Les Marana

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Les Marana
Autor(es) Honoré de Balzac
Idioma Francês
País  França
Série Études philosophiques
Editor Edições Madame Béchet
Lançamento 1834
Cronologia
Adieu
Le Réquisitionnaire

Les Marana (em português, As Maranas[1]) é uma novela de Honoré de Balzac publicada em livro nas edições Madame Béchet, depois em 1846 na edição Furne da Comédia Humana, no segundo tomo dos Estudos filosóficos com Adieu, L'Enfant maudit e Le Réquisitionnaire. Antes disso, Balzac havia feito aparecer esse texto em dois capítulos em 1832, depois em 1833 na Revue de Paris.

Enredo[editar | editar código-fonte]

A novela começa de maneira violenta, com a tomada de Tarragona pelas tropas do marechal Suchet. "Oito de maio de 1811, Tarragona tomada de assalto, Tarragona pegando fogo por todos os cruzamentos, Tarragone violada, os cavalos dispersos, meio nua, suas ruas flamejantes inundadas de soldados franceses mortos ou matando[2]"

A Marana é uma prostituta italiana perseguida de Veneza pelas guerras da Revolução Francesa. Ela pertence a uma família na qual a prostituição é uma atividade ancestral. Refugiada em Tarragona com sua filha Juana, que ela confiou ao costureiro Pérez de Lagounia e a sua esposa para que eles a eduquem, sempre oculta da filha suas origens. A Marana tem esperança de que o tipo da prostituta que pesa sobre as mulheres da família terá fim com Juana, que poderá ter um casamento digno. Mas o capitão Montefiore, que se instala na mansão precisamente porque lá há uma bela hovem, vem contrariar os planos da Marana. Ela reencontra Montefiore no quarto de sua filha e ameaça de matá-lo. Juana terá dele um filho, Juan, que não reconhece, pois consegue evitar o casamento confiando Juana a seu amigo, o capitão Diard, que se casa com ela. Juana lhe dá um filho legítimo. Diard abandona a carreira militar e leva sua família a Paris, onde ele espera ter sucesso. Infelizmente, ele não chega a nada, e a atitude de Juana não o encoraja. Diard faz maus negócios, mantém uma vida dissipada. Ele tenta levar sua família a Bordeaux, depois aos Pirineus, onde le se lança ao jogo. Surge, então, Montefiore para arruinar-lhe definitivamente.

Pessimista, começada com um massacre, terminada em decadência, essa novela é uma das narrativas mais sombrias de Balzac. Seus amigos italianos fizeram-lhe reprovações em 1837 (principalmente a "pequena" Clara Maffei) sobre a imagem pouco elogiosa que ele havia dado deles e de seu país. Assim, Balzac escreve com carinho extremo Massimilla Doni[3], que dá uma visão mais brilhante de Veneza, da alma italiana e da beleza das mulheres, para se fazer perdoar.

Referências

  1. Honoré de Balzac. A comédia humana. Org. Paulo Rónai. Porto Alegre: Editora Globo, 1954. Volume XVI
  2. Les Marana, Bibliothèque de la Pléiade,1979, t.X, p. 1037-1041 ISBN 2070108686
  3. René Guise, Histoire du texte Massimilla Doni, Bibliothèque de la Pléiade, 1979, p.1517 ISBN 2070108686

Ligações externas[editar | editar código-fonte]