Lista dos governadores romanos da África

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Esta é uma lista dos governadores romanos da África. Criada logo depois da Terceira Guerra Púnica (em 146 a.C.), a província romana da África foi reorganizada e subdividida várias vezes durante sua história, que terminou por volta de 429, quando os vândalos cruzaram da península Ibérica e conquistaram toda a região, que foi incorporada ao Reino Vândalo a partir de 435. Depois da reconquista de Justiniano I, em 534, foi formada a prefeitura pretoriana da África, que durou até 590, quando foi formado o Exarcado de Cartago. Este último foi destruído em 698 depois da conquista muçulmana do norte da África.

Período republicano (146 a.C. — 27 a.C.)[editar | editar código-fonte]

Até as guerras civis[editar | editar código-fonte]

As evidências epigráficas são mais raras para este período em relação ao período imperial e geralmente os nomes dos governadores da província só eram citados pelos historiadores antigos em tempos de guerra ou por causa da realização de triunfos. Depois da derrota de Cartago (146 a.C.), nenhuma outra nomeação de um magistrado sênior ou de um promagistrado foi feita até a Guerra de Jugurta (112–115 a.C.), quando a região da Numídia foi destacada e tornou-se uma província consular.

Guerras civis[editar | editar código-fonte]

Para o período das guerras civis das décadas de 80 a 40 a.C., é difícil distinguir entre comandos puramente militares dos governadores de fato, pois facções rivais tomaram o controle da província sucessivas vezes através do uso da força. Nenhum nome é conhecido com certeza razoável para a década de 90 a.C..

Dinastia júlio-claudiana (27 a.C. — 68)[editar | editar código-fonte]

Dinastia flaviana (69 — 96)[editar | editar código-fonte]

Dinastia nerva-antonina (97 — 192)[editar | editar código-fonte]

Dinastia severa (193 — 235)[editar | editar código-fonte]

Final do século III[editar | editar código-fonte]

Dominato[editar | editar código-fonte]

A partir do dominato, os governadores passaram a ser escolhidos diretamente pelo imperador, sem aprovação do Senado.

Prefeitos pretorianos da África[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Prefeitura pretoriana da África
  • Arquelau (534)
  • Salomão - 1ª vez - (534-536)
  • Símaco (536-539)
  • Salomão - 2ª vez - (539-544)
  • Sérgio (544-545)
  • Atanásio (545-548, talvez até 550)
  • Paulo (c. 552)
  • João (ca. 558)
  • João Rogatino (ca. 563)
  • Tomás - 1ª vez - (563-565)
  • Teodoro (ca. 570)
  • Tomás - 2ª vez - (574-578)
  • Teodoro (ca. 582)
  • Sérgio? (ca. 640)
  • Jorge (ca. 633/634?-642)

Exarcas da África[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Exarcado da África
Período Nome Observações
591–598 Genádio (I) Último mestre dos soldados da África e primeiro exarca; vitória sobre o reino romano-berbere de Altava.
598 ou 602–611 Heráclio, o Velho
641(?) – 647/48 Gregório
647/48–665 Genádio (II)
após 665 Eleutério Possivelmente exarca de Cartago. O termo árabe "al-At'riyūn" é geralmente lido como sendo "Eleutério". Ele derrubou Genádio.
por volta de 711 Conde Julião Comandante de Septo. De acordo com alguns acadêmicos, possivelmente o último exarca da África.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Continuou como procônsul até a chegada de Metelo em 109 a.C..
  2. Continuou como procônsul até a chegada de Caio Mário, seu sucessor, que ele se recusou a receber para a transferência de comando. Triunfou sobre a Numídia em 106 a.C. e recebeu seu cognome depois disto.
  3. Recebeu o comando propretoriano quando Mário voltou para Roma.
  4. Em 396, Quinto Aurélio Símaco escreveu-lhe uma carta (Epistulae, ix); em 17 de março de 397, aprovou uma lei preservada no Códice Teodosiano XII.5.3.
  5. Durante seu mandato, aprovou uma lei preservada no Códice Teodosiano XI.30.65a.

