Linha do Leste

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Linha do Leste
Troço da Linha do Leste, junto a Bemposta
Troço da Linha do Leste, junto a Bemposta
Comprimento: 146,2 km
Bitola: Bitola larga
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L.ª B. BaixaEntroncamento
Station on track
134,919 Abrantes
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L.ª B. BaixaGuarda
Station on track
146,328 Bemposta-São Facundo
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Alto do Padrão(dem.)
Station on track
163,242 Ponte de Sor
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R. MoraÉvora (proj. abd.)
Unknown route-map component "eHST"
166,846 Fazenda
Station on track
174,211 Torre das Vargens
Unknown route-map component "eABZgl" Unknown route-map component "exCONTfq"
R. CáceresMarvão-Beirã
Stop on track
183,800 Chança
Unknown route-map component "eHST"
190,281 Mata
Station on track
199,323 Crato
Unknown route-map component "exCONTgq" Unknown route-map component "eABZgr"
L. ÉvoraÉvora (proj. abd.)
Unknown route-map component "eABZg+l" Unknown route-map component "exCONTfq"
R. PortalegreFratel (pj. abd.)
Station on track
216,559 Portalegre
Unknown route-map component "exCONTgq" Unknown route-map component "eABZgr"
R. PortalegreEstremoz (des.)
Stop on track
226,773 Assumar
Stop on track
233,212 Arronches
Station on track
245,616 Santa Eulália
Unknown route-map component "eHST"
246,698 Santa Eulália-A
Unknown route-map component "exCONTgq" Unknown route-map component "eABZg+r"
R. V. ViçosaV.ª V.ª (pj. abd.)
Station on track
264,896 Elvas
Unknown route-map component "lGRZaq"
Unknown route-map component "GRZq" + Unknown route-map component "lvKMW" + Unknown route-map component "eZOLL"
Unknown route-map component "lGRZeq"
275,611
517,600
Elvas Fronteira PortugalEspanha
One way leftward Unknown route-map component "CONTfq"
Adif 508Badajoz

A Linha do Leste é uma ligação ferroviária entre a Estação de Abrantes, em Portugal, e a fronteira com Espanha, junto a Elvas, apresentando um comprimento de 140,692 quilómetros. O seu primeiro troço, entre a estação provisória de Lisboa e o Carregado, foi inaugurado em 28 de Outubro de 1856,[1] tendo a linha chegado à fronteira com Espanha em 24 de Setembro de 1863.[1][2]

Comboio de mercadorias junto a Bemposta, em 2017.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Exploração[editar | editar código-fonte]

Em Outubro de 2011, apresentava via única, não electrificada, e utilizava um sistema de exploração em cantonamento telefónico; o traçado desta linha era um dos melhores em Portugal, com longas rectas e curvas de raio muito aberto.[3] A maioria das estações estavam emparedadas, mas tinham sido pintadas pela Rede Ferroviária Nacional.[3] Na mesma altura, esta linha apenas era utilizada por serviços regionais, utilizados maioritariamente por idosos e estudantes[3]; os serviços foram encerrados em 1 de Janeiro de 2012[4], tendo sido retomados de Abrantes até Portalegre em 25 de Setembro de 2015[5], e até Badajoz em 29 de Agosto de 2017.[6]

Material circulante[editar | editar código-fonte]

Entre o material circulante utilizado na Linha do Leste, estiveram as automotoras da Série M 1 a 7 da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.[7] Também circularam as locomotivas da Série 1200, que rebocavam comboios regionais entre Elvas e Badajoz.[8]

História[editar | editar código-fonte]

Fases da Construção [1][editar | editar código-fonte]

Entre as Estações Extensão Inauguração
AbrantesCrato 64,404  km 6 de Março de 1863
CratoElvas 65,573  km 4 de Julho de 1863
Elvas – fronteira 10,715  km 24 de Setembro de 1863

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

As comunicações fronteiriças entre Portugal e Espanha sempre foram muito deficientes, devido principalmente a diferenças políticas; o primeiro grande plano para estabelecer uma via de comunicação foi lançado durante o reinado de Filipe II de Espanha, quando ambas as nações ibéricas se encontravam politicamente unidas, e propunha tornar navegável os rios Tejo e Jarama, de forma a ligar Lisboa a Madrid por via fluvial.[9] Este projecto, junto com outros que lhe seguiram, não foram bem sucedidos, mas os governos não deixaram de procurar outras formas de facilitar as ligações entre os dois países, principalmente para poder exportar os seus produtos.[9] No entanto, as principais rotas de comunicação, por via rodoviária, continuavam a ser inseguras e irregulares.[9]

Engenheiros ingleses nas obras da Linha do Leste, em 1856.

