Lisbela e o Prisioneiro

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Lisbela e o Prisioneiro
Lisbela e o Prisioneiro (BR)
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 Brasil
2003 •  cor •  106 min 
Direção Guel Arraes
Produção Paula Lavigne
Roteiro Guel Arraes
Pedro Cardoso
Jorge Furtado
Elenco Selton Mello
Débora Falabella
Marco Nanini
Bruno Garcia
Virginia Cavendish
Gênero Comédia romântica
Música João Falcão
Cinematografia Ulrich Burtin
Edição Paulo Henrique Farias
Companhia(s) produtora(s) Natasha Filmes
Globo Filmes
Estúdios Mega
Distribuição 20th Century Fox
Lançamento 22 de agosto de 2003[1]
Idioma Português
Receita R$ 19.915.933
Página no IMDb (em inglês)

Lisbela e o Prisioneiro é um filme brasileiro de 2003, do gênero comédia romântica, dirigido por Guel Arraes. É uma adaptação da peça de teatro homônima de Osman Lins. O filme é uma produção da Globo Filmes e da Natasha Filmes, junto com o estúdio Twentieth Century Fox. Conta a história do malandro, aventureiro e conquistador Leléu e da mocinha sonhadora Lisbela, que adora ver filmes norte-americanos e sonha com os heróis do cinema.

Foi filmado no interior do estado de Pernambuco. É o primeiro longa-metragem de Guel feito especificamente para o cinema. Seus filmes anteriores, O Auto da Compadecida e Caramuru - A Invenção do Brasil, eram adaptações de minisséries exibidas pela Rede Globo. Uma lata com negativos originais do filme foi perdida no laboratório Mega Color, forçando-o a rodar novamente as cenas que ali estavam.

A banda Os Condenados, que executa a canção "Para o Diabo os Conselhos de Vocês" (antigo sucesso do cantor Paulo Sérgio), é uma banda fictícia criada especialmente para o filme e liderada por Clarice Falcão, filha do produtor musical do filme, João Falcão. A banda ainda conta com os músicos João Victor (baixo elétrico), Marcelo (guitarra) e Fonseca (bateria).

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Lisbela (Débora Falabella) está noiva e de casamento marcado, quando Leléu (Selton Mello) chega à cidade. O casal se encanta e passa a viver uma história cheia de personagens tirados do cenário nordestino: Inaura (Virginia Cavendish), uma mulher casada e sedutora, que tenta atrair o herói e trair o marido valentão e "matador" Frederico Evandro (Marco Nanini); um pai severo e chefe de polícia, Tenente Guedes (André Mattos); um pernambucano com sotaque carioca e gírias paulistas, Douglas (Bruno Garcia), visto sob o prisma do humor regional; e um "cabo de destacamento", Cabo Citonho (Tadeu Mello), que é suficientemente astuto para satisfazer os seus apetites.

Lisbela e Leléu vão sofrer pressões da família, do meio social e também com as suas próprias dúvidas e hesitações. Mas, em uma reviravolta final, cheia de bravura e humor, eles seguem seus destinos. Como a própria Lisbela diz, a graça não é saber o que acontece. É saber como acontece e quando acontece.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Érico Borgo em sua crítica para o Omelete disse que o filme é "um digno exemplar do cinema popular brasileiro, que deve encantar a grande maioria dos espectadores."[2]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

A trilha sonora é assinada pelo músico consagrado André Moraes e pelo diretor teatral João Falcão e traz nomes como Sepultura, Zé Ramalho, Caetano Veloso e Elza Soares. Um DVD com a apresentação ao vivo de todos os músicos também foi lançado. Porém, alguns artistas, como a banda Los Hermanos, que interpreta a canção "Lisbela", de José Almino e Caetano Veloso, não figuram por motivos contratuais.

Faixas[editar | editar código-fonte]

  1. "Você Não Me Ensinou a Te Esquecer" - Autoria de Fernando Mendes, interpretada por Caetano Veloso (tema de Lisbela e Leléu)
  2. "A Dança das Borboletas" - Zé Ramalho e Sepultura (tema de Leléu)
  3. "A Dama de Ouro" - Zéu Britto (tema de Francisquinha e Cabo Citonho)
  4. "Para o Diabo os Conselhos de Vocês" - Os Condenados
  5. "Espumas ao Vento" - Elza Soares (tema de Inaura e Frederico Evandro)
  6. "A Deusa da Minha Rua" - Geraldo Maia e Yamandú Costa (tema de Lisbela)
  7. "Oh, Carol" - Caetano Veloso e Jorge Mautner (tema de Lisbela e Douglas)
  8. "O Amor é Filme" - André Moraes e João Falcão cantado por Lirinha (tema final do filme)
  9. "Lisbela" - Los Hermanos (tema de Lisbela)
  10. "O Matador" - André Moraes e Sepultura (tema de Frederico Evandro)
  11. "O Boi" -André Moraes e João Falcão e (tema da cena do boi)
  12. "O Amor é Filme" (Instrumental) -André Moraes e João Falcão
  13. "Lisbela" (Bônus Track) - Trio Forrozão

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

  • Recebeu dois prêmios no Grande Prêmio Cinema Brasil: melhor ator (Selton Mello) e melhor trilha sonora (André Moraes).
  • Teve ainda dez indicações de melhor filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante (Bruno Garcia e Tadeu Mello), melhor atriz coadjuvante (Virginia Cavendish), melhor roteiro adaptado, melhor figurino, melhor maquiagem, melhor montagem e melhor som.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Lisbela e o Prisioneiro». Isto É. 11 de agosto de 2003. Consultado em 28 de abril de 2015 
  2. Érico Borgo (21 de agosto de 2003). «Lisbela e o Prisioneiro». omelete.uol.com.br. Consultado em 21 de outubro de 2016 
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