Zona turística da Costa dos Coqueiros

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A Zona Turística da Costa dos Coqueiros compreende todo o litoral norte do Estado da Bahia, no Brasil, estendendo-se por cento e noventa e três quilômetros. No Estado, entre a Zona Turística da Baía de Todos os Santos e o Estado do Sergipe, ou seja, da Ipitanga até Mangue Seco.

Tendo sido parte das terras de Garcia d'Ávila, a Costa dos Coqueiros ainda hoje possui resquícios da antiga sesmaria dos Ávila como a Casa da Torre de Garcia d'Ávila uma residência com função de casa-grande, fortaleza e posto de vigilância.

A Casa da Torre ou Castelo de Garcia d’Ávila serviu da base para a colonização do litoral norte e da expansão da pecuária na Região Nordeste do Brasil moldada como uma espécie de feudo. A sesmaria de Garcia D’Avila localizava, da Bahia ao Maranhão, dentro de uma área de cerca de 800 mil quilômetros quadrados, equivalente a 1/10 do território brasileiro de hoje, o que equivale às áreas, somadas, de Portugal, Espanha, Holanda, Itália e Suíça[1].

A Costa dos Coqueiros é cortada pela BA-099 em seus dois trechos a Estrada do Coco e seu prolongamento a Linha Verde equipada com inúmeros meios de hospedagem em um total de 11.611 leitos segundo a SCT.

Localização[editar | editar código-fonte]

A Costa dos coqueiros é formada por vários municípios, sendo que termina em Jandaíra, município mais ao norte da Costa dos Coqueiros encontra-se a 264 quilômetros de Salvador (11° 34’ lat. S – 37° 47’ log O) e inicia em Lauro de Freitas, localizada ao norte de Salvador (15° 54’ lat. S – 38° 20’ long. O).

Clima[editar | editar código-fonte]

Está localizado na zona intertropical, pode ser caracterizado como de clima quente-úmido, de relativa homogeneidade, apresentando médias térmicas elevadas e altos índices pluviométricos[2], A chuva é bem distribuída ao longo do ano, com maior quantidade entre os meses de março e julho. O volume total anual de chuvas oscila entre 1.600 e 1.800 mm. A partir de agosto, diminuem em intensidade e frequência, e o período entre outubro e fevereiro é denominado como período seco, quando chega a época do verão, o litoral norte apresenta variações mensais e anuais de temperatura de 23 a 25ºC, com amplitudes térmicas entre 3 e 6ºC[3].

Dados históricos[editar | editar código-fonte]

Expansão Litorânea[editar | editar código-fonte]

O litoral norte do estado até então era formado por poucos povoados rurais, dispersas ou de populações aglomeradas em antigos núcleos de difícil acesso, formados por pescadores e pequenos produtores rurais, como, por exemplo, Vila de Abrantes, Arembepe, Monte Gordo e Praia do Forte[4][5]. Após a construção da Estrada do Coco, e da Linha Verde, a expansão humana e imobiliária se fez de forma intensa, o que fez com que a infraestrutura até então inexistente chegasse a áreas remotas. Vários empreendimentos foram construídos ao longo da rodovia,sendo que um dos primeiros foi o Loteamento Guarajuba a 73km de Salvador, próximo à praia de mesmo nome, implantado por um morador de Camaçari, em 1971, e o Loteamento Interlagos, em Arembepe, aprovado em1960[6] . Com o avanço da densidade populacional e a descoberta de belezas naturais e o potencial turístico, começaram a surgir os Empreendimentos Hoteleiros ao logo da costa, na qual o pioneiro foi o Club Med/Itaparica (1979), seguido pelo Praia do Forte Eco Resort (1985), sendo que abriga o maior complexo de resorts da Bahia, sendo que o número de leito cresce a cada ano[4], sendo que a taxa de turismo era uma das que mais crescia no Brasil[7].

Com um grande número de hotéis, houve um boom de empreendimentos imobiliários, de casas de veranistas, e hoje principalmente de investidores estrangeiros, que injetam bilhões de reais para a construção de condomínios de luxo, comprados principalmente por estrangeiros e brasileiros abastados[6], o que aumenta o crescimento de mais unidades habitacionais[8].

Unidades de Conservação[editar | editar código-fonte]

Projetos ambientais[editar | editar código-fonte]

Meios de hospedagem[editar | editar código-fonte]

Calendário de eventos[editar | editar código-fonte]

Pontos e destinos turísticos[editar | editar código-fonte]

Equipamentos[editar | editar código-fonte]

Praias da Costa[editar | editar código-fonte]

Camaçari[editar | editar código-fonte]

Conde[editar | editar código-fonte]

Entre Rios[editar | editar código-fonte]

Esplanada[editar | editar código-fonte]

Jandaíra[editar | editar código-fonte]

Lauro de Freitas[editar | editar código-fonte]

Mata de São João[editar | editar código-fonte]

Municípios[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «MONUMENTO - CASTELO DA TORRE». www.casadatorre.org.br. Consultado em 18 de março de 2016 
  2. SEMARH., Salvador: Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Centro de Recursos Ambientais (CRA. «Projeto de Gerenciamento Costeiro, Gestão Integrada da Orla Marítima no Município do Conde no Estado da Bahia. Diagnóstico Sócio-Econômico e Ambiental do Conde. ministério do Meio Ambiente.» 
  3. Junior, Dos Anjos, Sampaio., Marcus Vinicius Costa Almeida, José Angelo Sebastião Araújo, Flavio José. «Mapeamento geológico da zona costeira limitada pela foz do rio Pojuca e a praia de Imbassaí, Mata de São João – Bahia». Geol. USP, Sér. cient., São Paulo, v. 13, n. 3, p. 1-50, Setembro 2013 
  4. a b Mello e Silva, Sylvio Bandeira de. «Metropolização e turismo no litoral norte de Salvador: de m deserto a um território de enclaves?» (PDF). 2nd. ed. rev. and enl. Salvador: EDUFBA, 2008. 228 p 
  5. Carlos Caroso e Núbia Rodrigues. «Nativos, Veranistas e Turistas: Identidades, Mudança e Deslocamento SocioCultural no Litoral Norte da Bahia». Turismo em Análise, São Paulo, 9 (1): 61-75, maio 1998 
  6. a b Mello e Silva, Sylvio Bandeira de. «Globalização, turismo e residências secundárias: o exemplo de Salvador-Bahia e de sua região de influência». Observatório de Inovação do Turismo – Revista Acadêmica Volume IV – Número 3 – Setembro de 2009 
  7. «Turismo no Litoral Norte cresce a uma taxa de 50% - Gente & Mercado». Gente & Mercado. Consultado em 23 de março de 2016 
  8. «Litoral Norte terá novo complexo turístico e imobiliário». Portal A TARDE. Consultado em 23 de março de 2016