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Troço até ao Carregado[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História da Linha do Norte

No Século XIX, com a introdução do transporte ferroviário, retomaram-se as tentativas para ligar as duas nações[9]; o primeiro impulso deu-se em 19 de Abril de 1845, quando o governo português assinou um contrato com a Companhia das Obras Públicas, para a construção e aperfeiçoamento de várias infra-estruturas de comunicação no interior do país.[1] Uma das cláusulas referia-se, especificamente, à implementação de uma ligação ferroviária entre Lisboa e a fronteira com Espanha[1], transitando junto à margem do Rio Tejo.[9] Este empreendimento devia estar realizado num prazo de 10 anos, mas foi cancelado logo em 1846, devido à instabilidade política, principalmente a Revolução da Maria da Fonte.[9]

Após o regresso da estabilidade política e social, o estado voltou a apresentar interesse em construir esta ligação ferroviária, através do recém-criado Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, liderado pelo ministro Fontes Pereira de Melo.[9] O governo nomeou uma comissão para estudar uma proposta submetida por Hardy Hislop, cujo traçado atravessava a fronteira junto a Badajoz; em 20 de Outubro de 1851, a comissão elaborou as bases para o concurso deste caminho de ferro, fundadas na proposta anterior.[1] O concurso, organizado por Fontes Pereira de Melo, foi aberto em 6 de Maio e encerrado em 31 de Julho de 1852, tendo a obra sido entregue à Companhia Central e Peninsular dos Caminhos de Ferro em Portugal.[1] As obras iniciaram-se em 17 de Setembro de 1853.[1] Em 6 de Novembro de 1854, foi nomeada uma comissão para se reunir em 13 de Novembro com os representantes espanhóis, em Elvas, de forma a ser escolhido o local onde a futura linha férrea de Lisboa a Madrid deveria passar a fronteira.[10]

Em Junho de 1856, os governos ibéricos formaram uma comissão mista, para estudar qual o traçado definitivo para a ligação fronteiriça; formaram-se, assim, duas correntes de opinião, uma defendendo que a linha deveria ser paralela ao Rio Tejo, o que diminuiria as distâncias entre as capitais mas necessitaria de mais investimentos, enquanto que a outra apresentava um traçado junto ao Rio Guadiana, porque passaria junto à Praça-forte de Elvas.[9] Foi escolhida a segunda proposta, mas continuaram a surgir movimentos de resistência a esta decisão[9]; com efeito, o rei D. Pedro V, que tinha uma certa animosidade em relação ao facto de D. José de Salamanca se encontrar à frente dos principais projectos ferroviários portugueses, interveio directamente no planeamento desta ligação, tendo escrito sobre o seu traçado numa revista de engenharia militar.[11] O primeiro troço desta linha, entre o Carregado e Lisboa, foi inaugurado em 28 de Outubro de 1856.[1]

Inauguração do troço entre Badajoz e a fronteira portuguesa, em 1863.

Construção do troço até Badajoz e primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Apesar de se ter inaugurado já a linha até ao Carregado, continuaram os problemas com as obras, e a Companhia Central e Peninsular enfrentava graves problemas económicos.[9] Após ter fracassado, em 1859, um contrato com o empresário Samuel Morton Peto, o governo adjudicou, de forma provisória, em 30 de Julho do mesmo ano, as obras nas Linhas do Leste e Norte ao empresário espanhol D. José de Salamanca y Mayol.[1] D. José de Salamanca criou a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses para explorar ambas as linhas[1][9], tendo trespassado a sua concessão para a Companhia Real em 13 de Outubro de 1860.[12]

