Lois Weber

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Lois Weber
Lois Weber em 1916
Nome completo Florence Lois Weber
Nascimento 13 de junho de 1879
Allegheny, Pensilvânia, EUA
Nacionalidade Estados Unidosnorte-americana
Morte 13 de novembro de 1939 (60 anos)
Hollywood, Califórnia, EUA
Ocupação Diretora, atriz, produtora e roteirista
Cônjuge Phillips Smalley (1904–1922 divórcio)
Harry Gantz (1926–1935 divórcio)
IMDb: (inglês)

Lois Weber (Allegheny, 13 de junho de 1879 - Hollywood, 13 de novembro de 1939) foi uma diretora, produtora, roteirista e atriz estadunidense do cinema mudo, considerada uma das mais importantes diretoras de cinema que a indústria já conheceu.[1] Foi uma das mais criativas e prolíficas diretoras da era do cinema mudo.[2][3] Junto de D.W. Griffith, Lois foi uma da pioneira genuína e autora criativa do cinema dos Estados Unidos, uma diretora envolvida em todos os passos da produção, utilizando-se de filmes para propagar ideias e filosofias próprias.[4]

Entre seus filmes notáveis está o controverso e polêmico Hypocrites que mostra a primeira cena de nu frontal feminino, de 1915; Where Are My Children?, que discutia aborto e contracepção, de 1916; Tarzan, O Homem Macaco, primeira adaptação do livro de Edgar Rice Burrough para o cinema, de 1918 e; The Blot, considerada sua obra-prima a respeito da luta de uma família pobre, de 1921.[5]

Lois descobriu e dirigiu várias estrelas do cinema da época, como Mary MacLaren, Mildred Harris, Claire Windsor, Ella Hall, Cleo Ridgely e Anita Stewart. Por suas contribuições para a indústria cinematográfica, Lois ganhou uma estrela na Calçada da Fama, em 8 de fevereiro de 1960, no Hollywood Boulevard, número 6518.[6][7]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Florence Lois Weber nasceu em 13 de junho de 1879, em Allegheny[8][9] em Allegheny, Pennsylvania, filha do meio de três crianças do casal Mary Matilda "Tillie" Snaman e George Weber, um estofador.[10] Sua irmã mais nova era Elizabeth "Bessie" Snaman Weber e sua irmã mais velha era Ethel Weber Howland.[8][9][11] Ethel chegou a aparecer em dois filmes de Lois, em 1916.[12]

A família Weber era uma cristã devotada, de linhagem alemã da Pensilvânia.[13] Lois era considerada uma criança prodígio e uma excelente pianista.[3] Lois viveu na pobreza e simplicidade enquanto trabalhava como evangelista e ativista social para a "Church Army Workers", organização evangélica semelhante ao Exército da Salvação. Ela pregava e cantava hinos pelas ruas de bairros de prostituição e boemia de Pittsburgh e Nova York até o grupo se desfazer em 1900.[14]

Lois Weber no piano (1912)

Em junho de 1900, com quase 21 anos, Lois morava com a família na Rua Fremont, 1717, em Allegheny, estudando música.[15] Em abril de 1903, Lois se apresentava como pianista e soprano, tendo viajado pelos Estados Unidos, se apresentando em várias cidades junto de um renomado arpista, até sua última apresentação em Charleston, Carolina do Sul.[3] Após um infeliz acidente em que o pedal do piano quebrou no meio de um recital, Lois parou de se apresentar nos palcos, não tendo mais coragem de aparecer em público.[5] Lois diria anos mais tarde que esse evento acelerou sua aposentadoria:

Carreira[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Frustrada em seu círculo de amizades e da família, Lois seguiu o conselho de um tio, que morava em Chicago e decidiu fazer aulas de teatro, em 1904, mudando-se para Nova York, onde também fez aula de canto.[16] Parte de sua motivação, era religiosa:

Por cinco anos, Lois interpretou papéis pequenos, soubrettes, participando de comédias curtas e fazendo shows pelo país, o que a aborrecia. Lois queria papéis mais desafiadores e assim deixou a companhia de teatro, reclamando da superficialidade de seus papéis.[3][17] Em 1904, ingressou na companhia de teatro "Why Girls Leave Home", onde logo tornou-se heroína do melodrama e da comédia musical. As primeiras críticas foram positivas sobre suas performances.[13][17]

