Linha Oeste da Fepasa

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Linha Oeste
Estação cmdte sampaio.jpg
Estação Comandante Sampaio, uma das maiores construídas na Linha Oeste pela FEPASA
Informações
Local Mairinque, São Roque, Itapevi, Jandira, Barueri, Carapicuíba, Osasco e São Paulo
 Brasil
Tipo de transporte Trem Metropolitano
Número de linhas 1
Número de estações 22
Tráfego N/D
Sede Presidente Altino
Funcionamento
Início de funcionamento 25 de janeiro de 1979 (40 anos)
Fim de funcionamento 1996
Operadora(s) Ferrovia Paulista S/A
Sigla(s) do material circulante TUE Série 4800 (Itapevi–Amador Bueno–Mairinque) Série 5000 e Série 5500
Dados técnicos
Extensão do sistema 42,3 km (26,3 mi)
Velocidade máxima 80 km/h (49,7 mph)
Sucessão de Linhas
' '
Linha Tronco (Estrada de Ferro Sorocabana) Linha 8 da CPTM
Linha Oeste
TUE Série 5000 nas cores da FEPASA (fabricado pela Cobrasma de Osasco, sob licença da empresa francesa Francorail).

A Linha Oeste da Fepasa foi criada no início dos anos 1970, no lugar do antigo tronco oeste da Estrada de Ferro Sorocabana. Atualmente, a Linha Oeste foi incorporada pela CPTM, sendo renomeada Linha 8 da CPTM.

História[editar | editar código-fonte]

Com a criação da Fepasa, em 1971, o governo do estado de São Paulo iniciou um programa de remodelação do sistema de trens de suburbio da antiga Estrada de Ferro Sorocabana, por meio da criação da divisão Fepasa-DRM. Entre 1976 e 1986, foram reconstruídas 22 estações, a Estação Júlio Prestes foi reformada e foram adquiridos 150 TUEs, sendo cem para a Linha Oeste, fabricados pela Cobrasma (sob licença Francorail). Ao lado das novas estações foram construídos terminais de ônibus e estacionamentos.

As obras foram divididas em fases:

Fase I (1976–1979)[editar | editar código-fonte]

Trecho/estações Empresas[1] Custo previsto Inauguração
Julio Prestes Betumarco[2] N/D 25 de janeiro de 1979
Lapa Christiani Nielsen N/D 1979/1985
Domingos de Moraes Cr$ 451 milhões[3] 25 de janeiro de 1979
Presidente Altino
Osasco
Comandante Sampaio
Km 21
Imperatriz Leopoldina Betumarco
Carapicuíba
Santa Terezinha Ecisa

Fase II (1979–1983)[editar | editar código-fonte]

Trecho/estações Empresas Custo previsto Inauguração
Antonio João N/D N/D novembro de 1982
Barueri
Jardim Belval março de 1983
Jardim Silveira
Jandira SEC Ltda.[4]
Itapevi HOS Engenharia[4]

Fase III (1985–1989)[editar | editar código-fonte]

Trecho/estações Empresas Custo previsto Inauguração
Amador Bueno Stel S.A.[5] Cr$ 263.156.487,00 21 de junho de 1985
Ambuitá Construtora Sorocaba Ltda[5]. Cr$ 242 065 429,00
Santa Rita Cr$ 261 623 888,00
Cimenrita N/D N/D
Sagrado Coração Betumarco N/D 20 de fevereiro de 1987
Engenheiro Cardoso N/D
Barra Funda Mendes Junior[6] N/D 17 de dezembro de 1988

As oficinas e o pátio da linha foram construídos e inaugurados em 1986, ao lado da Estação Presidente Altino. Em 1996, a divisão DRM da Fepasa foi incorporada pela CPTM.[7]

Estações[editar | editar código-fonte]

