Lista de formatos de banda desenhada

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Uma comparação de formatos de banda desenhada em todo o mundo. O grupo da esquerda é do Japão e mostra o tankōbon e os formatos menores, chamados de bunkobon. No grupo do meio as bandas desenhadas franco-belgas no tamanho A4, formato padrão de álbuns. No grupo da direita, os romances gráficos de países de anglofónos, onde não existe um formato padrão.

Álbum[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: Banda desenhada franco-belga e Fanzine
Exemplo de fanálbum digital.

Álbum é um termo para edição em formato livro de banda desenhada, bastante popular na Europa, é usado como sinônimo de trade paperback (edição que reúne histórias ou arcos de histórias publicadas em revistas de banda desenhada)[1][2][3] e graphic novel (que apresenta uma história fechada).[4] Um álbum independente recebe o nome de fanálbum, um neologismo derivado do termo fanzine criado pelo português Geraldes Lino.[5][6]

Almanaque[editar | editar código-fonte]

Almanaque é um termo usado para indicar um tipo de revista especial com um número maior de páginas, um almanaque pode conter histórias inéditas[7], republicações[8] ou encalhes,[9] podendo abrigar até mesmo arcos de história[10].

Bolso[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Livro de bolso

Formato usado nos livros de bolso[11], varia de 11,0 cm x 17,8 cm a 13,5 cm x 21,6 cm[12] (apesar de que para as banda desenhadas, essa dimensão equivale aos formatinhos).

Bonellide[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Fumetti

Formato criado pela editora italiana Sergio Bonelli Editore (16 x 21 cm)[13].

Formatinho[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Formatinho

Também conhecido como "digest size"[14] (13 x 21 cm)[15][16], o formato se assemelha ao A5 (14 x 21 cm).

Formato americano ou comic book[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Comics
Revista em formato americano


Formato usado nas revistas estadunidenses[17], os chamados comic books, inicialmente correspondia a metade de tabloide.[18], mas atualmente está padronizado no tamanho 17 x 26 cm.[19].

Magazine[editar | editar código-fonte]

Alfred E. Neumann, o mascote da Revista Mad na capa de This Magazine is Crazy vol. 4, número 8, março de 1959

Magazine é um termo em inglês para designar revista (enquanto que revistas de banda desenhada são chamadas de "comic books", literalmente livros de banda desenhada), o formato foi adotado pela EC Comics, em 1954 pela Revista Mad, inicialmente, a Mad foi publicada no formato americano, logo a editora resolveu adotar o formato de magazine e em preto e branco, afim de evitar a censura do Comics Code Authority, antes da publicada da Mad, a revista foi bastante criticada pelas histórias de terror, principalmente depois da publicação do livro Seduction of the Innocent[20], anos mais tarde, o formato foi usado pela Warren Publishing, editora que também investiria no gênero terror[21].

Formatos de jornal[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Design de jornal

Os formatos de jornal geralmente são usados para pranchas dominicais. O formato mais comum é o tabloide, porém, a revista O Lobinho do Grandes Consórcios de Suplementos Nacionais do jornalista Adolfo Aizen era publicada no formato Standard[18].

Tamanhos de papel[editar | editar código-fonte]

Tamanhos de papel série A
Ver artigo principal: Tamanho de papel

Tamanhos de papel são medidas padronizadas encontradas no mercado, ou seja, os artistas desenham nesses tamanhos, sem que sejam publicados no mesmo tamanho[22], contudo, os tamanhos também podem ser usados em publicações, o Formato A4 por exemplo, é bastante utilizado nos álbuns de Banda desenhada franco-belga e o A6, usado em minicomics.[23]

Talão de cheque[editar | editar código-fonte]

Talão de cheque (Albi a striscia no original), , Outro formato surgido na Itália, pequena revista horizontal (17 x 8 cm)[24], semelhante a um talão de cheques, cada página equivale a uma tira diária, o personagem Tex Willer da Sergio Bonelli Editore foi publicado originalmente nesse formato[18].

