Lethal Kalongi

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Lethal Kalongi
Informação geral
Nome completo William Silva Júnior
Também conhecido(a) como Lethal, Rimador Pequizeiro
Nascimento 20 de janeiro de 1978 (41 anos)
Local de nascimento Goiânia, GO
 Brasil
País  Brasil
Gênero(s) Rap, raggamuffin, dancehall
Instrumento(s) Vocal
Período em atividade 1992 - 2012
Outras ocupações Músico
Gravadora(s) Two Beers
Monstro Discos
VMG, Inc.
Afiliação(ões) Academia Brasileira de Rimas, Patrick Horla, Testemunha Ocular
Influência(s) Marcelo D2, Raul Seixas e Thaíde
Página oficial www.soundcloud.com/lethalkalongi

William Silva Júnior, mais conhecido como Lethal Kalongi, ou simplesmente Lethal (Goiânia, 20 de janeiro de 1978),[1] é um rapper brasileiro, que hoje segue em carreira solo. Célebre por misturar o dancehall com o hip hop, é considerado um dos pioneiros dos gêneros na Região Centro-Oeste do Brasil.[2] Lethal foi membro dos extintos grupos de rap Testemunha Ocular e Ragga Rural. [3]

Em Goiânia, mesmo com o sertanejo como estilo musical predominante, o rapper consegue destaque no eixo alternativo da capital. Com referências a nome de ruas, setores e comida típica da cidade como pamonha e pequí o grupo se caracteriza pelos elementos de cultura regional. Diferente de muitos nativos, o rapper que se autodenomina rimador pequizeiro enfatiza as características físicas e da linguagem muitas vezes são atribuídas de forma pejorativa aos goianos. “Nós temos o pé rachado”; “Somos caipiras”; “Usamos chapéu”.

Além disso, muitas letras estão fundadas na crítica pesada à política local, como, por exemplo, a faixa “Coronelismo” do disco “Apruma-te”, que deprecia a trajetória da vida pública em Goiás do ex-prefeito e governador Iris Rezende, de seu irmão Antoniel Machado e do ex-governador e hoje senador Marconi Perillo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

William nasceu e cresceu, em uma família de crença evangélica, onde sofreu preconceito e discriminação desde cedo pelo gosto por rap.

Surgiu no hip hop no final da década de 1980, quando surgiram os primeiros grupos de breakdance em Goiânia. Apesar de tentar seguir inicialmente carreira como dançarino, Lethal se interessou e decidiu ser cantor após ouvir o disco Cultura De Rua. Desde então, já lançou quatro álbuns de estúdio (Três deles pelo grupo Testemunha Ocular e um pelo Ragga Rural) e participou de diversas coletâneas da banca VMG, incluindo a mixtape Eutanásia e a Hospício do Rap (2012)[4].

Carreira[editar | editar código-fonte]

Garotos da Cidade do Break[editar | editar código-fonte]

Em 1992, formou seu primeiro grupo de rap, chamado Garotos da Cidade do Break, que não alcançou o sucesso, durando apenas dois anos.

Testemunha Ocular[editar | editar código-fonte]

Em 1994, com 16 anos, superando o fracasso do primeiro grupo, formou o Testemunha Ocular – que também contou com Pr. Jhow, Dablyw MC e DJ Magrão na primeira formação - abrindo assim as portas para o início da sua carreira artística em 1999. [5]. O grupo Testemunha Ocular emplacou seu sucesso em 1999, com o lançamento do seu primeiro álbum, chamado Bate-Cabeça do Cerrado.

Durante o lançamento do disco Bate-Cabeça do Cerrado, Lethal foi para São Paulo realizar um show, e morou na cidade por seis meses no bairro Jaraguá. Durante sua moradia, conheceu os rappers Sabotage, Xis, KL Jay (Racionais MC's), Negro Útil e DJ Negro Rico, Dina Di, Sandrão, Helião, Negra Li, DJ Cia (do RZO)[6].[1]

Marcelo D2 e Lethal Kalongi no lançamento do disco Frutos da Rua.

Em 2002, durante sua passagem pela Lapa, conheceu Marcelo D2, ex-vocalista da grupo Planet Hemp. A parceria com Marcelo D2 ajudou na carreira de Lethal, que foi convidado para gravar uma música em setembro de 2003, depois intitulada "União Enfumaçada". Um ano depois, foi convidado para abrir um show do Marcelo D2 em Goiânia na boate Boate Pulse Club & Lounge. Lethal foi o principal parceiro de Marcelo D2, até o final de 2007, quando perderam contato após o rapper carioca ter emplacado succeso.

