Lista do Patrimônio Mundial na Argentina

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Esta é uma lista do Patrimônio Mundial na Argentina, especificamente classificada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A lista é elaborada de acordo com dez principais critérios e os pontos são julgados por especialistas na área.[1] A Argentina aceitou a Convenção do Patrimônio Mundial em 23 de agosto de 1978, tornando seus locais históricos e culturais elegíveis para a lista do Patrimônio Mundial.

Os primeiros sítios do Patrimônio Mundial foram incluídas na listagem durante a 5ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizado em Sydney, Austrália, em outubro de 1981. Na ocasião o Parque Nacional Los Glaciares foi incluído na lista internacional.[2] Em 2018, a Argentina possui 11 sítios incluídos no Patrimônio Mundial: 6 sítios de cultura e 5 sítios naturais, sendo o terceiro país com maior número de locais listados na América Latina, após México e Brasil, respectivamente.[3]

Bens culturais e naturais[editar | editar código-fonte]

A Argentina possui atualmente os seguintes lugares declarados como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO:

Bahía Onelli Parque Nacional Los Glaciares Patagonia Argentina Luca Galuzzi 2005.JPG Parque Nacional Los Glaciares
Bem natural inscrito em 1981.
Localização: Santa Cruz
O Parque Nacional Los Glaciares é um sítio de excepcional beleza natural com impressionantes elevações recortadas e numerosos lagos glaciares, como o Lago Argentina, que possui 160 km de extensão. Em seu extremo convergem três glaciares que escondem enormes icebergs em sua águas gelas de coloração cinzenta. (UNESCO/BPI)[4]
San Ignacio Miní.jpg Missões Jesuíticas dos Guarani: San Ignacio Miní, Nuestra Señora de Santa Ana, Nuestra Señora de Loreto e Santa María la Mayor - Ruínas de São Miguel das Missões
Bem cultural inscrito em 1984.
Localização: Misiones
No coração mesmo da selva tropical estão localizadas as ruínas de cinco missões jesuítas: San Miguel das Missões (Brasil), San Ignacio Miní, Santa Ana, Nossa Senhora de Loreto e Santa Maria, a Maior (Argentina). Construídas em território guarani durante os séculos XVII e XVIII, estas missões se caracterizam por seu traçado específico e seu desigual estado de conservação. (UNESCO/BPI)[5]
1 iguazu falls.jpg Parque Nacional Iguazú
Bem natural inscrito em 1984.
Localização: Misiones
No coração deste parque estão as Cataratas do Iguaçu. Formada por um desfiladeiro basáltico semicircular de 80 metros de altura e 2,700 metros de largura, as cataratas formam a fronteira natural entre Argentina e Brasil e são uma das mais espetaculares do mundo. Divida em múltiplas cascatas, das quais surgem densas brumas. A selva úmida subtropical circundante abriga mais de 2 mil espécies de plantas vasculares e uma fauna característica da região: tapir, tamanduá-bandeira, bugio, jaguatirica, jaguar e caimão. (UNESCO/BPI)[6]
SantaCruz-CuevaManos-P2210651b.jpg Cueva de las Manos
Bem cultural inscrito em 1999.
Localização: Santa Cruz
A Cueva de las Manos abriga um conjunto incrível de arte rupestre, executado entre os anos de 13.000 e 9.500 a.C. A caverna deve seu nome às figuras de mãos gravadas em suas paredes através de uma técnica semelhante à impressão moderna. Além destas figuras, a caverna possui numerosas representações de espécies ainda existentes da fauna local e, mais concretamente, de guanacos. Os autores das pinturas podem ter sido os antepassados das comunidades caçadoras-coletoras da Patagônia descobertas pelos colonizadores europeus no século XIX. (UNESCO/BPI)[7]
Peninsula Valdes, Argentinien (10283732376).jpg Península Valdés
Bem natural inscrito em 1999.
Localização: Chubut
Situada na Patagônia, a Península Valdés é um local de preservação de mamíferos marinhos de importância mundial. O sítio abriga importantes populações reprodutoras de baleias-francas em risco de extinção, assim como de elefantes e leões-marinhos. As orcas da região praticam uma estratégia de caça única no gênero, resultado de sua adaptação às condições específicas do litoral. (UNESCO/BPI)[8]
Ischigualasto national park.jpg Parques Naturais de Ischigualasto e Talampaya
Bem natural inscrito em 2000.
Localização: La Rioja / San Juan
Estes dois parques contíguos se estendem por uma área de mais de 275.300 hectares na região desértica que limita-se a oeste com as Sierras Pampeanas da Argentina central. As seis formações geológicas dos parques abrigam o conjunto continental de fósseis mais completo do mundo correspondentes ao Triássico, o período geológico que se iniciou há 245 milhões de anos antes de nossa era e teve seu fim aproximadamente 37 milhões de anos depois. Os fósseis compreendem uma ampla gama de antepassados de mamíferos, assim como vestígios de dinossauros e plantas, que ilustram a evolução dos vertebrados e as características dos paleoambientes do período Triássico. (UNESCO/BPI)[9]
Estancia Jesuítica de Alta Gracia.jpg Quarteirão Jesuíta e Estâncias de Córdoba
Bem cultural inscrito em 2000.
Localização: Córdoba