Trade paperback[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Trade paperback

Trade paperback, TPB ou encadernado é o nome dado a edições especiais que compilam histórias ou arco de histórias publicadas em revistas periódicas[25]. Nos mangas o formato bastante utilizado é o tankobon[26].


Referências

  1. Panini relança o encadernado de Terra X
  2. Delfin. «CEREBUS - BOOK 1». Universo HQ 
  3. Sérgio Codespoti (12 de janeiro de 2009). «Tintim completa 80 anos de aventuras». Universo HQ 
  4. Sérgio Codespoti (10 de julho de 2009). «Capa de graphic novel com Megan Fox é censurada». Universo HQ 
  5. Lino, Geraldes (2013). «Fanzines, esses desconhecidos». Catálogo 24º AmadoraBD 2013. [S.l.: s.n.] pp. 148–145 
  6. Lino, Geraldes. «Fanzines e Fanálbuns - Definições, Polémicas e Balanço de 1998». Meribérica. Selecções BD. 2 (6) 
  7. Carlos Costa (29 de janeiro de 2007). «Scooby-Doo ganha almanaque pela Panini». HQManiacs 
  8. Carlos Costa sobre release (8 de outubro de 2012). «Almanaque do Peninha traz HQs de Biquinho». HQManiacs 
  9. Callari, Alexandre; Zago, Bruno; Lopes, Daniel. Quadrinhos no Cinema 2. [S.l.]: Editora Évora, 2012. 62 p. ISBN 978-8-563-99339-7
  10. Jamerson Albuquerque Tiossi (1 de setembro de 2006). «Panini Comics - 5 anos no Brasil». HQManiacs 
  11. Marcelo Naranjo (6 de junho de 2011). «Quem se lembra da coleção Quadrinhos de Bolso?». Universo HQ 
  12. Wilson-Fletcher, Honor (11 de agosto de 2001). «Why Size Matters». The Guardian 
  13. Da Wikipedia, l'enciclopedia libera. «Sergio Bonelli Editore». Sergio Bonelli Editore. Consultado em 23 de maio de 2010. 
  14. John Morrow, Jack Kirby. TwoMorrows Publishing, ed. Collected Jack Kirby Collector. 2004. [S.l.: s.n.] 154 páginas. ISBN 9781893905016 
  15. «Brazil: O Pato Donald». Inducks 
  16. Alexandre Lancaster. «O Gibi, Esse Incompreendido! - Parte 1». Anime Pró 
  17. Waldomiro Vergueiro (30 de Junho de 2000). «O formatinho está morto! Longa vida ao formatinho!». Omelete. Consultado em 10 de maio de 2010. 
  18. a b c Gonçalo Junior. Companhia das Letras, ed. A Guerra dos Gibis - a formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-1964. 2004. [S.l.: s.n.] ISBN 9788535905823 
  19. Heitor Pitombo (junho de 2007). «Marvel - 40 Anos de Brasil». Revista Crash (5). Editora Escala. pp. 15 a 21. ISSN 1980-8739 
  20. Sérgio Codespoti (8 de maio de 2008). «Quando a nomenclatura faz a diferença». Universo HQ. Consultado em 16 de maio de 2010. 
  21. Sidney Gusman (18 de setembro de 2006). «Gibihouse comemora os 30 anos de Kripta». Universo HQ 
  22. Andréa Pereira sobre release (10 de junho de 2008). «Comix lança bloco para desenho e faz promoção». HQManiacs 
  23. The Comics Journal, Edições 191-192;Edição 195 no Google Livros
  24. Mario Morcellini, Alberto Abruzzese, Donatella Scipioni (2001). Il Mediaevo: TV e industria culturale nell'Italia del XX secolo. [S.l.]: Carocci. 214 páginas 
  25. press release (2 de março de 2004). «Homem-Aranha: Edição Histórica, da Mythos Editora». Universo HQ 
  26. Wayne P. Lammers (2005). Japanese the manga way: an illustrated guide to grammar & structure. [S.l.]: Stone Bridge Press, Inc. 269 páginas. ISBN 1880656906, ISBN 9781880656907