Leucena

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Leucaena leucocephala

Leucaena leucocephala
Classificação científica
Reino: Plantae
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Subfamília: Mimosoideae
Género: Leucaena
Espécie: L. leucocephala
Nome binomial
Leucaena leucocephala
(Lam.) de Wit
Leucaena leucocephala - MHNT

Leucena (Leucaena leucocephala.), é uma planta nativa da America Central. É uma leguminosa perene, palatável com grande utilidade na alimentação de suínos, bovinos e caprinos, e sua resitência à seca foi de grande importância para sua utilização nos sistemas de alimentação de animais no Brasil Central em décadas. nas regiões de clima tropical essa planta pode crescer de forma rápida o que gera um custo de produção bem baixo.[1]

Pode chegar até 3 metros de altura no primeiro ano de plantio[2]. Para que a leguminosa possa desenvolver-se normalmente, precisa estar nodulada com bactérias fixadoras de nitrogênio o (Rhizobium). Os nódulos formados por esta bactéria situam-se em pequenas raízes laterais, próximas à superfície do solo e, quando efetivos na fixação de nitrogênio atmosférico, apresentam cor rosada intensa e podem fixar anualmente mais de 500 kg de N/ha. Para melhor adesão do inoculante as sementes, deve-se aplicar o inoculante com adesivo preparado com polvilho , semelhante ao que já foi descrito para o guandu. Emprega-se meio litro de adesivo para cada pacote de inoculante de 200 g, quantidade suficiente para inocular 50 kg de sementes. As sementes inoculadas devem ser mantidas à sombra e semeadas o mais breve possível[3] Essa leguminosa tem excelente valor protéico. O teor de proteína bruta na fração de folhas + vargens situa-se entre 21 e 23% e nas hastes finas entre 8 a 10%. A fração utilizável para forragem, sendo uma mistura de aproximadamente metade de folhas mais vagens e metade de hastes finas, faz com que a forragem obtida apresente teores médios entre 14,7 e 16,5% de PB. Assim, o valor nutritivo do material foliar da leucena pode ser comparado ao da alfafa (Medicago sativa), tida como a 'rainha' das leguminosas forrageiras, com teores de proteína bruta, minerais e aminoácidos muito similares. O material foliar da leucena é também uma excelente fonte de b-caroteno, precursor da vitamina A, o que tem vital importância na época seca, quando o pasto geralmente está seco e a leucena apresenta-se verde.

A leucena pode ainda ser utilizada na forma de feno ou farinha (obtida pela moagem e dessecação ao sol) fornecida a bovinos, suínos e aves, embora, neste caso, devam ser utilizadas as leucenas que apresentam teores baixos de Mimosina. Pode ainda ser cortada juntamente com o milho e/ou sorgo para confecção de silagens mistas, com benefícios em termos de enriquecimento protéico da silagem resultante, sem qualquer prejuízo para o processo fermentativo. Adições de 20% de leucena ao milho resultam em elevação do teor de proteína bruta na silagem em até 12 % na matéria seca. Silagens exclusivas de leucena podem ser confeccionadas em tambores ou em pequenos silos de superfície utilizando-se filmes de polietileno.[4] Porém, devido a grande capacidade de adaptação, a espécie acabou se proliferando de forma descontrolada e se tornando uma espécie altamente invasora, competindo com a vegetação natural de diversos biomas e se tornando um grande problema.

Há ampla literatura de registros dos problemas ecológicos causados pela Leucena, que figura na lista das 100 piores espécies invasoras do mundo[5]. É reconhecida como invasora agressiva e causadora de perda de biodiversidade em vários países. No Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estuda formas de controlar a propagação da espécie na Ilha de Fernando de Noronha, onde a área ocupada pela espécie aumentou cerca de 40% nos últimos 20 anos.[6]

Referências

  1. Drumond, Marcos Antonio; Ribaski, Jorge. «Leucena (Leucaena leucocephala): leguminosa de uso múltiplo para o semiárido brasileiro» (PDF). Embrapa Semiárido. Comunicado Técnico. ISSN 1808-9984. Consultado em 5 de julho de 2013
  2. «Leucena». www.lideragronomia.com.br. Consultado em 27 de julho de 2017 
  3. «Banco de proteína de Leucena, mais uma alternativa interessante - Radar Técnico - Nutrição - MilkPoint». www.milkpoint.com.br. Consultado em 27 de julho de 2017 
  4. «Banco de proteína de Leucena, mais uma alternativa interessante - Radar Técnico - Nutrição - MilkPoint». www.milkpoint.com.br. Consultado em 27 de julho de 2017 
  5. «Global Invasive Species Database». www.issg.org. Consultado em 29 de janeiro de 2016 
  6. Jeremias, Mello, Thayná (1 de janeiro de 2014). «Invasão biológica em ilhas oceânicas: o caso de Leucaena leucocephala (Leguminosae) em Fernando de Noronha». www.teses.usp.br. Consultado em 29 de janeiro de 2016 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]