Referências

  1. a b c d e Ronald Syme, The Augustan Aristocracy (Clarendon Press, 1986), p. 45 n 80
  2. Ronald Syme, The Augustan Aristocracy (Oxford University Press, 1989). ISBN 0-19-814731-7, ISBN 978-0-19-814731-2, p. 320
  3. Dando-Collins, Stephen (2008), Blood of the Caesars: How the Murder of Germanicus Led to the Fall of Rome, ISBN 9780470137413, Wiley, p. 45 
  4. Hornblower, Simon; Spawforth, Antony; Eidinow, Esther, eds. (2012), The Oxford Classical Dictionary, ISBN 9780199545568, Oxford University Press, p. 270 
  5. Syme, Ronald, The Roman Revolution (1939) p. 435
  6. Tácito, Tácito I.53
  7. Tácito, Tácito II.52
  8. Tácito, Tácito III.21
  9. Tácito, Tácito III.35, III.58
  10. Tácito, Tácito IV.23
  11. Tácito, Tácito XII.59
  12. Tácito, Tácito XI.21
  13. A não ser que indicado, os nomes dos governadores proconsulares de 69 a 139 foram obtidos em Werner Eck, "Jahres- und Provinzialfasten der senatorischen Statthalter von 69/70 bis 138/139", Chiron, 12 (1982), pp. 281-362; 13 (1983), pp. 147-237
  14. Identificado por Werner Eck, "Ergänzungen zu den Fasti Consulares des 1. und 2. Jh.n.Chr.", Historia: Zeitschrift für Alte Geschichte, 24 (1975), pp. 324-344, esp. pp. 324-6
  15. A não ser que indicado, os nomes dos governadores proconsulares de 139 a 180 foram baseados em Géza Alföldy, Konsulat und Senatorenstand unter der Antoninen (Bonn: Rudolf Habelt Verlag, 1977), pp. 207-211
  16. Alföldy, Konsulat und Senatorenstand, pp. 365-367
  17. Mennen, Inge, Power and Status in the Roman Empire, AD 193-284 (2011), pg. 261
  18. A não ser quando indicado, os nomes dos governadores proconsulares para o período de 333 a 392 foram baseados em T.D. Barnes, "Proconsuls of Africa, 337-392", Phoenix, 39 (1985), pp. 144-153
  19. Segundo a lista em T.D. Barnes, "Proconsuls of Africa: Corrigenda", Phoenix, 39 (1985), pp. 273-274
  20. A não ser quando indicado, os nomes dos governadores proconsulares do período entre 392 e 414 foram baseados em T.D. Barnes, "Late Roman Prosopography: Between Theodosius and Justinian", Phoenix, 37 (1983), pp. 248-270

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Lennox Manton, Roman North Africa, 1988.
  • Susan Raven. Rome in Africa. 3rd ed. (London, 1993).
  • Monique Seefried Brouillet, From Hannibal to Saint Augustine: Ancient Art of North Africa from the Musee du Louvre, 1994.
  • A. I. Wilson, Urban Production in the Roman World: The View from North Africa, 2002.
  • Duane R. Roller, The World of Juba II and Kleopatra Selene: Royal Scholarship on Rome's African Frontier (New York and London, Routledge, 2003).
  • Elizabeth Fentress, "Romanizing the Berbers," Past & Present, 190,1 (2006), 3-33.
  • Michael Mackensen and Gerwulf Schneider. Production centres of African Red Slip Ware (2nd-3rd c.) in northern and central Tunisia: Archaeological provenance and reference groups based on chemical analysis, 2006.
  • Cordovana, Orietta Dora, Segni e immagini del potere tra antico e tardoantico: I Severi e la provincia Africa proconsularis. Seconda edizione rivista ed aggiornata (Catania: Prisma, 2007) (Testi e studi di storia antica)
  • Dick Whittaker, "Ethnic discourses on the frontiers of Roman Africa", in Ton Derks, Nico Roymans (ed.), Ethnic Constructs in Antiquity: The Role of Power and Tradition (Amsterdam, Amsterdam University Press, 2009) (Amsterdam Archaeological Studies, 13), 189-206.
  • Erich S. Gruen, Rethinking the Other in Antiquity (Princeton, PUP, 2010), 197-222.
  • Mennen, Inge, Power and Status in the Roman Empire, AD 193-284 (2011)
  • Stewart, John, African states and rulers (2006)