 
  8. Teia de interesses liga políticos a mineradoras em debate sobre novo Código
  9. Novo código da mineração apresentado pelo redator Leonardo Quintão foi escrito em computador de advogado de mineradoras
  10. «Quintão relatou Código de Mineração e admite ter sido financiado por mineradoras» 
  11. Presidente da Câmara Eduardo Cunha é denunciado no conselho de ética
  12. Leonardo Quintão é o novo líder do PMDB na Câmara
  13. a b c d G1 (2 de agosto de 2017). «Veja como deputados votaram no impeachment de Dilma, na PEC 241, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer». Consultado em 11 de outubro de 2017 
  14. Pragmatismo Político. «Reforma trabalhista é aprovada na Câmara; veja como votou cada deputado» 
  15. Redação (27 de abril de 2017). «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  16. Carta Capital (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  17. «Deputado 'abre vagas' por apoio pago na internet com salários de até R$ 9 mil». Gazeta do Povo 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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