Lojas Marisa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Lojas Marisa
Marisa Lojas SA
Lojas Marisa.JPG
Filial no Natal Norte Shopping em Natal, RN
Slogan De mulher pra mulher, Marisa
Tipo Sociedade Anonima
Fundação 1948
Fundador(es) Bernardo Goldfarb
Sede São Paulo, Brasil
Locais Em todo o Brasil
Empregados 13.000
Produtos Varejo, Têxtil
LAJIR 208,7 milhões de reais (2010)[1]
Faturamento R$ 608,5 milhões
Página oficial www.marisa.com.br

Lojas Marisa é uma rede de lojas brasileira fundada em 1948 na cidade de São Paulo, capital do estado de mesmo nome, por Bernado Goldfarb.

História[editar | editar código-fonte]

O fundador da empresa acompanhou a rotina da loja de sapatos do seu pai desde menino. Seu pioneirismo resultou em sua primeira unidade da rede Marisa Bolsas, em 1948 vendendo pronta-entrega de estoques de grandes fabricantes a preços competitivos. Foi assim que o empresário encontrou seu nicho e seu público, dando origem ao processo de expansão a partir da Marisa Malhas, terceira loja do grupo. Hoje, a marca é uma empresa genuinamente brasileira, com foco na classe C e crescimento contínuo nos negócios, tornou-se referência na venda de moda para esta, que é a nova classe média. Com 407 lojas (29 de novembro de 2012) espalhadas no Brasil, a Marisa é a décima nona maior empresa varejista do país, segundo ranking do Ibevar em 2012, sendo que é a maior varejista brasileira especializada em moda feminina e íntima, enquanto a numero de lojas.[1]

A Marisa reportou prejuízo líquido de R$ 17,2 milhões no primeiro trimestre de 2016. Em junho de 2016 com um plano de profissionalização, o fundador Bernardo Goldfarb entregou o cargo de Presidente para Marcelo Pereira Araujo (ex-Grupo Libra, CSN e Natura), e passou a fazer parte do conselho de administração.

Venda direta[editar | editar código-fonte]

A rede varejista Marisa informou que decidiu encerrar operações com venda direta (vendas feitas diretamente por consultas e consumidores) para concentrar esforços da empresa em negócios mais maduros e reduzir custos, diante do aumento do nível de incerteza e da deterioração do cenário econômico atual.[2]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em março de 2010, a oficina de costura Dranys foi flagrada em uma fiscalização feita pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP) com condições de trabalho escravo. Foi descoberto que 94,5% do faturamento da Dranys, de janeiro de 2009 a fevereiro de 2010, foram obtidos com encomendas das Lojas Marisa. Segundo os fiscais, a Marisa era "inteiramente responsável pela situação encontrada".[3] A advogada Lia Meneleu Finza Favali, da Advocacia-Geral da União (AGU), pediu o cadastro da Marisa no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de empregadores flagrados com trabalho escravo, também chamada de "lista suja". Segundo a advogada, "ainda que não estivesse controlando o processo de produção, a pressão que eles [Lojas Marisa] exerciam na oficina [Dranys] era através do poder econômico".[4]

Nos tribunais, a Marisa questionou o funcionamento do cadastro no MTE dizendo: "[Os] critérios pelos quais uma empresa possa ser nela incluída, por entender que estes critérios afrontam os princípios constitucionais da ampla defesa, do devido processo legal e da presunção de inocência". Segundo o auditor fiscal Luís Alexandre Faria, "independentemente dessa disputa, o processo todo foi vitorioso porque a empresa está tomando as medidas necessárias" porém "não podemos simplesmente passar uma borracha no passado".[4] Em janeiro de 2013, a Justiça absolveu em primeira instância as Lojas Marisa, alegando que o fiscal de trabalho afrontou a legislação trabalhista, já que ele "extrapolou a sua competência de fiscalização ao considerar a relação de terceirização como se de emprego fosse".[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Lucro líquido da Marisa sobe 47,7% em 2010 - Empresas - EXAME.com». exame.abril.com.br. 2011. Consultado em 10 de agosto de 2011. 
  2. «Crise faz Marisa fechar lojas e encerrar operações de venda direta». G1. 2015. Consultado em 9 de março de 2016. 
  3. Maurício Hashizume (17 de março de 2010). «Escravidão é flagrada em oficina de costura ligada à Marisa». reporterbrasil.org. Consultado em 26 de setembro de 2016. 
  4. a b Stefano Wrobleski (10 de dezembro de 2012). «Para AGU, Marisa deve ser incluída na "lista suja" do trabalho escravo». reporterbrasil.org. Consultado em 26 de setembro de 2016. 
  5. Stefano Wrobleski (1 de fevereiro de 2013). «Justiça absolve Lojas Marisa em caso de trabalho escravo». reporterbrasil.org. Consultado em 26 de setembro de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]