Wendell Phillips Smalley em 1915

A trupe era liderada por Phillips Smalley (1865–1939), neto de Oliver Wendell Holmes e filho mais velho do correspondente internacional George Washburn Smalley (1833–1916).[18] Phillips já era advogado há 7 anos em Nova York e ator de teatro, tendo feito sua estreia profissional em agosto de 1901. Pouco antes de fazer 25 anos, Lois casou-se com Phillips em 29 de abril de 1904, em Chicago. Após excursionarem juntos por algum tempo, por volta de 1906, Lois abandonou os palcos para ser dona de casa[16] passandp parte do tempo escrevendo cenários e roteiros para filmes.[17]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Em 1908, Lois foi contratada como cantora pela Gaumont Film Company, que produziu os primeiros clipes musicais,[4] onde Alice Guy Blaché começou na indústria cinematográfica.[19] Mais tarde, Lois afirmaria que Alice Guy Blaché e seu marido foram os responsáveis por sua estreia na indústria cinematográfica.[20]

Com o fim da temporada teatral, em 1908, Phillips juntou-se a Lois na Gaumont. Logo, Lois começaria a escrever roteiros e em 1908 dirigiria os primeiros clipes nos estúdios da companhia em Flushing, Nova York.[20] Em 1910, o casal decidiu seguir carreira na indústria cinematográfica, ainda iniciante. Nos cinco anos seguintes, eles trabalharam juntos e eram creditados nos filmes como The Smalleys, mas geralmente Lois recebia os créditos dos roteiros[19] em dezenas de curtas e pequenas produções da Gaumont e em outros estúdios.[20] Lois dirigia, escrevia os cenários e os subtítulos, atuava, trabalhava com os figurinos, editava e ainda revelava os negativos dos rolos de filmes.[3] Em 1915, Lois escreveria, estrelaria e dirigiria Hypocrites.[1][2] Lois e Phillips tiveram uma filha, Phoebe, que nasceu em 29 de outubro de 1910, mas morreu ainda criança.[3][17]

Lois Weber Productions[editar | editar código-fonte]

Em junho de 1917, Lois tornou-se a primeira mulher diretora de cinema a fundar e administrar seu próprio estúdio[3] quando ela criou sua empresa, a Lois Weber Productions, com auxílio financeiro da Universal Studios.[10][19] Ela alugou uma propriedade independente, onde tinha escritórios, vestiários e camarins, salas de produção e edição. Phillips se tornaria o administrador da empresa e o casal passou a morar na propriedade do estúdio.[1][21]

O casamento de Lois e Phillips começou a deteriorar quando os críticos passaram a elogiar o trabalho dela em detrimento do de Phillips, conhecido por ser mulherengo, que corria atrás de todas as mulheres do estúdio. Lois era o gênio criativo por trás de todos os filmes creditados ao casal e as críticas positivas à ela logo passaram a irritá-lo.[1][16]

Lois conscientemente resistiu o movimento da indústria que apontava para a produção em série de filmes, onde eles são rodados fora de sequência para garantir uma produção mais barata. Ela ainda filmava seus filmes na sequência para garantir a qualidade das atuações e da produção,[3] ao invés de se preocupar com cortes de gastos.

Parte do grande sucesso dos filmes de Lois na década de 1910, era sua representação de conflitos de gerações, onde a visão tradicional das mulheres era posta à prova com a "Nova Mulher", com liberdades e independências não vistas antes, além de mulheres fazerem parte do novo mercado consumidor. A própria vida de Lois era uma expressão dessa mudança cultural.[3][13][19]

Em 1917, Lois foi a única mulher a receber membresia para a "Motion Picture Directors Association" (Associação de Diretores de Cinema) e foi ativa no estabelecimento do Hollywood Studio Club, residência feminina para atrizes iniciantes, além de produtoras, diretoras, editoras e roteiristas que trabalhavam em Hollywood e não tinham onde morar.[7][16] Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, Lois integrou a "Motion Picture War Service Association", liderada por D. W. Griffith e que tinham como membros Mack Sennett, Charlie Chaplin, Mary Pickford, Douglas Fairbanks, William S. Hart, Cecil B. DeMille e William Desmond Taylor. A associação arrecadava fundos para a construção de hospitais.[19][20]

Últimos anos e morte[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 1939, Lois deu entrada no Hospital do Bom Samaritano, em Los Anegeles, em estado crítico, com dores fortes no estômago, algo que ela vinha sentindo há anos. Duas semanas depois, ela morreu na segunda-feira, 13 de novembro de 1939, por hemorragia devido à uma úlcera perfurada, aos 60 anos de idade. Sua irmã mais nova, Ethel Howland, e seus amigos Frances Marion e Veda Terry, estavam junto à sua cama.[3][16]

Sua morte foi um choque para a comunidade de cinema, com vários obituários em jornais e revistas da época, ressaltando suas contribuições para a indústria cinematográfica. Em 17 de novembro de 1939, mais de 300 pessoas compareceram ao seu funeral, pago por Frances Marion. Após o funeral, Lois foi cremada no Crematório de Los Angeles. A localização de suas cinzas é desconhecida.[7][16]

