Locomoção

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Em biologia, chama-se locomoção à capacidade que têm muitos organismos de se movimentarem por seus próprios meios no habitat em que vivem.

Os mamíferos normalmente deslocam-se com o auxílio dos seus membros; os peixes com as barbatanas; a maioria das aves e alguns insetos com as asas; muitos protozoários com cílios ou flagelos, ou ainda por movimentos amebóides, ou seja, modificando a forma do seu corpo, como a ameba.

Locomoção dos seres vivos[editar | editar código-fonte]

Seres Humanos[editar | editar código-fonte]

Os seres humanos podem se locomover andando ou através de máquinas por eles construídas, como a bicicleta, o automóvel, o trem, o avião, o barco, entre outras.

Andar[editar | editar código-fonte]

Plástica "Walking Man" em Munique, representando uma pessoa andando.

Andar (ou marchar) é o deslocamento com as pernas. O homem e muitos animais têm a capacidade de andar.

No sentido mais geral, andar é o mesmo que avançar, como em: "o andamento das aulas", "o andar da carruagem" ou "vamos andar de carro".

Com exceção em casos de problemas físicos ou mentais, um ser humano começa a andar com aproximadamente 1 (um) ano de idade, e desenvolve completamente a função nos seus primeiros sete anos de vida. A capacidade de andar está associada ao desenvolvimento infantil.

Correr é se locomover de forma mais rápida, e geralmente a posição do corpo e a forma da marcha é um pouco diferente para executar esse movimento. Ver também atletismo.

Com o suporte de algum objeto ortopédico apropriado, é possível que um deficiente físico ou mental naturalmente incapaz de andar, possa então executar essa função.

O movimento[editar | editar código-fonte]

O movimento – também compartilhado de forma semelhante com alguns animais bípedes – constitui-se em, com o corpo levemente inclinado para frente, alternar as pernas, dobrando levemente o joelho e apoiando-se nos pés de modo que o chão seja empurrado para trás, fazendo com que o corpo se desloque para frente. Por causa do equilíbrio, naturalmente os braços tendem a ficar em posição oposta às pernas, ou seja, se a perna esquerda está para frente, o braço esquerdo está para trás, valendo o mesmo para o braço e perna direita. Apesar do corpo gastar energia para balançar os braços ao andar, esse movimento acaba sendo benéfico em termos da energia gasta pelo organismo para o deslocamento. Estudos indicam que andar sem o balançar sincronizado dos braços acaba aumentando o custo metabólico em 25%.[1][2] O movimento do andar humano inclui também um movimento pendular do tronco para frente e para trás, no sentido do deslocamento, e um movimento pendular lateral, sincronizados com os passos dados ao caminhar. Há diferenças significativas na forma de andar com os olhos abertos e fechados e também com o avanço da idade. O movimento pendular do tronco na direção do deslocamento aparentemente se mantém com o avanço da idade ao se caminhar com olhos abertos. Entretanto, com os olhos fechados, o comprimento relativo dos passos assim como o movimento pendular lateral tendem a ser maiores. O comprimento relativo dos passos também tende a ser maior com o avanço da idade.[3]

Análise da marcha[editar | editar código-fonte]

Análise da marcha é a avaliação da forma como um ser humano se locomove. Faz parte das técnicas e procedimentos da avaliação física para se estabelecer um Diagnóstico Cinesiológico do movimento da pessoa.

Velocidade humana do andar e correr[editar | editar código-fonte]

A velocidade máxima do andar, excluindo a marcha atlética, é estimada em 12 km/h; ao correr a velocidade máxima desenvolvida por atletas na corrida de 100 metros rasos é estimada em aproximadamente 40 km/h.[4]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. (em inglês)«Arm swinging: A helping hand». The Royal Society. 29 Jul 2009. Consultado em 29 de julho de 2009 
  2. «Cientistas estudam por que homem balança braços ao andar». Terra Online. 28 de julho de 2009. Consultado em 29 de setembro de 2009 
  3. (em inglês)«Control of Balance during Walking in Young and Elderly Adults» (PDF). Universidade de Michigan. 2003. Consultado em 29 de julho de 2009 
  4. Estimação da Performance em Eventos Esportivos utilizando a Mecânica Clássica e Modelos Analíticos

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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