Libertas (sistema operacional)

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Libertas Debian GNU/Linux


Captura de tela
Tela inicial da Libertas Debian GNU/Linux
Desenvolvedor Projeto Libertas e outros
Arquiteturas x86 x86-64
Modelo do desenvolvimento Software Livre
Lançado em 16 de fevereiro de 2001 (18 anos)
Versão estável 8.0.0 / 21 de setembro de 2016; há 3 anos
Língua natural Multilíngue
Família Debian GNU/Linux
Núcleo Linux
Método de atualização dpkg
Gerenciamento de pacotes APT
Interface KDE
Licença GNU GPL / Outras seguindo DFSG
Estado do desenvolvimento Corrente
Website libertas.pbh.gov.br (em português)., acessado pela última vez há 162 semanas
Origem comum  Brasil
Portal do Software Livre

Libertas é, atualmente, uma implementação personalizada da distribuição Debian GNU/Linux.

Originalmente, a denominação Libertas referia-se à distribuição desenvolvida como base para uma proposta de estímulo e divulgação do uso de softwares livres na Prefeitura de Belo Horizonte.[1] Ao longo do tempo a proposta original sofreu uma série de alterações e se tornou um projeto de construção de personalizações da distribuição Debian GNU/Linux para atender a algumas demandas da referida prefeitura. Uma vez que o nome Libertas, referente à denominação da distribuição, já havia se popularizado, atualmente este refere-se tanto à distribuição principal construída pelo projeto (em uso atualmente em todas as escolas municipais de Belo Horizonte e nos computadores produzidos pelo Centro de Recondicionamento de Computadores dessa cidade), quanto ao projeto em si.

A distribuição Libertas GNU/Linux[editar | editar código-fonte]

A distribuição Libertas GNU/Linux foi criada para uso em uma proposta de adoção do software livre inicialmente na Prodabel e, futuramente nas unidades administrativas do município de Belo Horizonte, em 2001. Nessa época ela foi desenvolvida em parceria com o Departamento de Ciência da Computação (DCC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Contudo, o principal órgão a adotá-la foi a Secretaria Municipal de Educação, com o objetivo de equipar as escolas. Com isso, essa distribuição acabou adotando um caráter mais educacional, tendo, inclusive a adição de pacotes voltados para essa área (como os softwares GCompris e TuxPaint e a suíte educacional KDE Edu, entre outros). Hoje ela é utilizada em todas as escolas municipais de Belo Horizonte e na maioria dos computadores da sede administrativa da secretaria. Além disso, também é a distribuição utilizada no projeto BH Digital, que é o programa de inclusão digital da cidade de Belo Horizonte.[2]

Inicialmente baseada na Red Hat Linux, posteriormente mudou para a Fedora Core até sua evolução final para a Debian. Seu desenvolvimento, à época da Red Hat Linux e Fedora Core, era bastante específico e personalizado, com a inclusão de alguns pacotes e do núcleo compilados localmente. Isso acabou por gerar uma demanda muito grande para a equipe de desenvolvimento, uma vez que pequenas alterações para o suporte de determinados recursos poderia gerar toda uma alteração na distribuição. Considerando-se isso, optou-se por se fazer uma personalização de uma distribuição já consolidada na comunidade, ao invés de se criar outra. Escolheu-se a Debian devido à sua reconhecida estabilidade, facilidade de personalização e um contrato social[3] que atende às premissas do Projeto Libertas, entre elas a garantia de que o sistema será sempre livremente desenvolvido e distribuído. A personalização inclui configurações específicas para o ambiente operacional da secretaria (que inclui autenticação via LDAP e home remoto via NFS), personalizações estéticas e funcionais do ambiente e delimitação dos pacotes a serem instalados.

A Libertas é desenvolvida sobre a versão estável da Debian e possui um repositório de softwares próprio e restrito, limitado àqueles homologados pelo projeto (acessível a partir dessas informações). O objetivo dessa restrição é reduzir ao máximo a redundância de pacotes no sistema, usando, sempre que possível, uma lógica de "um software para cada função". Além disso, manter um repositório restrito faz com que o seu tamanho seja reduzido, o que facilita a distribuição desse repositório para os servidores das escolas periodicamente. O ambiente de trabalho utilizado nas versões 5 e 6 era o GNOME, que foi selecionado por ter como premissa a simplicidade de uso e por sua acessibilidade, graças aos recursos de tecnologia assistiva do Orca. Devido a isso, a opção principal é por pacotes que utilizem o toolkit GTK+, que é o padrão do GNOME, com algumas poucas exceções bem específicas, como a suíte educacional KDE Edu, que é baseada em Qt.

Atualmente a Libertas e uma implementação personalizada da versão Jessie da Debian. Ainda se mantém um repositório próprio, por questões administrativas, mas todos os pacotes (com exceção de um de personalização do ambiente) são oriundos dos repositórios originais da Debian. Está em vias de estudo a criação de um pacote com todas as informações e arquivos necessários para essa personalização, que será disponibilizado publicamente. Em relação às versões anteriores, foram feitas diversas inclusões de software e atualizações no ambiente, sendo a mais significativa a mudança do ambiente de trabalho do GNOME para o Plasma Desktop (KDE). Toda a documentação relacionada à Libertas pode ser encontrada no endereço http://libertas.pbh.gov.br/dev-wiki. O sítio principal está sendo reformulado.

O Projeto Libertas[editar | editar código-fonte]

O Projeto Libertas foi concebido em 2007 para dar sustentação à distribuição Libertas GNU/Linux. Entretanto, seu escopo ampliou-se para a produção de personalizações da distribuição Debian para atender a demandas específicas da Prefeitura de Belo Horizonte. Além disso, pretendia-se também, com esse projeto, oferecer condições para que outros interessados possam produzir suas próprias personalizações, através da disponibilização de ferramentas e documentação necessárias. Inicialmente mantido por uma equipe da Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel), atualmente seu desenvolvimento está centralizado na Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte. Devido à sua origem e função principal, é um projeto que mantém um forte vínculo institucional com o município. Entretanto, estão em estudo formas de melhorar a interação e participação da comunidade.

O principal instrumento de trabalho do projeto foi, até 2010, um software capaz de gerar uma mídia de instalação da distribuição Debian personalizada somente com os pacotes desejados. Essa ferramenta (que é um software livre), foi construída mediante consultoria da empresa Holoscópio e foi utilizada para a geração e manutenção da distribuição Libertas enquanto ela se baseava na versão Lenny da Debian. Mas sua manutenção foi descontinuada. A última versão disponível encontra-se no sítio da Holoscópio.[4]

Apesar da proposta do projeto ser a produção de personalizações específicas, a única que se encontra efetivamente em desenvolvimento e manutenção atualmente é a Libertas Debian GNU/Linux, que originou o projeto.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Revista do Linux - Revista do Linux». augustocampos.net. Consultado em 1 de novembro de 2016 
  2. «Programa BH Digital». portalpbh.pbh.gov.br. Consultado em 1 de novembro de 2016 
  3. «Contrato Social Debian». www.debian.org. Consultado em 1 de novembro de 2016 
  4. http://distro-creator.holoscopio.com/