Lisa Simpson

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Lisa Simpson
Personagem fictícia de The Simpsons
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Nome original Elizabeth Marie Bouvier Simpson
Nascimento 9 de maio
Idade 8 anos
Sexo Feminino
Ocupação Estudante na Springfield Elementary School.
Família Pais: Homer e Marge
Irmãos: Bart e Maggie
Avós: Mona Simpson, Abraham Simpson, Jacqueline Bouvier e Clancy Bouvier
Tias: Patty e Selma Bouvier
(Veja também: Família Simpson)
Voz Yeardley Smith
Dublagem Nair Amorim (temporadas 1–7)
Priscila Amorim (temporadas 8–13)
Flávia Saddy (temporadas 14–presente)
Primeira aparição Good Night (Ullman Show)
O Prêmio de Natal

Elisabeth "Lisa" Marie Simpson é uma personagem fictícia da série de televisão americana "Os Simpsons". Seu nome é uma homenagem à irmã de Matt Groening, o criador do desenho. A voz original em inglês é de Yeardley Smith. No Brasil, foi dublada por Nair Amorim (primeira a sétima temporada), Priscila Amorim (oitava a décima quarta temporada) e Flávia Saddy (desde a décima quinta temporada). Lisa tem 8 anos, é a filha do meio de Homer Simpson e de Marge Bouvie, irmã de Maggie Simpson e de Bart Simpson. Ela é uma menina extremamente inteligente, possuindo um QI de 156[1] ou 159, um dos mais altos dentre todos os personagens da série. É a mais jovem budista de Springfield e fez um pequeno discurso quando Dalai Lama visitou a cidade. Se tornou vegetariana a partir de um episódio que apareceu o ex-Beatle Paul McCartney, que havia feito essa exigência para aceitar o convite. Ela se sentia triste, sozinha e desanimada, até a cantora Lady Gaga chegar à Springfield, se tornando Lisa, assim, uma Little Monster em 2012.

Crenças[editar | editar código-fonte]

As convicções políticas de Lisa são geralmente liberais e contestadoras. Ela é vegetariana por motivos éticos (episódio “"Lisa the Vegetarian"”), feminista, ambientalista, apoia os direitos dos homossexuais e é uma defensora do movimento Tibete Livre (episódio “Spelling as Fast as I Can”). Lisa, assim como sua mãe, apoia o Partido democrata, como fica explicitado no episódio “The Kid Is All Right”. E embora frequente uma igreja cristã com a família, Lisa se converteu ao budismo no episódio "She of Little Faith”.

Habilidades e conhecimentos[editar | editar código-fonte]

Lisa é muito inteligente e sensível, por isso se sente desconfortável dentro da família Simpson. Sua espiritualidade e compromisso com causas nobres muitas vezes ficam em desalinho com o resto da cidade. O conhecimento de Lisa abrange uma ampla gama de assuntos, da astronomia à literatura, e ela é notavelmente mais preocupado com assuntos do mundo do que a vida em Springfield. Lisa é um amante da música, especialmente jazz. Ela gosta de tocar saxofone e fez amizade com o músico de jazz Murphy Gengivas Sangrentas, a quem ela considera seu ídolo. Lisa foi profundamente afetada pela morte de Murphy em "Round Springfield"( 6 ª temporada).Lisa é fluente em italiano (que aprendeu com Milhouse antes de viajar para a Itália).Ela também demonstrou uma habilidade surpreendente no hóquei no gelo em "Lisa on Ice".

Personalidade[editar | editar código-fonte]

Lisa tem um comportamento intelectual e age como se fosse a voz da razão dos Simpsons. Na maioria das vezes, concorda com os conselhos de sua mãe Marge Simpson, embora algumas vezes concorde com os conselhos de seu pai Homer Simpson. Ao contrário de Bart Simpson que odeia estudar, Lisa adora e é considerada a mais inteligente dos Simpsons. Sempre tira notas altas na escola, esse é o motivo dela ser impopular, o que a leva a ser ignorada ou até mesmo ser ofendida pelo Nelson Muntz, pelos outros valentões ou até mesmo pelo seu irmão Bart. A Simpson sempre se preocupa com o meio ambiente e sonha combater a desigualdade social, além de tentar combater a fome, acabar com as guerras, eliminar a miséria e destruir a pobreza. Quando humilhada, entristece, e quando se deprime ela fica tocando seu saxofone.

