Livre-comércio

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Livre-comércio ou livre-cambismo é um modelo de mercado no qual a troca de bens e serviços entre países não é afetada por restrições do estado. O Livre comércio é defendido por liberais e criticado por nacionalistas e socialistas. [1] [2] No Brasil, o livre-comércio é criticado pela escola desenvolvimentista.[3]

A maioria das nações são hoje membros da Organização Mundial do Comércio OMC, uma instituição que surgiu com o objetivo de proporcionar e regulamentar o livre comércio entre as nações participantes[4]. O livre-comércio também é almejado no âmbito do Espaço Económico Europeu e no Mercosul. No entanto, a maioria dos governos ainda impõe, em maior ou menor grau, algumas políticas protecionistas que se destinam a apoiar o emprego local, como a aplicação de tarifas às importações ou subsídios às exportações.[5]

Há um consenso entre economistas de distintas correntes que o livre-comércio tem um efeito positivo no crescimento econômico. [6][7][8][9] Porém seus críticos acusam o livre-comércio de ser uma ameaça à Soberania das nações.[10][11] [12] No Brasil, os defensores do Livre-comércio foram historicamente chamados de neoliberais[13], e de forma pejorativa, de entreguistas.[14]

O Protecionismo é a política econômica oposta ao Livre-comércio, que busca restringir o comércio entre os países.

Livre Comércio no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o livre-comércio foi muito criticado desde a Era Vargas, na Ditadura militar no Brasil e no Governo Dilma Rousseff. Tais governos sempre optaram por uma política protecionista. [15]Foram exemplos de medidas protecionista ao longo da história brasileira, a Lei da Informática, a campanha O petróleo é nosso, o Inovar Auto e a política das “campeões nacionais” do BNDES.

Em 2018, o Brasil foi considerado o 153º entre 180 países com menos liberdade econômica.[16] Outro estudo de 2018 apontou o Brasil como o segundo país mais fechado do mundo para o comércio internacional. [17] Graças a esses números, o Brasil responde por apenas 1,2% das transações comerciais mundiais.[18] Segundo análise do Banco Mundial de 2018, o Livre-comércio poderia tirar 6 milhões de pessoas da pobreza no Brasil.[19]

Livre Comércio no Mundo[editar | editar código-fonte]

Em 1930, o senador americano Reed Smoot promoveu o aumento das tarifas sobre milhares de produtos. O resultado imediato foi um recuo de 65% das trocas comerciais internacionais. Economistas indicam que o protecionismo retardou de cinco a dez anos a recuperação da economia mundial após a Grande Depressão.[20][21]

Referências

  1. «OS PILARES ECONÔMICOS DO NAZISMO». Gazeta do Povo. Consultado em 13 de março de 2018. 
  2. Mises, Ludwig von. Teoria e a história. [S.l.: s.n.] p. 90. ISBN 9788581190884 
  3. «Nacionalismo protecionista». Estado de São Paulo. Consultado em 13 de março de 2018. 
  4. «Organização Mundial do Comércio (OMC)». InfoEscola. Consultado em 13 de março de 2018. 
  5. DANTAS, Tiago. Equipe Brasil Escola. Disponível em http://www.brasilescola.com/economia/protecionismo.htm
  6. «The rules-based system is in grave danger». Economist. Consultado em 12 de março de 2018. 
  7. «Trump's Tariff Folly». Wall Street journal. Consultado em 12 de março de 2018. 
  8. «Steel Yourselves». National Review. Consultado em 12 de março de 2018. 
  9. «Trump Knows the Best Trade Wars. The Very Best». Foreing Affairs. Consultado em 12 de março de 2018. 
  10. «Economista ataca colegas 'ideólogos' do livre-comércio». Folha. Consultado em 13 de março de 2018. 
  11. «Com Temer, Brasil retoma vocação de súdito dos EUA». Carta Capital. Consultado em 13 de março de 2018. 
  12. «Livre comércio e interesse nacional». Bresser Pereira. Consultado em 13 de março de 2018. 
  13. «Os efeitos da ideologia neoliberal são analisados». Estadao. Consultado em 13 de março de 2018. 
  14. «As duas acareações». Folha. Consultado em 13 de março de 2018. 
  15. «Nacionalismo protecionista». Estado de São Paulo. Consultado em 13 de março de 2018. 
  16. «Country Rankings». Consultado em 2 de março de 2018. 
  17. «E se o Brasil se abrisse mais?». Consultado em 8 de março de 2018. 
  18. «Brasil patina no comércio global com apenas 1,2% das transações». Folha. Consultado em 13 de março de 2018. 
  19. «Nova abertura comercial tiraria 6 milhões da pobreza, diz Banco Mundial». Folha. Consultado em 13 de março de 2018. 
  20. «Protecionismo, um erro já cometido em 1930». Consultado em 13 de março de 2018. 
  21. «Protecionismo - O jogo perigoso do xadrez mundial». Consultado em 13 de março de 2018. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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