Limbo

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Jesus na Mansão dos Mortos, por Domenico Beccafumi.

O limbo nunca foi uma verdade de fé definida pela Igreja; não se fala mais nele, o Catecismo não o menciona mais. Antigamente se julgava que as almas dos que morriam sem o Batismo iam para lá, um lugar sem sofrimento e sem gozo. A teologia não ensina mais isto. Os que morrem sem o Batismo podem se salvar pela fé da Igreja, se viverem de acordo com a sua consciência

Conceito atual[editar | editar código-fonte]

Mansão dos Mortos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Descida de Jesus ao Inferno
Jesus no Limbo par Andrea Mantegna.

A Mansão dos Mortos, que é um dogma da Igreja Católica, é um lugar provisório para onde vão os justos do Antigo Testamento "que creram no Messias, tendo feito a contrição de seus pecados, mas ainda possuindo a marca do pecado original", porque a "missão salvífica" de Jesus ainda não havia sido realizada na Terra [1]. Neste limbo, chamado também de "sheol" (ou "Hades" ou "Seio de Abraão" - vide estado intermediário), os justos que o habitam "aguardavam [...] o momento de serem levados à presença de Deus, pela redenção completa operada pelo Cristo" através da sua morte na cruz [1].

Depois da sua morte redentora,Jesus Cristo, desceu à "mansão dos mortos", ou seja, ao "limbo dos patriarcas", para conceder às almas que o habitavam, mortas antes de Jesus morrer na cruz, "os benefícios do seu sacrifício expiatório; estas almas foram, então, alcançadas pelo sangue do Cordeiro (Romanos 3:25)", podendo assim serem salvas. Em seguida, Jesus transportou todas estas almas santas para o Céu, desfazendo assim a 'Mansão dos Mortos" [1].

Abraão apresentando pequenas figuras das almas num manto, que representa seu “seio”, com anjos como figuras adicionais. Catedral de Reims

História[editar | editar código-fonte]

Santo Agostinho de Hipona teorizou que, devido ao pecado original, os recém-nascidos que morrem antes de serem batizados serão envolvidos na mais branda condenação de todas, no entanto, não poderiam ser realmente elevados ao Paraíso por ainda carregarem o pecado primário de Adão, pois, segundo interpreta Agostinho, o apóstolo Paulo de Tarso diz: «porque o julgamento veio, na verdade, de uma só ofensa para a condenação» (Romanos 5:16) e, novamente, pouco depois, em «Assim, pois, .... por um só ato de justiça veio o julgamento sobre todos os homens para a justificação da vida.» (Romanos 5:18)[2]. Um Concílio de bispos da África do Norte, que incluiu Agostinho de Hipona, reunido em Cartago em 418, não professou explicitamente a favor da visão de Agostinho sobre o destino das crianças que morrem sem batismo, mas os Padres latinos dos séculos V e VI adotaram esta posição, que se tornou ponto de referência para os teólogos latinos na Idade Média[3].

No mormonismo[editar | editar código-fonte]

As crianças até 8 anos de idade, são consideradas puras e limpas de qualquer pecado através das expiação e Jesus Cristo. Todos os que morreram sem conhecimento deste evangelho, que o teriam recebido caso tivessem tido permissão de aqui permanecer, serão herdeiros do reino celestial de Deus; também, todos os que morrerem daqui em diante sem conhecimento dele, que o teriam recebido de todo o coração, serão herdeiros desse reino; Pois eu, o Senhor, julgarei todos os homens segundo suas obras, segundo o desejo de seu coração que teriam aceitado se fossem vivos terão oportunidade de receber no mundo dos espiritual (lugar temporário onde o espírito é levado até o momento da ressurreição).

No protestantismo[editar | editar código-fonte]

Nas denominações religiosas protestantes ou evangélicas, o conceito não existe, pois para algumas, as crianças são consideradas puras e vão diretamente para o Céu em caso de morte; para outras, que creem na predestinação absoluta, as crianças escolhidas por Deus para a salvação vão para o céu, e as predestinadas à destruição vão para o inferno. Em muitas denominações evangélicas, o batismo é permitido somente para pessoas que já têm condições de abdicar, conscientemente, de viver em pecado e aceitam que seus pecados foram pagos por Jesus Cristo.

Referências