Lolita (termo)

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Lolita é o apelido de uma das personagens principais do romance de Vladimir Nabokov, Lolita. O nome real de Lolita é Dolores, com quem o narrador, Humbert Humbert, desenvolve uma obsessão sexual.[1] No próprio livro, "Lolita" é especificamente o apelido de Humbert para Dolores. No entanto, "Lolita" e "loli" passaram a ser utilizados como uma referência geral a uma jovem mulher sedutora ou sexualmente atraente.

O termo lolita normalmente refere-se a uma menina ou jovem mulher que usa características de infantilidade com atitudes sensuais, e que pode aparentar ser mais madura mentalmente do que sua idade real indica, enfatizando a aparência de um comportamento sexualmente precoce.[2] Pode ser uma menina prepubescente ou pubescente que já é desejada por homens adultos e que pode se comportar sedutoramente diante deles.[3] No mercado da pornografia, lolita é usado para se referir a uma jovem, frequentemente aquela que alcançou recentemente a idade de consentimento, ou parece ser mais jovem do que a idade de consentimento.

De uma certa maneira, a estética lolita é baseada no erotismo. Uma lolita também é definida como uma menina cuja a aparência destaca a sexualização em uma idade bastante baixa. Em particular uma menina lolita, qualificada com menos de 14 anos vestindo roupas curtas e usando cosméticos para seduzir. O termo também é usado para descrever uma mulher adulta que se comporta ou se veste como uma adolescente ou menina.

Etimologia e termos relacionados[editar | editar código-fonte]

Ninfeta[editar | editar código-fonte]

Uma ninfeta é uma menina ou jovem mulher sexualmente atraente. O primeiro registro do uso do termo "ninfeta", definido pelo The Century Dictionary como "uma pequena ninfa", foi de Michael Drayton em Poly-Olbion I. xi. Argt. 171 (1612): "Das ninfetas esportivas lá Em Wyrrall, e em Delamere".

Em Lolita, "ninfeta" foi usado para descrever as meninas entre 9 e 14 anos com as quais o protagonista é atraído, uma ninfeta arquetípica sendo a personagem de Dolores Haze. Nabokov na voz de seu narrador Humbert, primeiro descreve essas ninfetas na seguinte passagem:

Quero agora expor uma ideia. Entre os limites de idade de nove e catorze anos, virgens há que revelam a certos viajores enfeitiçados bastante mais velhos do que elas, sua verdadeira natureza—que não é humana, mas nínfica (isto é, diabólica). A essas criaturas singulares proponho dar o nome de "ninfetas".

O leitor terá notado que substituo a noção de espaço pela de tempo. De fato, gostaria que ele visse "nove" e "catorze" como os pontos extremos—as praias refulgentes e os róseos rochedos—de uma ilha encantada onde vagam essas minhas ninfetas cercadas pelas brumas de vasto oceano.[1]

Para Humbert, um ninfolepto confesso, uma ninfeta está nos primeiros estágios da puberdade: "O estágio inicial do desenvolvimento da mama aparece mais cedo (10,7 anos)".[1] Quando ele encontra uma prostituta que alega ter 18 anos, Humbert não a considera mais uma ninfeta, embora seu corpo ainda é de certa forma infantil.[4]

Núbil[editar | editar código-fonte]

Núbil refere-se a uma jovem mulher que está pronta ou apta para o casamento em virtude da sua idade ou maturidade.[5] Nos últimos tempos, tem sido usado para se referir a uma jovem mulher sexualmente atraente.[6]

Acredita-se que os traços da palavra no inglês tem suas raízes em 1642 na referência de ser "casadoura" (como dito de uma mulher), a partir do francês nubile. Suas raízes históricas, porém, podem ser ainda atribuídas ao latim nubilis, também significando "casadoura", que é a partir da haste de nubere que significa "tomar como marido".

Em 1973 foi usado pela primeira vez no sentido de "sexualmente atraente".[7] A palavra pode referir-se a uma ninfeta no contexto de uma jovem mulher sexualmente atraente.

Fauno[editar | editar código-fonte]

O termo fauno, inventado por Nabokov e também utilizado por Humbert Humbert, é usado para descrever um menino em contrapartida de uma ninfeta, da mesma maneira que os faunos mitológicos eram homólogos das ninfetas. O termo aparece no romance duas vezes:

Quando eu e ela éramos crianças, não via em minha pequena Annabel uma ninfeta. Eu era um de seus pares, um jovem fauno por méritos próprios, habitando aquela mesma ilha de tempo fantasmagórico.

...deparei com os olhos negros e fixos de duas belas e estranhas crianças, um fauno e uma ninfeta, cujos traços idênticos (cabelos negros e lisos, rostos exangues) denotavam que eram irmãos ou mesmo gêmeos.[1]

O termo shōtarō foi retirado do personagem masculino Shōtarō (do mangá Tetsujin 28-go), cujo bishōnen encarnado formou o que se chama de "complexo de Shōtarō", colocando um nome a atração sexual por meninos menores de idade.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d Jorio Dauster. Lolita. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. ISBN 85-7164-400-4
  2. merriam-webster dictionary
  3. Lolita Definição no Urban Dictionary
  4. Nabokov, Vladimir. In: Alfred Appel. The Annotated Lolita. [S.l.]: Random House, 1991. ISBN 0679727299
  5. the free dictionary
  6. merriam-webster dictionary
  7. http://www.etymonline.com/index.php?search=nubile&searchmode=none

Ligações externas[editar | editar código-fonte]