Libertarianismo bleeding heart

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Libertarianismo bleeding heart é uma corrente do libertarianismo centrada no apoio às liberdades civis e ao livre mercado de um lado, e preocupação com a justiça social e o bem-estar das pessoas pobres e oprimidas do outro. Adeptos do libertarianismo bleeding heart defendem que um real comprometimento com as liberdades individuais beneficiará especialmente os mais vulneráveis socioeconomicamente.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Primeiro uso[editar | editar código-fonte]

O primeiro uso do termo "bleeding-heart libertarian" do qual se tem notícia foi feito por Roderick Long.[2] O termo foi posteriormente utilizado em um texto no blog de Stefan Sharkansky,[3] e mais tarde empregado em um artigo de Arnold Kling para o TCS Daily.[4] Desde então, o termo tem sido utilizado esporadicamente por vários autores libertários incluindo Anthony Gregory[5] e Bryan Caplan.[6]

Criação do blog Bleeding Heart Libertarians[editar | editar código-fonte]

Em março de 2011, um grupo de filosófos acadêmicos, teóricos políticos, e economistas, criaram o blog Bleeding Heart Libertarians.[7] Contribuem regularmente para o blog autores como Andrew J. Cohen, Daniel Shapiro, Fernando Tesón, Gary Chartier, James Taylor, Jason Brennan, Jessica Flanigan, Kevin Vallier, Matt Zwolinski, Roderick Long, Jacob T. Levy, e Steven Horwitz.

Libertários bleeding heart proeminentes[editar | editar código-fonte]

O músico e autor canadense Neil Peart identificou-se como um libertário bleeding-heart.[8] O candidato à presidência pelo Libertarian Party em 2012 e governador do Novo México, Gary Johnson, também indentificou-se como um libertário bleeding heart, tendo posado para um foto com uma camiseta do libertarianismo bleeding heart uma vez, inclusive.[9]

Variantes do libertarianismo bleeding heart[editar | editar código-fonte]

O termo "bleeding-heart libertarian" não se refere a uma única posição filosófica. Alguns libertários bleeding heart são consequencialistas, outros são teóricos jusnaturalistas. Alguns são anarquistas, alguns são minarquistas, e outros são liberais clássicos os quais aceitam que o Estado adote políticas públicas e possivelmente alguma forma de rede de segurança social. O que todos eles têm em comum é a convicção de que "lidar com as necessidades dos vulneráveis economicamente reparando injustiças, engajando-se em complacência, fomentando a ajuda mútua, e encorajando o desenvolvimento de livres mercados é importante tanto em termos práticos quanto morais."[10]

Matt Zwolinski identificou três variantes principais do libertarianismo bleeding heart: Contingent BHLs, Anarquistas Left-BHLs, e Strong BHLs.[11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «About Us». Bleeding-Heart Libertarians 
  2. Long, Roderick (1996). «Beyond the Boss». Consultado em 20 de setembro de 2012 
  3. Sharkansky, Stefan (1 de junho de 2002). «My Blog and Welcome to It». Consultado em 16 de junho de 2012 
  4. Kling, Arnold (29 de setembro de 2003). «Bleeding-Heart Libertarianism». Consultado em 16 de junho de 2012 
  5. Gregory, Anthony. «Don't Privatize Plunder». LewRockwell.com 
  6. Caplan, Bryan. «Who's More Irresponsible?». EconLog 
  7. Z.wolinski, Matt. «Bleeding-Heart Libertarianism». Bleeding Heart Libertarians blog 
  8. NEWS, WEATHER, and SPORTS July, 2011
  9. Gary Johnson - Bleeding Heart Libertarian 8/30/2012
  10. About Us (accessed 10/17/12)
  11. What is Bleeding Heart Libertarianism, Part 1: Three Types of BHL