Filmografia selecionada[editar | editar código-fonte]

  • A Heroine of '76 (1911)
  • The Heiress (1911) [atriz]
  • The Realization (1911)
  • On the Brink (1911) [atriz]
  • Fate (1911)
  • A Breach of Faith (1911)
  • The Martyr (1911)
  • Angels Unaware (1912)
  • The Fine Feathers (1912)
  • The Bargain (1912)
  • The Final Pardon (1912)
  • Eyes That See Not (1912)
  • The Price of Peace (1912)
  • The Power of Thought (1912)
  • The Greater Love (1912)
  • The Troubadour's Triumph (1912) [Direção]
  • The Greater Christian (1912)
  • An Old Fashioned Girl (1912)
  • A Japanese Idyll (1912) [atriz] [Direção]
  • Faraway Fields (1912)
  • Fine Feathers (1912) [Act] [Dir]
  • Leaves in the Storm (1912)
  • The Jew's Christmas (1913) [atriz] [Co-Dir. com Phillips Smalley] [roteiro]
  • Suspense (1913)
  • The Eyes of God (1913)
  • His Brand (1913)
  • The Female of the Species (1913) [atriz] [Direção]
  • How Men Propose (1913) [Dir] [Prod]
  • The Merchant of Venice (1914) [atriz] [Co-Dir. com Phillips Smalley] [roteiro]
  • A Fool and His Money (1914) [atriz] [Dir]
  • Behind the Veil (1914) [atriz] [Co-Dir. with Phillips Smalley] [Scr]
  • False Colors (1914) [atriz] [Co-Dir. with Phillips Smalley] [Scr]
  • Traitor (1914)
  • Like Most Wives (1914)
  • The Merchant of Venice (1914) [atriz] [Dir]
  • The Leper's Coat (1914)
  • The Career of Waterloo Peterson (1914)
  • Scandal (1915) [Act] [Co-Dir. with Phillips Smalley] [Scr]
  • It's No Laughing Matter (1915) [Dir] [Scr]
  • Hypocrites (1915) [Dir] [Scr]
  • Sunshine Molly (1915)
  • Captain Courtesy (1915)
  • A Cigarette, That's All (1915) [Scr]
  • Jewel (1915)
  • Where Are My Children? (1916) [Co-Dir. with Phillips Smalley] [Scr]
  • Wanted: A Home (1916) [Dir]
  • Shoes (1916) [Dir] [Scr]
  • Saving the Family Name (1916) [atriz] [Dir]
  • The People Vs. John Doe (1916) [atriz] [Dir]
  • John Needham's Double (1916) [Dir]
  • Idle Wives (1916) [Dir] [Scr]
  • Hop, The Devil's Brew (1916) [atriz] [Co-Dir. com Phillips Smalley] [Scr]
  • The Flirt (1916) [Co-Dir. with Phillips Smalley]
  • The Eye of God (1916) [atriz] [Dir]
  • The Dumb Girl of Portici (1916) [Co-Dir. com Phillips Smalley]
  • Discontent (1916) [Dir] [Prod] (extant; Library of Congress)
  • The French Downstairs (1916)
  • Alone in the World (1916)
  • The Rock of Riches (1916)
  • The Price of a Good Time (1917) [Dir]
  • The Mysterious Mrs. Musslewhite (aka The Mysterious Mrs. M., 1917) [Act] [Dir]
  • Hand That Rocks the Cradle (1917) [atriz] [Dir] [Prod]
  • For Husbands Only (1917) [Dir] [Prod]
  • Even As You and I (1917) [Dir]
  • The Man Who Dared God (1917)
  • There's No Place Like Home (1917)
  • Tarzan of the Apes (1918) [Scr]
  • Scandal Mongers (1918) [Act] [Dir]
  • The Forbidden Box (1918) [Dir]
  • The Doctor and the Woman (1918) [Dir] baseado no livro de Mary Roberts Rinehart
  • Borrowed Clothes (1918) [Dir]
  • When a Girl Loves (1919) [Dir]
  • A Midnight Romance (1919) [Dir] [roteiro]
  • Mary Regan (1919) [Dir]
  • Home (1919) [Dir]
  • To Please One Woman (1920) [Dir] [Scr] [Co-roteiro]
  • Forbidden (1920) [Dir]
  • What's Worth While? (1921) [Dir] [Prod]
  • What Do Men Want? (1921) [Dir] [Rot] [Prod]
  • Too Wise Wives (1921) [Dir] [Rot] [Prod]
  • The Blot (1921) [Dir] [Scr] [Prod]
  • A Chapter in Her Life (1923) [Dir] [Scr]
  • The Marriage Clause (1926) [Dir] [Scr]
  • Sensation Seekers (1927) [Dir] [Scr]
  • The Angel of Broadway (1927) [Dir]
  • White Heat (1934) [Dir]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Acker, Ally. Reel Women: Pioneers of the Cinema 1896–present). New York, 1991.
  • Foster, Gwendolyn Audrey. Women Film Directors: An International Bio-critical Dictionary. Westport, CT; London, 1995.
  • Koszarski, Richard. Hollywood Directors: 1914–1940. New York: Oxford University Press, 1976.
  • Lowe, Denise. An Encyclopedic Dictionary of Women in Early American films, 1895–1930. Routledge, 2005.
  • Norden, Martin F. The Birth Control Films of Margaret Sanger and Lois Weber.
  • Pendergast, Tom and Sara Pendergast, eds. International Dictionary of Films and Filmmakers, Vol. 2: Directors. Detroit, MI: 2000.
  • Stamp, Shelley. "'Exit Flapper, Enter Woman,' or Lois Weber in Jazz Age Hollywood". Framework (Fall 2010).
  • Stamp, Shelley. Lois Weber in Early Hollywood. University of California Press, May 2015. ISBN 9780520284463
  • Tibbetts, John C. and James M. Welsh. The Encyclopedia of Filmmakers. Vol. Two. New York, NY: 2002.
  • Unterburger, Amy L., ed. Women Filmmakers & Their Films. Detroit, MI; New York; and London, 1998.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Lois Weber