As obras prosseguiram, tendo as vias sido adaptadas da bitola de 1,44 metros para bitola ibérica em 1861[13][2][12], e o lanço até Santarém sido aberto em 1 de Julho desse ano.[1] O troço até Abrantes entrou ao serviço em 7 de Novembro de 1862.[1] Em 2 de Dezembro de 1862, ocorreu um acidente na Ponte da Ribeira De Sôr.[14] A Linha chegou ao Crato no dia 6 de Março de 1863, e a Elvas em 4 de Julho do mesmo ano.[1] A ligação desde esta estação até à fronteira abriu à exploração em 24 de Setembro[1][2], tendo o troço desde este ponto até à estação de Badajoz, do lado espanhol, entrado ao serviço no dia 20 de Setembro.[15] A cerimónia de inauguração contou com a presença da rainha Isabel II de Espanha.[16] Esta foi a primeira união ferroviária entre os dois países[15], embora este lanço estivesse inicialmente isolado da rede espanhola.[13]

A plataforma de via foi desde logo preparada para a duplicação.[3][17]

Em 25 de Maio de 1865, a exploração das Linhas do Norte e Leste passou a ser assegurada pela Companhia Real, tendo sido até então feita pela empresa construtora.[14] Em 26 de Setembro desse ano, foi aprovado o Regulamento de Sinais para as duas linhas.[18]

Em 3 de Maio de 1871, entraram ao serviço os livros de reclamação nas estações das linhas do Norte e Leste.[19] Em 30 de Janeiro de 1873, iniciou-se uma greve de oito dias nas linhas do Norte e Leste, onde participaram os maquinistas, os fogueiros e dos operários das oficinas.[19] Em 26 de Fevereiro de 1875, uma lei autorizou o governo a isentar dos impostos de trânsito as mercadorias que fossem transportadas no regime de pequena velocidade pelas linhas do Norte e Leste, durante um período de 36 anos.[20]

Durante a construção das duas linhas, as pontes foram inicialmente construídas com técnicas britânicas, tendo algumas chegado a ser fabricadas em madeira, que tiveram uma duração apenas de algumas décadas.[21] Em 1875, a Companhia Real iniciou um programa de substituição das pontes, que também englobou a Linha do Leste.[22]

Comboio inaugural da ligação directa entre Madrid e Portugal.

Ligação à rede espanhola[editar | editar código-fonte]

Do lado castelhano, a Compañía de los Ferrocarriles de Madrid a Zaragoza y Alicante obteve autorização para instalar várias linhas, incluindo uma de Alcázar de San Juan, na Linha de Madrid, a Ciudad Real, que foi inaugurada em 14 de Março de 1861.[23][16] Já em 1859, dom José Forns tinha pedido a concessão para uma ligação ferroviária entre Ciudad Real e a fronteira portuguesa, passando por Badajoz.[16] No entanto, devido a problemas financeiros, só em 1861 é que conseguiu criar uma empresa para este projecto, a Compañia de Los Caminos de Hierro de Ciudad Real a Badajoz.[16][23] Esta linha foi finalizada com a conclusão do último troço, entre Almorchón e Veredas - Castuera, em Novembro de 1866[24], tendo sido inaugurada em 22 de Novembro.[16] A cerimónia, em badajoz, contou com a presença dos ministros de Estado e do Fomento espanhóis, e 3 ministros portugueses.[16] A Companhia ofereceu um banquete, e depois fizeram-se os discursos.[16] A festa principal só se deu, no entanto, nos dias 11 e 12 de Dezembro, quando a rainha Isabel II de Espanha e o seu esposo viajaram de Madrid a Lisboa pela linha recém-inaugurada, tendo regressado pela mesma via alguns dias depois.[16]

Devido ao traçado das linhas em Espanha, que não apresentava nessa época uma ligação evidente entre Madrid e a fronteira com Portugal, os serviços entre as capitais ibéricas eram forçadas a dar uma grande volta por Alcázar de San Juan, Manzanares e Ciudad Real.[13] Este problema foi em parte resolvido com a abertura da linha entre Madrid e Ciudad Real, em 1 de Maio de 1879.[13]

Em 19 de Abril de 1877, um decreto autorizou a Companhia Real a construir o Ramal de Cáceres, desde a estação de Torre das Vargens, na Linha do Leste, até à fronteira espanhola perto de Cáceres.[20] Um dos objectivos deste ramal era providenciar uma ligação mais directa entre Lisboa e Madrid.[13] O ramal entrou ao serviço em 1880[2], mas a ligação internacional só foi inaugurada em 8 de Outubro de 1881.[13]

