Literatura fenício-púnica

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A Estela de Kilamuwa, datada de cerca de 825 a.C., leva o nome do rei Samal e é um dos poucos registros em língua fenícia que subsistem.

Literatura fenício-púnica é o termo usado para designar a literatura escrita em língua fenícia, idioma semítico falada pelos fenícios. Os fenícios foram um povo que dedicou-se principalmente ao comércio marítimo, tendo fundado várias colônias, entre as quais destaca-se Cartago, no norte da África, onde falava-se um dialeto chamado púnico.

A literatura fenício-púnica é rodeada por uma áurea de mistério devido aos poucos vestígios que foram conservados: tudo o que subsiste atualmente é uma série de inscrições, poucas das quais têm caráter notadamente literário (narrações históricas, poemas), moedas, fragmentos das obras de Sanconíaton e de Magão, a tradução para o grego da narrativa da viagem do navegador Hanão e o texto da peça teatral Poenulus, do dramaturgo romano Plauto.[1] Por outro lado, é um fato conhecido que tanto na Fenícia como em Cartago havia bibliotecas e que os fenícios tiveram uma rica produção literária herdada do passado cananeu, do qual as obras de Filo de Biblos e de Menandro de Éfeso são uma parte ínfima.

Fontes[editar | editar código-fonte]

O historiador judio-romano Flávio Josefo faz menção aos anais fenícios ou tírios, que ele supostamente consultou para escrever suas obras históricas. Heródoto também fala sobre a existência de alguns livros de Biblos e de uma História de Tiro conservada no templo de Hércules-Melqart, nesta mesma cidade. Além disso, é possível encontrar rastros da influência exercida por alguns escritos de Ugarit em alguns livros bíblicos, como no Gênesis e no Livro de Rute, nos quais encontra-se trechos de composições poéticas de temática religiosa, bem como outras de conteúdo político com forte ênfase propagandística ou de natureza filosófica. O escritor romano Avieno faz referência a uns velhos anais púnicos dos quais extraiu as suas informações sobre o périplo de Himilcão. De fato, as fontes greco-latinas mencionam alguns livros púnicos salvados in extremis do saque e incêndio ocorrido em 146 a.C. na cidade de Cartago. Plínio, o Velho assinala em sua Historia natural que após a queda de Cartago muitas dessas obras passaram para as mãos dos governantes númidas e que o Senado ordenou a tradução para o latim de algumas delas, entre as quais destaca-se a obra agrícola de Magão, para o que se criou uma comissão dirigida por Décimo Júnio Pisão.

Referências

  1. Amor Ruibal 2005, p. 496.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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