O Quarteirão Jesuíta da cidade de Córdoba, que foi um dos núcleos da antiga Província Jesuíta do Paraguai, compreende a universidade, a igreja, a residência dos padres jesuítas e o Colégio Montserrat. Este conjunto e as cinco estâncias jesuítas das serras locais abrigam edifícios religiosos e seculares que testificam a experiência religiosa, social e econômica sem precedentes ocorrido entre os séculos XVII e XVIII, durando mais de 150 anos. (UNESCO/BPI)[10]
Hornocal.JPG Quebrada de Humahuaca
Bem cultural inscrito em 2003.
Localização: Jujuy
Este sítio abrange um importante itinerário cultural, o Caminho Inca, que segue o curso do rio Grande e seu espetacular vale, desde sua nascente no planalto desértico e frio dos Altos Andes até sua confluência com o o rio Leone, 150 km ao sul. O vale conserva importantes amostras de seu uso como via comercial há pelos menos 10 mil anos, assim como de atividades de grupos caçadores-coletores pré-históricos. Também há vestígios do Império Inca (séculos XV e XVI) e dos combates dos republicanos pela Independência da Argentina. (UNESCO/BPI)[11]
Inca Trail, near Dead Woman's Pass.jpg Qhapaq Ñan, Caminhos Incas
Bem cultural inscrito em 2014.
Bem compartilhado com:  Bolívia,  Chile,  Colômbia, Equador e  Peru
Se trata de uma ampla rede viária de aproximadamente 30 mil km construída durante vários séculos pelos incas – tomando proveito de infraestruturas pré-incaicas já existentes – visando facilitar as comunicações, transportes e comércio e também com fins defensivos. Este extraordinário sistema de caminhos se estendo por uma das mais contrastantes zonas geográficas do mundo, desde as colinas nevadas do Andes que se erguem a mais de 6 mil metros de altitude até a costa do Pacífico, passando por bosques tropicais-úmidos, vales férteis e desertos completamente áridos. A rede viária alcançou sua expansão máxima no século XV, chegando a abranger todo o comprimento e largura da cordilheira andina. O novo sítio do Patrimônio Mundial, que conta com 273 componentes e se estende por mais de 5 mil km. (UNESCO/BPI)[12]
Casa Curutchet 6.JPG O Trabalho Arquitetônico de Le Corbusier, uma Contribuição Impressionante para o Movimento Moderno
Bem cultural inscrito em 2016.
Localização: Buenos Aires
Bem compartilhado com:  Alemanha,  Bélgica,  França,  Índia,  Japão e Suíça
Espalhados por sete países, os 17 sítios que integram este bem do Patrimônio Mundial constituem um testemunho da invenção de um novo modo de expressão da arquitetura, em clara ruptura com formas anteriores. As obras arquitetônicas destes sítios foram realizadas por Le Corbusier ao longo de cinquenta anos de "busca paciente", segundo suas próprias palavas. O Complexo do Capitólio de Chandigarh (Índia), o Museu Nacional de Arte Ocidental de Tóquio (Japão), a Casa Curutchet (Argentina) e a Unidade de Habitação de Marselha (França), entre outras construções, testificam as soluções alcançadas no século XX pelo Movimento Moderno na intenção de renovar as técnicas arquitetônicas para satisfazer as necessidades da sociedade. Estas obras-primas do gênio humano também constituem um testemunho a internacionalização da arquitetura em escala global. (UNESCO/BPI)[13]
Lago Futalaufquen.JPG Parque Nacional Los Alerces
Bem natural inscrito em 2017.
Localização: Chubut
O Parque Nacional Los Alerces está localizado nos Andes do norte da Patagônia e seu limite ocidental coincide com a fronteira entre Argentina e Chile. Sucessivas glaciações moldaram a paisagem desta região criando formas espetaculares, como morenas, circos glaciais e lagos cristalinos. A vegetação é dominada por densos bosques temperados, que abrem espaço para os alpinos mais elevados fora dos Andes. O bem é vital para a proteção de algumas das restantes seções contínuas do bosque da Patagônia em estado sensível e é habitat de numerosas espécies ameaçadas de fauna e flora.(UNESCO/BPI)[14]

Lista indicativa[editar | editar código-fonte]

Patrimônio Cultural Imaterial[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Critérios operacionais da Convenção para o Património Mundial» (PDF). UNESCO. Consultado em 8 de janeiro de 2018 
  2. «WH Committee: 5th Session, Sydney 1981». UNESCO. 30 de outubro de 1981 
  3. «Argentina». UNESCO 
  4. «Parque Nacional Los Glaciares». UNESCO. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  5. «Misiones jesuíticas guaraníes». UNESCO. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  6. «Parque Nacional Iguazú». UNESCO. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  7. «Cueva de las Manos». UNESCO. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  8. «Península Valdés». UNESCO. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  9. «Parques naturales de Ischigualasto y Talampaya». UNESCO. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  10. «Manzana y Estancias Jesuíticas de Córdoba». UNESCO. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  11. «Quebrada de Humahuaca». UNESCO. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  12. «Qhapaq Ñan». UNESCO. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  13. «Obra arquitectónica de Le Corbusier – Contribución excepcional al Movimiento Moderno». UNESCO. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  14. «Parque nacional Los Alerces». UNESCO. Consultado em 22 de janeiro de 2018