Livro de Joel

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O Livro de Joel faz parte do Antigo Testamento, vem depois do Livro de Oseias e antes do Livro de Amós.[1] [2] Segundo a tradição, foi escrito pelo profeta Joel.

O livro não inclui nenhuma referência temporal explicita, não há meios de estabelecer uma data de maneira precisa. Mas a maioria dos estudiosos sustenta que foi escrito após o Exílio na Babilônia e após a reconstrução do Templo. Estudiosos creem que o livro foi escrito entre o Século IX a.C. ( no período de 841 - 835 a.C.).

Joel era filho de Petuel ( Persuadido por Deus ), e eraa um porta voz de Deus durante o reinado de Joás ( 835 - &96 a.C.).

A mensagem do livro fala sobre o "julgamento que Deus fará contra os inimigos de Israel e, de uma perspectiva escatológica, a vitória final do povo de Deus".

As dúvidas sobre a época em que o profeta Joel viveu dificultam a interpretação do que ele escreveu.

Pode-se dividir o livro em três partes:

  • Os dois primeiros capítulos narram uma terrível invasão de gafanhotos que devasta a plantação do país e a base econômica do povo de Judá.
  • Judá fica sem recursos nenhum e totalmente desamparados e diante da fome e seca.
  • Diante disso, Joel pede a participação de todos (profetas, sacerdotes e povo), numa grande manifestação de santidade, comunhão e consagração para suplicar a Deus que afaste a catástrofe[3] ;
  • Joel destaca neste dois primeiros capítulos a importância de se humilhar e se arrepender verdadeiramente dos pecados que entristece o coração de Deus.
  • Deus entra com uma promessa de restituição e abundância (versículos 25 e 26), sobre toda a terra que foi devastada.
  • Deus também faz a promessa da descida do Espírito Santo ( versículos 28-32). Onde o povo vivendo em santidade iriam profetizar, ter sonhos e visões de geração a geração.
Deus mostra a sua misericórdia e anuncia a libertação da praga e as bênçãos para uma nova plantação. Como o profeta compara esses gafanhotos a um exército, talvez se possa pensar que ele esteja falando de uma invasão inimiga;
  • O último capítulo[4] descreve o julgamento de Deus sobre as nações inimigas e a vitória final[3] ; vem a promessa do Juizo de Deus e restauração de Israel.
  • Os inimigos venderam filhos de Judá e Jerusalém aos Gregos e fizeram trocas de crianças para manter bebedices e status, não tiveram cuidado com as coisas de Deus. E por isso Deus agora se ira e menciona a justiça dele sobre o povo, e que ele faria o mesmo com eles pelas mãos do povo de Judá.
  • Entre os versículos 1 ao 17 ; vem a visão do juizo final, destacando como o povo verá quem é Deus e poder dele e que ele sempre será refúgio e fortaleza.
  • A partir do versículo 18 - 21; entra a visão da salvação dos remidos. Deus anuncia as maravilhas que ele fará no meio do povo de Judá e que somente os escolhidos passaram pela terra. Porque foram humilhados mas Deus estava reerguendo aquele povo através do seu poder.

Parece que a primeira parte não tem nada a ver com a segunda. Mas, uma expressão une o livro todo: grande dia, o Juízo final. Então, o que na primeira parte eram gafanhotos ou exército inimigo, na segunda se transforma em exército de Deus; a praga se torna apenas uma comparação para exemplificar o Grande Dia em que a humanidade prestará contas a Deus. Assim como afastou ele os gafanhotos, também a misericórdia de Deus, alcançada pela santificação e comunhão, transforma o julgamento em dia de libertação e salvação: arrasada a plantação, ela surge nova e viçosa. Desse modo, uma praga de gafanhotos observada atentamente serviu para que Joel anunciasse o Juízo final.

A passagem mais destacada de Joel é o Capítulo 3 onde Deus anuncia o Juizo final.

Joel sendo também considerado o profeta do arrependimento e perdão.

Referências

  1. Echegary, J. González et ali. A Bíblia e seu contexto (em português). 2 ed. São Paulo: Edições Ave Maria, 2000. 1133 p. 2 vol. ISBN 9788527603478
  2. Pearlman, Myer. Através da Bíblia: Livro por Livro (em português). 23 ed. São Paulo: Editora Vida, 2006. 439 p. ISBN 9788573671346
  3. a b Joel, Edição Pastoral da Bíblia, acessado em 28 de agosto de 2010
  4. Cabe observar que na Vulgata o Capítulo 3 corresponde aos versículos 28 a 31 do Capítulo 2, cf. Bíblia de Jerusalém, cit., p 1.609


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