Les sept boules de cristal

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Les sept boules de cristal
13º Álbum da série regular
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País de origem  Bélgica
Língua de origem Francês
Editor Casterman
Colecção Les Aventures de Tintin
Primeira edição 1948
Numero de páginas 62
Primeira publicação Le Soir
Género(s) Aventura
Autor Hergé
Colorista Studios Hergé
Personagens principais Tintim
Milu
Capitão Haddock
Professor Girassol
Dupond e Dupont
Local da acção Bélgica
França
Título em português As 7 Bolas de Cristal
Colecção As Aventuras de Tintim
Títulos da série regular
Último
Le Trésor de Rackham le Rouge
Le Temple du Soleil
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As 7 bolas de cristal (Les 7 boules de cristal, no original em francês) é um álbum de história em quadrinhos (banda desenhada em Portugal) da série As Aventuras de Tintim, produzida pelo belga Hergé, e publicado em 1948.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Uma misteriosa doença afecta os membros de uma expedição arqueológica recentemente regressada dos Andes, onde descobriu o túmulo do inca Rascar Capac. Um por um, os membros da expedição caem numa misteriosa letargia. A única pista são uns estilhaços de cristal encontrados perto de cada vítima, pertencentes a bolas de cristal. Preocupados com a situação, Tintim, o Capitão Haddock e o Professor Girassol visitam um amigo do último, o Professor Hipólito Bergamotte, o último membro da expedição ainda livre do coma. É em casa deste que se encontra a múmia do inca Rascar Capac. A múmia desaparece, no entanto, quando a meio de uma tempestade um relâmpago cria uma bola de fogo que entra pela chaminé da casa do professor e a atinge. A meio da noite os 3 companheiros são visitados pela múmia em pesadelos e, acordando, encontram o Professor Bergamotte no mesmo estado de letargia dos outros membros da expedição, e com estilhaços de cristal ao pé da sua cama.

Bergamotte acaba por acordar momentaneamente, aos gritos com interlocutores invisíveis e misteriosos que aparentemente o atacam na sua letargia. Mais tarde, Tintim acaba por visitar o hospital onde todos os membros da expedição estão internados, e testemunha uma das horríveis crises de sofrimento que ocorre numa altura precisa do dia.

O enredo aprofunda-se ainda mais, quando Girassol descobre uma bracelete de ouro da múmia e a coloca no seu pulso (comentando como lhe fica "a matar"), desaparecendo misteriosamente após este acontecimento.

Enquanto procuram Girassol, Tintim e o Capitão entram num tiroteio com o presumível raptor do professor, que acaba por escabar num carro preto. É dado o alarme e a polícia estabele bloqueios ao longo das estradas da região, mas os raptores mudam de carro e passam pela polícia.

Tintim e Haddock perseguem os raptores até La Rochelle, onde descobrem que Girassol está a bordo do navio Pachacamac, que se dirige para o Peru, decidindo ir ao encontro deste na América do Sul.

A história continua depois no livro seguinte: O Templo do Sol. A sequela só seria publicada em 1946, devido aos problemas que Hergé teve após a libertação da Bélgica na Segunda Guerra Mundial, altura em que ele e outros membros do jornal Le Soir sofreram investigações por trabalharem para um jornal colaboracionista.

Envolvente[editar | editar código-fonte]

O livro As 7 bolas de cristal foi escrito durante a Segunda Guerra Mundial, numa altura em que a Bélgica estava ocupada pela Alemanha nazi. Por causa disso, Hergé decidiu evitar o conteúdo político que havia incluído em histórias anteriores como O Lótus Azul, A orelha quebrada ou O ceptro de Ottokar.

Como indica a sequência inicial do livro, As 7 bolas de cristal e o seu tema retiram inspiração da Maldição do faraó, uma especulação de que os membros da expedição de Howard Carter (que descobriu o túmulo do faraó Tutancâmon) haviam morrido na sua maioria em condições trágicas e misteriosas devido a uma maldição.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Publicação[editar | editar código-fonte]

A publicação original por páginas começou no jornal belga Le Soir a 16 de dezembro de 1943. Foi suspensa a 3 de setembro de 1944, devido à libertação de Bruxelas, quando Hergé e muitos dos seus colegas tiveram de responder por terem trabalhado para o dito jornal, tido como colaboracionista. Esta publicação por páginas terminou estando Tintim a deixar o hospital após visitar os sete membros da expedição no seu ataque de pânico. Seguidamente, sai do hospital lendo um jornal e esbarra no General Alcazar que o informa do desaparecimento do seu assitente Chiquito e de que este é um verdadeiro descendente dos Incas.

A publicação foi continuada na recém-lançada Tintin Magazine (Revista Tintim) em 1946, sob o título Le Temple du Soleil (O Templo do Sol em português). Começa com Tintim a caminho de Moulinsart onde está o Capitão Haddock em estado de depressão devido ao desaparecimento de Girassol. Isto, associado ao súbito salto para a acção por parte do capitão, reflecte a condição psicológica de Hergé à altura: o seu futuro incerto devido às acusações de colaboracionismo e subsequente proposta de lançamento da Revista Tintim. (A cena com Alcazar seria recolocada num porto com o General a preparar-se para partir de novo para a América do Sul).

Ligações a outros livros de Tintim[editar | editar código-fonte]

O Professor Paul Cantonneau, um dos cientistas que é posto em letargia devido à maldição inca, aparece anteriormente como um dos membros da expedição enviada ao Árctico em A Estrela Misteriosa. O General Alcazar aparecera em A orelha quebrada e Bianca Castafiore (que aparece brevemente na cena no music-hall) surgira em O ceptro de Ottokar. Ambas as personagem voltariam a aparecer noutras aventuras.

Outros[editar | editar código-fonte]

Foi lançado um jogo de vídeo baseado na história do livro.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]