Relacionamentos[editar | editar código-fonte]

Na infância[editar | editar código-fonte]

  • Nelson Muntz - Primeiro namorado de Lisa, e também o maior valentão da Escola Primária de Springfield. Quando cresceram se casaram, mas o casamento não deu certo para ela e se divorciaram, logo depois, ela se casa com Milhouse, mas Nelson continua querendo reatar sua relação coisa que ela ignora.
  • Lucas Stetson – Foi o interesse amoroso de Lisa quando os Simpsons se hospedaram no “Rancho Preguiça” (episódio "Dude, Where's My Ranch?").
  • Ralph Wiggum - Lisa o namorou por pena, e ficou magoado quando ela admitiu na TV que jamais sentiu nada por ele. Mas ainda são amigos.
  • Milhouse Van Houten – ele sempre tentou conquistar o coração de Lisa. E apesar dela recusá-lo seguidamente, não pode negar que sentiu ciúmes ao vê-lo com outra garota em "The Last of the Red Hat Mamas". Quando se tornam adultos, e ela se divorcia de Nelson decide dar uma chance a ele e juntos tiveram Zia Simpson.
  • Lucas Bortner – aluno novo que, mesmo com seus hábitos semelhantes a Homer, balançou o coração de Lisa, no episódio “Luca $”.
  • Colin - garoto irlandês com vários interesses em comum com Lisa. Aparece em “The Simpsons Movie”.

Vida adulta[editar | editar código-fonte]

  • Hugh Parkfield – em um futuro possível mostrado no episódio "Lisa's Wedding", ele é o jovem e refinado inglês que Lisa conheceu na faculdade e com quem quase casou.
  • Ex-namorada de Lisa – no final do episódio "Holidays of Future Passed " uma Lisa adulta aparece de mãos dadas com uma garota (em um dos futuros cartões de natal para o Álbum da Família Simpson), dando a entender que Lisa poderia ter uma relação homoafetiva na faculdade.
  • Ex-namoradas de Lisa – mesmo episódio, foto seguinte. Lisa aparece de mãos dadas com duas garotas: uma de terno e gravata à sua esquerda e a outra de jardineira jeans à sua direita.
  • Milhouse Adulto: mesmo episódio, fotos seguintes. Apesar do relacionamento conturbado desde a infância, Lisa e Milhouse Van Houten estão, aparentemente, predestinados a ficarem juntos; casarem e terem uma filha (Zia Simpson).

Futuros possíveis ou alternativos[editar | editar código-fonte]

Devido a uma linha de tempo incerto do programa, não há nenhum futuro definido para Lisa. Tendo aparecido vários futuros possíveis, diferentes, em vários episódios ao longo da série.

Futuro possível[editar | editar código-fonte]

Aos 12 anos Lisa seria salva de um incêndio por Milhouse. Esse sentimento de gratidão é o ponto inicial do futuro romance entre os dois (mesmo depois que Lisa descobrir que o incêndio foi causado por ele). Aos 16 anos ela já estaria se formando na Escola Secundária de Springfield, dois anos antes de Bart. No entanto, os planos de ir para Universidade de Yale seriam frustrado quando o Sr. Burns entrega sua bolsa de estudo para Bart,quando ele o salvou de um assalto a sua mansão.O futuro onde ela desistiria da faculdade e viveria com Milhouse numa existência de pobreza e frustração seria evitando quando Bart lhe devolveria a bolsa de estudo (Future-Drama). Aos 23 anos, Lisa está em Yale e apaixonada por britânico chamado Hugh Parkfield. O casamento, no entanto, é cancelado quando ele afirma que quer separá-la da família (Lisa's Wedding). Com 38 anos, Lisa se torna a primeira mulher Presidenta dos Estados Unidos da América, no momento em que o país estaria financeiramente quebrado, por ter sido governado por Donald Trump, e sendo pressionado pelos países credores (Bart to the Future). Em "Holidays of Future Passed", Lisa é casada com Milhouse, e tem uma filha adolescente rebelde chamada Zianetta.

Futuros imaginados[editar | editar código-fonte]

  • Lisa the Greek (14º episódio, 3ª temporada) – Lisa sonha que se transformou em apostadora e fumante inveterada. E, depois de três divórcios, está trocando outra aliança por fichas de casino.
  • Lisa the Simpsonn (17º episódio, 9ª temporada) – acreditando na “inevitável queda em seu Q.I.”, Lisa se vê sofrendo de obesidade mórbida, cheia de filhos e casada com Ralph Wiggum.
  • Lisa on Ice (8º episódio, 6ª temporada) – Lisa imagina que no futuro, ao invés de ser empossada presidente dos EUA, é sentenciada a uma pena na “Ilha dos Monstros” depois que descobrem que ela tirou um “F” em educação física no primário.
  • Smart and Smarter (13º episódio, 15ª temporada) – em um pesadelo, Lisa se vê no futuro como uma mulher invejosa e cruel, cuidado de uma Maggie, paralitica e que só se comunica através de seu velho “sapo fônico” (em uma cena inspira no filme O que terá acontecido a Baby Jane?).

