Literatura do Rio Grande do Sul

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A Literatura do Rio Grande do Sul se refere à literatura sobre a história e a cultura do estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Compreende obras escritas tanto por autores gaúchos como também pelos radicados no estado.

O Pártenon Literário[editar | editar código-fonte]

Na metade do século XIX, em um período de grande efervescência político-social, causado pelos movimentos republicanos e abolicionistas, ocorreu a fundação da Sociedade Pártenon Literário - que premia seus autores com a comenda Caldre e Fião - na cidade de Porto Alegre. Tal sociedade reuniu diversos intelectuais rio-grandenses que exploraram os mais variados gêneros literários ao escreverem sobre a cultura e a história de seu estado, sempre mesclando o discurso literário com o político. A partir da década de 1870, ela expressou cada vez mais seu descontentamento com as políticas da Corte Imperial e seu comprometimento com o separatismo.

Os nomes mais importantes do Partenon Literário foram Caldre e Fião, os irmãos Apolinário, Aquiles e Apeles Porto-Alegre, Carlos Von Koseritz, Lobo da Costa, Hilário Ribeiro, Múcio Teixeira e Luciana de Abreu. De fato, Caldre e Fião, presidente da sociedade, foi o autor de A Divina Pastora (1847), o primeiro romance da literatura gaúcha e o segundo da história da Literatura do Brasil – o primeiro é A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo.

O Pártenon Literário cessou suas atividades literárias por volta de 1885.

Simbolistas[editar | editar código-fonte]

Há quatro poetas simbolistas de renome na literatura gaúcha: Eduardo Guimarães (1892-1928), Alceu Wamosy (1895-1923) , Álvaro Moreyra (1888-1964) e Felipe D'Oliveira (1890-1934).

Pré-modernistas[editar | editar código-fonte]

João Simões Lopes Neto (1865-1916) é o principal escritor regionalista dos gaúchos, autor de obras como Contos Gauchescos (1912) e Lendas do Sul (1913), que valorizaram a tradição oral peculiar da região da Campanha. Outros regionalistas foram Alcides Maya, Amaro Juvenal e Darcy Azambuja.

Poetas modernistas[editar | editar código-fonte]

Mário Quintana (1906-1994), Augusto Meyer (1902-1970) e Raul Bopp (1898-1984) são usualmente considerados a trindade modernista do Rio Grande do Sul [1], sendo considerado o poeta Tyrteu Rocha Vianna o mais dotado dos primórdios da poesia modernista no estado.

São também destaques a poetisa Lila Ripoll, vinculada à segunda geração do modernismo, Felipe D'Oliveira, Carlos Nejar e Armindo Trevisan, Heitor Saldanha, Clóvis Assumpção, Pedro Wayne, Ernani Fornari e Itálico Marcon, entre outros[2].

No final do século XX e início do século XXI, em tempos que talvez possamos chamar de pós-modernista, alcançam repercussão na mídia nacional os nomes de Fabrício Carpinejar, e na mídia regional o nome de Martha Medeiros, embora ambos compareçam nesta, mais como cronistas, apresentadores ou comentadores que como poetas, propriamente dito.

Romance de 30[editar | editar código-fonte]

Autores do romance de 30 gaúchos foram Érico Veríssimo (1905-1975), Dyonélio Machado (1895-1985) e Cyro Martins (1908-1995).

A obra mais importante deste período é, sem dúvida, a trilogia O Tempo e o Vento, de Veríssimo, que resgata duzentos anos da história do Rio Grande do Sul.

Literatura gaúcha contemporânea[editar | editar código-fonte]

Na poesia, destacam-se Carlos Nejar (1939-), um dos “imortais” da Academia Brasileira de Letras, Armindo Trevisan (1933-), Lara de Lemos (1925-2010) e Moacyr Scliar (1937-2011), também imortal da Academia Brasileira de Letras.

Quanto aos ficcionistas gaúchos, podemos citar diversos autores (entre muitos outros):

Referências

  1. Biografia de Augusto Meyer, na página da Academia Brasileira de Letras
  2. Marobin, Luiz. A literatura no Rio Grande do Sul - Aspectos temáticos e estéticos. Porto Alegre, Martins Livreiro Editor, 1985. Catalogado pela Biblioteca Pública do Estado do RS em 16.09.1985..

Ver também[editar | editar código-fonte]