Em 1873, Amadeu I de Espanha transitou pela Linha do Leste, na sua viagem de comboio a caminho de Lisboa, após abdicar do trono espanhol; foi recebido, com grande cerimónia, na Estação de Elvas.[25]

Em 1876, iniciaram-se os serviços de ambulâncias postais entre Portugal e Espanha, através da Linha do Leste.[26]

Ligação à Guarda[editar | editar código-fonte]

Em 6 de Setembro de 1891, entrou ao serviço o primeiro lanço da Linha da Beira Baixa, de Abrantes à Covilhã.[27] A Linha foi concluída em 11 de Maio de 1893, quando foi inaugurado o lanço da Covilhã à Guarda.[27]

Mapa do Plano de 1902, mostrando os projectos para as linhas de Évora a Ponte de Sor e de Estremoz a Elvas.

Ligações projectadas a Vila Viçosa e Mora[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: Ramal de Mora e Ramal de Vila Viçosa

Já em 1864, a Companhia dos Caminhos de Ferro do Sueste foi contratada para construir uma linha de Évora até ao Crato; no entanto, este projecto levantou objecções por parte da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, uma vez que uma cláusula do contrato determinava uma zona exclusiva de 40 Km em redor da Linha do Leste; por outro lado, a Companhia Real temia perder parte do seu tráfego, uma vez que naquela altura Badajoz era o único ponto fronteiriço ferroviário.[28] Posteriormente, foi estudada a substituição deste projecto pelo prolongamento da Linha de Évora de Estremoz até Elvas, e por uma linha até Chança ou Ponte de Sor.[28] Os troços de Évora a Ponte de Sôr e de Estremoz a Elvas foram aprovados pelo Plano da Rede ao Sul do Tejo[29], decretado em 17 de Novembro de 1902, não tendo desta vez ocorrido quaisquer reclamações por parte da Companhia Real, uma vez que a Linha do Leste já não era a única ligação ferroviária com Espanha, e um litígio de 1880 em relação ao troço da Pampilhosa à Figueira da Foz tinha firmado a jurisprudência sobre o paralelismo de linhas nas zonas marginais das concessões.[28]

Comboio Talgo na Estação de Abrantes, em 1993.

Século XX[editar | editar código-fonte]

O tráfego fronteiriço de carga e passageiros pela Linha do Leste aumentou de 1901 para 1902, tendo os principais movimentos de mercadorias sido a exportação de madeiras, no regime de pequena velocidade, e a importação de lãs, cereais e metais.[30] Neste último ano, esta era uma das ligações ferroviárias em Portugal com maior incidência de apedrejamento das composições.[31]

O relatório de 1931 - 1932 da Direcção Geral de Caminhos de Ferro, apresentado em 1934, calculou que a Linha do Leste, então considerada entre a Estação de Lisboa-Santa Apolónia à fronteira com Espanha em Elvas, possuía uma extensão de 275.599 quilómetros.[32]

Em 1943, foi construída uma automotora com motor a gasogénio, que foi introduzida na Linha do Leste, onde melhorou e acelerou de forma considerável os serviços de passageiros.[33]

Em 1949, foi concluído o Ramal de Portalegre, que ligava Estremoz a Portalegre.[34]

Em 1967, foram organizados comboios de trigo de Espanha para Portugal, no âmbito de um tratado comercial entre as duas nações ibéricas, tendo estes comboios circulado pelo Ramal de Cáceres e pelas Linhas do Leste e da Beira Alta.[35]

Em 16 de Agosto de 1968, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses estava a preparar um contracto para a remodelação de vários lanços da rede ferroviária, incluindo a renovação parcial da via entre Torre das Vargens e Elvas.[36]

No Conselho de Ministros do Governo Português, realizado em 15 de Novembro de 1988, deliberou-se que fossem realizados, até Dezembro daquele ano, estudos sobre as quatro ligações ferroviárias internacionais, incluindo a Linha do Leste; um dos propósitos seria a futura adaptação destas linhas à bitola europeia, e à circulação no regime de alta velocidade.[37] Nesta altura, esta ligação era, junto com as Linhas do Norte e Beira Alta, um dos eixos prioritários para a modernização, devido à sua importância como linha internacional.[38]

A automotora CP 0354 em Badajoz oriunda do Entroncamento, tendo percorrido a Linha do Leste, em 2009.