Sigla Estação Município Observações
ZJP Júlio Prestes São Paulo Reformada e reinaugurada em 25 de janeiro de 1979
ZBF Barra Funda São Paulo Reconstruída e reinaugurada em 5 de novembro de 1988
ZLL Lapa São Paulo Reconstruída e reinaugurada em 25 de janeiro de 1979
ZDM Domingos de Moraes São Paulo Reconstruída e reinaugurada em 25 de janeiro de 1979
ZYL Imperatriz Leopoldina São Paulo Reconstruída e reinaugurada em 25 de janeiro de 1979
ZPQ Presidente Altino Osasco Reconstruída e reinaugurada em 25 de janeiro de 1979
ZOZ Osasco Osasco Reconstruída e reinaugurada em 25 de janeiro de 1979
ZKS Comandante Sampaio Osasco Reconstruída e reinaugurada em 25 de janeiro de 1979
ZQN Quitaúna Osasco Reconstruída e reinaugurada em 25 de janeiro de 1979
ZZN General Miguel Costa (antes, Matadouro e Km 21) Osasco Reconstruída e reinaugurada em 25 de janeiro de 1979
ZCK Carapicuíba Carapicuíba Reconstruída e reinaugurada em 25 de janeiro de 1979
ZHT Santa Teresinha Carapicuíba Reconstruída e reinaugurada em 25 de janeiro de 1979
ZWJ Antônio João Barueri Reconstruída e reinaugurada em 12 de novembro de 1982
ZBY Barueri Barueri Reconstruída e reinaugurada em 5 de novembro de 1982
ZJW Jardim Belval Barueri Reconstruída e reinaugurada em 11 de março de 1983
ZQS Jardim Silveira Barueri Reconstruída e reinaugurada em 11 de março de 1983
ZJD Jandira Jandira Reconstruída e reinaugurada em 11 de março de 1983
ZZC Sagrado Coração Jandira Reconstruída e reinaugurada em 11 de março de 1983
ZNC Engenheiro Cardoso Itapevi
ZIV Itapevi Itapevi
ZSR Parada Santa Rita Itapevi
ZDD Parada Cimenrita Itapevi
ZWT Parada Ambuitá Itapevi
ZAB Parada Amador Bueno Itapevi
Parada 46 São Roque Desativada da linha nos anos 1980
ZHN São João Novo São Roque Desativada da linha nos anos 1980
Parada 50 São Roque Desativada da linha nos anos 1980
ZMY Maylaski São Roque Desativada da linha nos anos 1980
Parada Cinzano São Roque Desativada da linha nos anos 1980
ZGZ Gabriel Piza São Roque Desativada da linha nos anos 1980
ZSR São Roque São Roque Desativada da linha nos anos 1980
Parada Marmeleiro São Roque Desativada da linha nos anos 1980
ZMK Mairinque Mairinque Desativada da linha nos anos 1980

Referências

  1. Durval Ferreira (4 de junho de 1977). «São Paulo: um grande metrô de superfície-Engenharia brasileira». Revista Manchete, Ano 25, edição 1311, página 134/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 29 de junho de 2019 
  2. «Fepasa ignorava os acidentes na Julio Prestes». Folha de S.Paulo, ano 57, edição 18153, página 14. 15 de dezembro de 1978. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  3. Inclui também as estações Ceasa, Jaguaré, Cidade Universitária e Pinheiros da Linha Sul
  4. a b «FEPASA» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Ano 91, edição 191, página 1. 7 de outubro de 1981. Consultado em 29 de junho de 2019 
  5. a b Ferrovia Paulista S.A.-Fepasa (14 de dezembro de 1984). «Aviso-Relação de contratados firmados entre 1 de janeiro e 30 de novembro de 1984» (PDF). Diário Oficial do estado de São Paulo, Caderno Ineditoriais, página 20. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  6. «Encontro de túneis marca obra do Metrô de São Paulo-Metrô de São Paulo comemora 40 anos» (PDF). Informativo da Mendes Júnior - ano VII, nº 25, página 11. Agosto de 2008. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  7. FAGUNDES, Homero Gottberg (1998). «A remodelação das linhas B e C da CPTM» (PDF). Revista dos Transportes Públicos - ANTP - Ano 20, página 93. Consultado em 29 de junho de 2019