Litchi chinensis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa


Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde janeiro de 2012). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Como ler uma infocaixa de taxonomiaLitchi chinensis
Lichias

Lichias
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Sapindales
Família: Sapindaceae
Género: Litchi
Espécie: L. chinensis
Nome binomial
Litchi chinensis
Sonn.[1]
Subespécies
  • L. c. chinensis
  • L. c. javanensis
  • L. c. phillippenis

Litchi chinensis é uma espécie do gênero botânico Litchi, pertencente à família Sapindaceae. É uma árvore frutífera conhecida popularmente como lecheira, licheira, lichia[2] ou uruvaia. Os termos também se aplicam ao fruto da árvore. É natural das regiões quentes da Ásia,[2] sendo encontrada principalmente na República Popular da China, Índia, Madagáscar, Nepal, Bangladesh, Paquistão, sul e centro de Taiwan, a norte do Vietname, Indonésia, Tailândia, Filipinas, África do Sul e México. A espécie, algumas vezes, é colocada no gênero Nephelium.[3]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Lechia", "lichia" e "lichi" provêm do chinês li-chi.[2]

Descrição[editar | editar código-fonte]

A árvore é de tamanho médio, atingindo 15-20 metros de altura, com folhas alternadas, cada folha com 15-25 centímetros de comprimento, com 2-8 folíolos laterais de 5-10 centímetros de comprimento; o terminal folheto está ausente. As novas folhas jovens são de um vermelho brilhante de cobre, em princípio, antes de se tornarem verdes e alcançar a sua plena dimensão. As flores são pequenas, verde-branco-amareladas ou brancas.

Escultura no parque Lai Chi Kok, em Hong Kong, representando um cacho de lichias

Os frutos, externamente semelhantes a morangos, formam cachos. Possuem casca rugosa, de cor avermelhada e fácil de ser destacada. A polpa é gelatinosa, translúcida sucosa, lembrando ao sabor de pitomba, e não é aderente ao caroço. Se presta para consumo ao natural, para a fabricação de sucos, compotas e ainda para a passa. Contém alto índice de vitamina C, além de possuir as do complexo B, sódio, cálcio e potássio.

Introdução no Brasil[editar | editar código-fonte]

A introdução desta espécie no Brasil deu-se por volta de 1810 no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (CARVALHO & SALOMÃO, 2000). O Jornal Entreposto afirma que a introdução em escala comercial, entretanto, se deu no final da década de 1970, sendo Ikuto Maeda o produtor pioneiro no país, no município de Bastos, em São Paulo. Atualmente, a produção da fruta concentra em São Paulo, seguido de Minas Gerais, Bahia e Paraná (YAMANISHI et al., 2001). Porém, nos últimos anos, uma doença causada por um ácaro praga chamado Aceria litchii está reduzindo a produção da fruta, tendo sido constatada pela primeira vez no Brasil em 2008 (RAGA et al., 2010), atacando severamente lichieiras adultas no município de Limeira, em São Paulo. O ácaro-da-erinose tem se espalhado rapidamente no Estado de São Paulo e comprometido a produção em pomares de lichia sem manejo adequado.

Não há, por enquanto, defensivo químico registrado para a cultura da lichia e, de acordo com o Instituto Biológico de São Paulo, o uso indiscriminado (e repetido) de agroquímicos poderá resultar em resistência da praga, tornando ainda mais difícil o seu manejo.

Subespécies[editar | editar código-fonte]

Possui três subespécies:[4]

Usos[editar | editar código-fonte]

Pode ser consumida in natura (fresca) ou em forma de doces, geleias, iogurtes e sorvetes. A lichia é, ainda, utilizada na fabricação de cosméticos, pois o fruto possui propriedades antioxidantes.

Toxicidade[editar | editar código-fonte]

O fruto comestível de lichia contém aminoácidos incomuns que interrompem a gliconeogênese ea β-oxidação de ácidos graxos. Isto é bem estabelecido em relação tanto ao fruto de litchi como, mais particularmente, ao fruto de seu primo, a planta de ackee (Blighia sapida), membro das Sapindaceae originário da África Ocidental e transplantado no século XVIII para o Caribe.[5]

Gravura do missionário jesuíta polonês Michał Boym (1612-1659) representando uma lichia.

Composição Nutricional [6][editar | editar código-fonte]

Litchi chinensis Sonn possui:

  • valor energético: 66 calorias
  • carboidratos: 16,53 gramas
  • proteínas: 0,83 gramas
  • gordura: 0,44 gramas
  • fibra: 1,3 grama
  • cálcio: 5 miligramas
  • fósforo: 31 miligramas
  • ferro: 0,31 miligrama
  • potássio: 171 miligramas
  • vitamina C: 1,5 miligrama
  • tiamina: 0,01 miligrama
  • riboflavina: 0,065 miligrama
  • niacina: 0,6 miligrama
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Litchi chinensis
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Litchi chinensis

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Litchi chinensis Sonn». Germplasm Resources Information Network. United States Department of Agriculture. 17 de outubro de 1995. Consultado em 19 de janeiro de 2010 
  2. a b c FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 016.
  3. The free dicionary. Disponível em http://www.thefreedictionary.com/Litchi+chinensis. Acesso em 3 de fevereiro de 2015.
  4. http://www.todafruta.com.br/portal/icNoticiaAberta.asp?idNoticia=8219
  5. Peter S Spencer, Valerie S Palmer (30 de janeiro de 2017). «The enigma of litchi toxicity: an emerging health concern in southern Asia». thelancet.com. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  6. http://www.lideragronomia.com.br/2012/10/lichia.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre a ordem Sapindales, integrado no Projeto Plantas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.