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Em Abril de 2011, uma pessoa foi mortalmente atropelada quando atravessava a via, na zona de Arronches.[39]

Em 2009, a Rede Ferroviária Nacional preparou um programa de investimentos, no valor de 48 milhões de Euros, para a modernização desta linha, e adaptação da via a bitola dupla; no entanto, este empreendimento foi interrompido em 2011, ficando vários troços ainda por intervencionar.[3]

Em Outubro do mesmo ano, o Governo anunciou que esta seria uma das linhas nas quais os serviços de passageiros iriam terminar, uma vez que a procura apresentava-se mais adequada ao transporte rodoviário; com efeito, a operadora Comboios de Portugal calculou que esta linha dava cerca de 1,2 milhões de Euros de prejuízo, tendo, em 2010, transportado 28.164 passageiros, o que amonta a uma média de 19 viajantes por composição.[3]

Automotora na estação de Ponte de Sor, em 2016.

Supressão e reinício das circulações de passageiros[editar | editar código-fonte]

Em Dezembro de 2011, a operadora Comboios de Portugal comunicou que, devido à reduzida procura, iria suprimir todos os serviços Regionais de passageiros nesta linha a partir do dia 1 de Janeiro de 2012.[40][41][42][43][44][45]

O serviço de passageiros nesta linha foi retomado a 25 de Setembro de 2015, inicialmente apenas por um período experimental de seis meses.[46] Estes comboios, que circulavam apenas às Sextas-feiras e Domingos, fazendo o percurso entre o Entroncamento e Portalegre.[46][47]Em Janeiro de 2016, não obstante a obrigatória reavaliação deste serviço, foi aprovado no Parlamento português o alargamento do serviço a Elvas e o aumento da frequência para diário.[48] Em 29 de Agosto de 2017, começaram a circular dois comboios por dia entre o Entroncamento e Badajoz, um em cada sentido, utilizando as automotoras Allan da Série 0350.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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  2. a b c d REIS et al, 2006:12
  3. a b c d e f CIPRIANO, Carlos (31 de Outubro de 2011). «"Agora que decidi trocar o carro pelo comboio é que vão acabar com ele?"». Público. Consultado em 2 de Novembro de 2011 
  4. «R. da Fig. Foz e Linha do Leste - Supressão Serviço 01/01/12». Comboios de Portugal. Consultado em 18 de Dezembro de 2011 [ligação inativa] 
  5. «Portalegre volta a ter comboios de passageiros com ligação a Lisboa». TVI 24. 18 de Setembro de 2015. Consultado em 25 de Setembro de 2015 
  6. «Comboio Raiano faz ligação a Badajoz». Entroncamento Online. 29 de Agosto de 2017. Consultado em 30 de Agosto de 2017 
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  9. a b c d e f g h i j k MURIEL, Francisco Polo (Junho de 1989). «Relaciones Ferroviárias España-Portugal: La Historia de un interés común». Via Libre (em espanhol) (305). Madrid: Fundacion de los Ferrocarriles Españoles. p. 40-41 
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O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Linha do Leste

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Bibliografia utilizada[editar | editar código-fonte]

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. [S.l.]: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 

Bibliografia recomendada[editar | editar código-fonte]

  • ANTUNES, J. A. Aranha; et al. (2010). 1910-2010: o caminho de ferro em Portugal. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e REFER - Rede Ferroviária Nacional. 233 páginas. ISBN 978-989-97035-0-6 
  • CERVEIRA, Augusto; CASTRO, Francisco Almeida e (2006). Material e tracção: os caminhos de ferro portugueses nos anos 1940-70. Col: Para a História do Caminho de Ferro em Portugal. 5. Lisboa: CP-Comboios de Portugal. 270 páginas. ISBN 989-95182-0-4 
  • VILLAS-BOAS, Alfredo Vieira Peixoto de (2010) [1905]. Caminhos de Ferro Portuguezes. Lisboa e Valladollid: Livraria Clássica Editora e Editorial Maxtor. 583 páginas. ISBN 8497618556 
  • QUEIRÓS, Amílcar (1976). Os Primeiros Caminhos de Ferro de Portugal: As Linhas Férreas do Leste e do Norte. Coimbra: Coimbra Editora. 45 páginas 
  • SALGUEIRO, Ângela (2008). A Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses: 1859-1891. Lisboa: Univ. Nova de Lisboa. 145 páginas