Lo-fi (gênero musical)

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Lo-fi
Origens estilísticas Hip hop, jazz, indie, rock alternativo, new wave, dream pop
Formas derivadas música experimental, trip hop

Lo-fi (atualmente conhecido como lo-fi hip hop) é um estilo de produção musical que usa técnicas de gravação de baixa fidelidade (low fidelity). Sua aplicação normalmente é causada por limitações financeiras do artista. Muitos artistas de lo-fi usam gravadores baratos de fita cassete para fazer as músicas. O termo foi criado por um DJ que dedicou meia hora de seu programa numa rádio para gravações caseiras ao longo do final da década de 1980 sob o nome Lo-fi. O estilo é amplamente utilizado na música experimental e no trip hop como recurso de distorção e estranhamento. No Brasil o estilo tem destaque através da série de coletâneas Recife Lo-fi[1] capitaneadas pelo músico e produtor pernambucano Zeca Viana.[2]

Atualmente, o Lo-fi ganhou notoriedade com produtores musicais da nova geração, principalmente com o contemporâneo e viral "Lo-fi Hip-Hop", usufruindo recursos tecnológicos como computadores e até smartphones. Estes com os quais se podem criar músicas de forma eletrônica e caseira, podendo conter ou não instrumentos musicais reais e vocalizações. As músicas normalmente utilizam bases nostálgicas, mixadas ou montadas com batidas prontas como as batidas de hip hop, no caso do lo-fi hip hop com batidas mais lentas, misturando com estilos como jazz, pop, indie, rock alternativo, clássico dentre outros. Enfim a imaginação do músico é o limite.

Ao invés das exigências técnicas dos estúdios, criou-se no lo-fi, uma nova estética musical, apreciando sons muitas vezes vistos como indesejados, como ruídos e sons ambientes, podendo acrescentar nesta mistura sons nostálgicos como vinhetas, sons de vitrola, de pessoas, natureza, cidade, objetos, solos ou sons repetitivos. O que vale é a criatividade que resulta sempre em um som muito relaxante.

Já se fala entre os críticos atuais que o lo-fi pode ser a "salvação da música contemporânea", trazendo de volta um conceito nostálgico de boa música, a liberdade e independência do sistema de produção musical mercantil moderno.

O Lo-fi traz melodias leves, proporcionando segundo seus apreciadores um estado relaxante e agradável. É utilizado por muitos para estudos, trabalho, reflexões ou meditação.

Nos meados de 2019 começou uma explosão do Lo-fi Hip Hop na plataforma do YouTube em lives de vídeos geralmente utilizando imagens estáticas ou no estilo GIF de fundo. Imagens estas geralmente retrô, futuristas ou com personagens e cenários de anime. As lives são conhecidas como "radio lofi hip hop", e uma dessas lives que ficou mais famosa e polêmica foi a do canal ChilledCow, que ficou por 13 mil horas no ar e foi derrubada do YouTube por motivos desconhecidos, o que causou muita polêmica e revolta em seus seguidores, mas logo voltou a ser liberada pela plataforma e promete estar no ar até mesmo neste exato momento.

O Lo-fi moderno engaja milhões de apaixonados pelo ritmo, jovens geralmente estudantes ou trabalhadores que encontram no ritmo algo que lhes serve de alento para suas almas.

Cresce cada vez mais o número de produtores independentes destas músicas e fundos animados que estão também sendo utilizados pelos produtores de conteúdo no youtube, criando assim um ciclo que se torna viral. Pouco ou nada se sabe sobre os produtores deste lo-fi atual e normalmente não ficam famosos ou conhecidos, mas com certeza alguns se destacam como Kudasai, ou simplesmente um tal de Alex, com seu sucesso Zelda's Lullaby, uma música extremante calma e alucinante baseada num dos temas do game Zelda.

Músicas com o nome Lo-Fi[editar | editar código-fonte]

  • Feeling Lo-Fi - The Exies - The Exies (Álbum) (Faixa 1) - 2:43
  • Lo-Fi - The Exies - Inertia (Faixa 9) - 3:03 (Regravação da Música Lo-Fi)
  • Isabella Foruna - so small and so quiet (itssvd Lo-Fi flip) (Single) - 1:35
  • upper class - conventional parties - 4:41
  • Fego Silva - Lofi 150 BPM

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Pontes, Alef (6 de dezembro de 2014). «Recife lo-fi chega a 4ª edição fazendo conexão com o mundo.». Jornal do Commercio (Pernambuco). Consultado em 9 de maio de 2017 
  2. Martins, Andréia (16 de junho de 2010). «Recife Lo-fi - Entrevista com Zeca Viana». Livraria Saraiva (Saraiva Conteúdo). Consultado em 9 de maio de 2017 
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