Lisa e a personificação da ética[editar | editar código-fonte]

A personagem Lisa é possuidora de uma diligência moral muito bem retratada em todos os episódios centrados nela. Esses episódios têm sempre uma mensagem que aborda princípios éticos que fazem parte da personalidade da menina. O senso de dever moral de Lisa se reflete nos seus ideais, haja vista que ela é uma criança que busca a felicidade pessoal, sempre preocupada com o bem estar da humanidade.

Os princípios morais e éticos de Lisa incomodam outras pessoas que vivem preocupados com as ideologias convencionais ditadas pela sociedade capitalista. Essa contingência a faz sofrer e a coloca na posição de uma menina solitária e isolada, não compreendida pelos adultos ou por seus colegas da escola.

A personalidade de Lisa exalta a sabedoria e sua moral é formada através de reflexões pessoais sobre os temas da vida (ajudar os outros, comprometimento, honestidade, justiça, etc.)” (PINSKY, 2005, p. 53). Lisa deseja que os direitos mínimos das pessoas sejam respeitados e que todos possam exercê-los quando bem entender. Entretanto, ela tem grande dificuldade em manter uma postura ética na sociedade em que vive e, por diversas vezes, precisou enfrentar atitudes levianas de políticos, pessoas famosas e poderosas de Springfield para defender seus princípios morais e valores éticos.  

O modo de vida de Lisa é considerado referência para “o futuro da família”, em virtude da sua honestidade, da sua generosidade, do seu talento e da sua integridade, além de estar sempre mostrando falhas sociais que não são percebidas pelos adultos. No entanto, suas convicções para defender as próprias idéias, ideais e aquilo que ela acha politicamente correto exigem-lhe um grande sacrifício pessoal.

Os problemas existenciais, morais e éticos torturam e atormentam profundamente Lisas. Nessa perspectiva, "ela recebe todo o sofrimento que um compromisso pré-determinado pode criar numa criança precoce e sensível. Seu profundo amor pela vida e pela beleza, aliado a um não menos profundo compromisso com a verdade e a bondade, manifesta-se nas frustrações e tristezas que ela expressa nos sons tristes e melancólicos do saxofone, tocando jazz" (LAWLER, 2005, p.150).

Logo, a personagem Lisa tem as suas ações motivadas por princípios éticos, morais, e cristãos; pelo compromisso com a liberdade e com a crença de que o homem deve ser realmente livre e feliz. Neste sentido, Pinsky, relata algumas ações que demonstram a grande preocupação de Lisa com a verdade, com os problemas sociais da humanidade, quais sejam:

Lisa ajuda os pobres, os fracos e critica a riqueza;

 Lisa questiona a sabedoria convencional, embora saiba o quão impopular isso a torna;

Lisa acredita no conceito de administração da terra e seus recursos; ela defende os direitos dos filhos de Deus menos favorecidos;

Lisa tem pena dos desempregados, sem afeto e amor. (PINSKY, 2005, p. 53-55).

A partir das reflexões anteriormente descritas, conclui-se que

a moralidade de Lisa é oriunda de uma reflexão precoce sobre os grandes temas da vida moral: ser honesto, ajudar aqueles em necessidades, compromisso com a igualdade humana e a justiça. Lisa nos mostra como é difícil, às vezes, viver segundo esses princípios diante dos levianos compromissos convencionais com status quo. Isso aponta para outra característica central da moralidade, de acordo com Kant. A moralidade é, em essência, determinada internamente. Ela desperta da reflexão pessoal, e não das convenções sociais externas ou de ensinamentos religiosos autoritários. Ela envolve clareza e consistência nos princípios pelos quais uma pessoa viva [sic] sua vida. (LAWLER, 2005 p. 147).

REFERÊNCIAS

LAWLER, James. O mundo moral da família Simpsons: uma perpectiva kantiana. In:  IRWIN, William; CONRAD, Mark; SKOBLE, Aeon (Org.).  Os Simpsons e a Filosofia: o D’Oh! de Homer. Tradução de Marcos Malvezzi Leal. São Paulo: Madras, 2005. p. 141-152.

PINSKY, Mark I. O Evangelho segundo Os Simpsons: a vida espiritual da família mais divertida do mundo. Tradução de Filipe Correia. São Paulo: Editora Cristã Novo Século, 2005.

Referências

  1. «Lisa Simpson». www.snpp.com. Consultado em 27 de fevereiro de 2011. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]