Linguística cognitiva

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A lingüística cognitiva abarca os lingüistas adeptos de uma abordagem do estudo da língua que se baseia na percepção e conceitualização humana do mundo. No século XX, a abordagem mais influente no estudo da linguagem foi o estruturalismo: os lingüistas se interessaram muito pelos aspectos meramente estruturais dos próprios sistemas lingüísticos, tais como o sistema de sons e o sistema da gramática. Uma característica central do estruturalismo é que ele focaliza a estrutura interna da língua, e não o modo como a língua se relaciona com o mundo não-lingüístico. Nem a língua é vista como um sistema autônomo (como no estruturalismo), nem a faculdade da linguagem é vista como uma faculdade autônoma (como na abordagem da Gramática Gerativa).

Alguns dos principais linguistas dessa corrente são George Lakoff, Ronald Langacker, Leonard Talmy e Gilles Fauconnier.

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Linguística

Divisões
Fonética | Pragmática | Fonologia | Morfologia | Sintaxe | Semântica | Lexicologia | Estilística
Tipos de linguística
Antropológica | Cognitiva | Gerativa | Comparativa | Aplicada | Geolinguística | Computacional | Histórica | Neurolinguística | Política linguística | Psicolinguística | Sociolinguística
Artigos relacionados
Preconceito linguístico | Análise do discurso | Aquisição da linguagem | Línguas A e B | Sistema de escrita | Ciência cognitiva | Estruturalismo | Etimologia | Caso gramatical | Figura de linguagem
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Atos da fala | Análise do discurso

A lingüística cognitiva é uma abordagem interacional de vertente sociocognitiva da linguagem, isto é, estuda as relações e interações entre os indivíduos por meio de atividades lingüísticas. Segundo essa nova tendência, parte-se do pressuposto de que a língua não é meramente um instrumento de representação do mundo, pois há uma dinâmica relação entre a linguagem, o mundo e os sentidos que emergem dessa relação. Para os adeptos desta nova teoria, os “objetos” do mundo não espelham objetivamente a realidade das coisas, pois o signo lingüístico não é imutável. Há que se considerar os contextos de produção e de recepção, os aspectos discursivos, interacionais, sócio-cognitivos e históricos da linguagem. Dessa forma, os objetos por meio dos quais os sujeitos compreendem o mundo são elaborados nas práticas discursivas situadas, ou seja, em contextos de interação linguística.

Alguns dos principais estudiosos dessa vertente: MONDADA, L.; DUBOIS, D.; KOCH, I. V. G.; MARCUSCHI, L. A.; SCHWARZ, M. F.