Referências

  1. a b c d Grand Prairie Public Library System (ed.). «Lois Weber Film Collection». Grand Prairie Public Library System. Consultado em 1 de abril de 2017 
  2. a b Encyclopedia.com (ed.). «Weber, Lois (1881–1939)». Encyclopedia.com. Consultado em 1 de abril de 2017 
  3. a b c d e f g h i j k l William D. Routt (ed.). «Lois Weber, or the exigency of writing». Screening the Past. Consultado em 1 de abril de 2017 
  4. a b Slide, Anthony (1996). The Silent Feminists. Hollywood: Scarecrow Press. p. 184. ISBN 978-0810830530 
  5. a b Dangerous Women Project (ed.). «Lois Weber, Early Hollywood's Forgotten Pioneer». Dangerous Women Project. Consultado em 1 de abril de 2017 
  6. «Awards for Lois Weber». Internet Movie Database. Consultado em 1 de abril de 2017 
  7. a b c Callahan, Vicki (2010). Reclaiming the Archive: Feminism and Film History. Detroit: Wayne State University Press. p. 473. ISBN 978-0814333006 
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  9. a b Tenth Census of the United States, 1880. (NARA microfilm publication T9, 1,454 rolls). Records of the Bureau of the Census, Record Group 29. National Archives, Washington, D.C. Source Citation: Year: 1880; Census Place: Allegheny, Allegheny, Pennsylvania; Roll: 1086; Family History Film: 1255086; Page: 339B; Enumeration District: 13; Image: 0686
  10. a b Highbeam.com (ed.). «Lois Weber profile». Highbeam.com. Consultado em 1 de abril de 2017 
  11. Tenth census of the state of Florida, 1935; (Microfilm series S 5, 30 reels); Record Group 001021; State Library and Archives of Florida, Tallahassee, Florida.
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  13. a b c Ward Mahar, Karen (2008). Women Filmmakers in Early Hollywood. Baltimore: Johns Hopkins University Press. p. 322. ISBN 978-0801890840 
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  16. a b c d e f g Beauchamp, Cari (1998). Without Lying Down: Frances Marion and the Powerful Women of Early Hollywood. Hollywood: University of California Press. p. 475. ISBN 978-0520214927 
  17. a b c d Heck-Rabi, Louise (1984). Women Filmmakers: A Critical Reception. Nova York: Scarecrow Press. p. 393. ISBN 978-0810816602 
  18. Antietam (ed.). «George Washburn Smalley». Antietam. Consultado em 1 de abril de 2017 
  19. a b c d e Jennifer M., Bean (2002). A Feminist Reader in Early Cinema. Durham: Duke University Press. p. 592. ISBN 978-0822329992 
  20. a b c d Blaché, Roberta e Simone (1996). The Memoirs of Alice Guy Blaché (The Scarecrow Filmmakers Series). França: Scarecrow Press. p. 212. ISBN B00DZMYCBI Verifique |isbn= (ajuda) 
  21. TCM (ed.). «"The Blot"». TCM. Consultado em 1 de abril de 2017