A faixa "União Enfumaçada", saiu no segundo álbum do grupo Testemunha Ocular, Frutos da Rua (2003)[7], com formação dos MC'S Lethal Kalongi e Claudim[8]. Esse álbum também contou com a participação de Paulo Napoli, fundador da Academia Brasileira de Rimas, na faixa "Dom Divino".[9]

Além dessas duas grandes parcerias, Lethal também participou da Xistape 2 [10], com a música Kizomba, mixtape lançada pelo rapper Xis.

Em 2004, o grupo participou da trilha sonora de um curta-metragem de Eládio de Sá, chamado A Caverna, que concorreu ao Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), que ocorreu na cidade de Goiás Velho.

Lançou em 2006, o último álbum do grupo, intitulado Apruma-te, que marcou o fim do Testemunha Ocular, em atividade durante 13 anos, sendo o primeiro grupo a lançar um CD de Rap Independente na região.

Em 2010, o antigo Testemunha Ocular decidiu realizar um novo e último trabalho, ao ser convidado para fazer a trilha sonora da peça teatral intitulada Envelopes - Cia Nu Escuro - com direção de Izabela Nascente. [11][12]

Ragga Rural[editar | editar código-fonte]

Em 2007, o Ragga Rural, iniciado em 1997, foi além de uma brincadeira e de uma grande amizade colegial entre os rappers Lethal e Kaverna Man e tornou-se, de fato, a primeira banda de raggamuffin e dancehall do Centro-Oeste.[13] Lançaram, então, seu primeiro CD, Slackness Rural Styla, onde as músicas misturam regionalismo, conteúdo sexista, protesto e humor, agradando um público diversificado.[14][15]

VMG[editar | editar código-fonte]

Ao lado de LP Bronx, Charlão, Pr. Jhow, Domba e Mortão, fundou por volta de 2005, a gravadora VMG (Acrônimo de Vagabundagem Mil Grau), que hoje conta com diversos MCs de Goiás e de outros estados do Brasil. Lethal participou de duas coletâneas da VMG: Eutanásia (2008) e Hospício do Rap (2012) e, dentro da gravadora, ganhou o apelido de "Mestre dos Magos", pelo seu estilo único e místico.[16]

Carreira Solo[editar | editar código-fonte]

Ao lado de U-Inversu, membro do grupo de rap Familia RZO, lançou em 2008, a "sextape" Terapia Sexual, que teve como principal sucesso a música "Ana Carolina". As músicas da Sextape eram chamadas pelos críticos de "PornoRap", o que causou grande impacto aos ouvintes de rap/hip hop.[1]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ano Álbum
1999 Bate-Cabeça do Cerrado - Testemunha Ocular
2003 Frutos da Rua – Testemunha Ocular
2006 Apruma-te – Testemunha Ocular
2007 Slackness Rural Styla – Ragga Rural
2008 Sextape Terapia Sexual – Lethal & U-Inversu

Referências

  1. a b c Diário Oficial - Município de Goiânia. «Lei de Incentivo/2004» (PDF). Consultado em 11 de janeiro de 2013 
  2. Jornal Estação Hip Hop - Ano 2 - n. 16; Edição Nacional. 10 páginas  Em falta ou vazio |título= (ajuda);
  3. «Conheça o MC Lethal». RapGyn. Consultado em 19 de agosto de 2014 
  4. «Entrevista com Lethal - Ragga Rural». RapGyn. Consultado em 11 de janeiro de 2013 
  5. «Revista Especial Caros Amigos». 24 de junho de 2005. p. 30  Parâmetro desconhecido |acessoem= ignorado (ajuda)
  6. CatracaLivre. «RZO faz show gratuito no feriado da Independência». Consultado em 7 DE SETEMBRO DE 2015  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  7. OverMundo. «Rimadores Pequizeiros». Consultado em 11 de janeiro de 2013 
  8. «Jornal O Popular». 13 de janeiro de 2006. p. 5  Parâmetro desconhecido |acessoem= ignorado (ajuda)
  9. Folha de S. Paulo. «DJs, MCs e produtores investem em "mixtapes"». Consultado em 11 de janeiro de 2013 
  10. Us Guerreiros. «Xistape 2 - Part. Lethal Kalongi». Consultado em 19 de agosto de 2014 
  11. Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro. «Nu Escuro Apresenta: Envelopes». Consultado em 11 de janeiro de 2013. Arquivado do original em 8 de agosto de 2014 
  12. Jornal da Imprensa. «Nu Escuro Apresenta: Envelopes». Consultado em 11 de janeiro de 2013 
  13. «Entrevista Ragga Rural». RapGyn. Consultado em 11 de janeiro de 2013 
  14. Noticiário Periférico. «DanceHallBR». Consultado em 11 de janeiro de 2013 
  15. Noticiário Periférico. «Destaque Ragga: Ragga Rural». Consultado em 11 de janeiro de 2013 
  16. Jornal do RAP. «Conheça o MC Lethal». Consultado em 24 de agosto de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]