Longomel

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde março de 2010). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Portugal Portugal Longomel 
  Freguesia  
Brasão de armas de Longomel
Brasão de armas
Longomel está localizado em: Portugal Continental
Longomel
Localização de Longomel em Portugal
Coordenadas 39° 20' 08" N 7° 59' 34" O
País Portugal Portugal
Concelho PSR.png Ponte de Sor
Administração
- Tipo Junta de freguesia
- Presidente Manuel Martins de Matos Cunca (PS)
Área
- Total 46,19 km²
População (2011)
 - Total 1 228
    • Densidade 26,6 hab./km²
Código postal 7400-454
Orago Nossa Sra. da Oliveira
Website cm-pontedesor.pt
www.distritosdeportugal.com

Longomel é uma freguesia portuguesa do concelho de Ponte de Sor, com 46,19 km² de área e 1 228 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 26,6 hab/km².

As aldeias que pertencem a freguesia de Longomel são: Rosmaninhal, Longomel, Escusa, Tom e Vale do Arco.

Localização no Concelho de Ponte de Sor

População[editar | editar código-fonte]

Nº de habitantes [1]
1991 2001 2011
1 578 1 494 1 228

Freguesia criada pela Lei nº 47/84, de 31 de Dezembro, com lugares desanexados da freguesia de Ponte de Sor

História[editar | editar código-fonte]

Por uma sentença de 13 de Dezembro de 1327, foi julgado que a aldeia de Lagomel, termo de Abrantes, pertencia a el-Rei D. Dinis. Em 19 de Dezembro de 1327 foi publicada uma carta na qual se diz que a Vila de Abrantes podia tomar posse de Lagomel. D. Dinis confirmou a posse da aldeia na sua pessoa e deu jurisdição à Vila de Abrantes para a engrandecer.

Essa posse, mais tarde, foi ter às mãos do duque de Bragança que, com Margem (Gavião), formou um concelho subordinado a Vila Viçosa.

A actual Longomel teria tido origem no lugar do Cabeço, que ficaria separada pelo ribeiro da aldeia.

No chamado Vale da Igreja, entre a ribeira de S. Bartolomeu e Vale de Gaviões, existia, na Idade Média, o concelho de Margem e Longomel, isto segundo Primo Pedro da Conceição, no seu livro Cinzas do Passado.

A associação destes dois lugares levou à criação do Julgado de Margem e Longomel. Esta nova designação acabou por substituir a de concelho.

Reza a história que devido a uma sentença judicial de Dezembro de 1327, de Afonso IV, a aldeia de Longomel pertencia ao termo de Abrantes.

Conta Manuel Pestana, no seu livro O Julgado de Margem e Longomel que,

Foi no século XVIII que se deram os primeiros aforamentos e se começa a definir, com maior exactidão, as dimensões geográficas deste termo.

A história da freguesia de Longomel está intimamente ligada ao concelho de Gavião até ao dia 26 de Setembro de 1895.

No cadastro da população de 1527, as duas povoações, Margem e Longomel, formavam um concelho incluído nas terras pertencentes ao duque de Bragança.

Em 1758, o pároco de Ponde de Sor diz que Longomel é uma aldeia do termo de Ponte de Sor.

Em 1762 Longomel e Margem aparecem como vilas e, em 1811, subordinadas à comarca de Vila Viçosa.

Em 1826, o concelho de Margem tem 96 fogos e o seu orago é Nossa Senhora da Graça. Seis anos depois aparece o concelho de Longomel na comarca de Portalegre, província do Alentejo, capital Évora. Em 1835 figura no julgado do Crato, com 101 fogos, mas nesse ano foi extinto e em 1842 encontram-se as duas povoações fazendo parte do concelho do Gavião.

Depois da extinção do concelho de Margem e Gavião, Longomel transitou oara Ponte de Sor.

Actualmente é das mais jovens freguesias do concelho de Ponte de Sor, criada em 1984 por desmembramento da freguesia de Ponte de Sor.[2]

Economia[editar | editar código-fonte]

A construção civil, a agricultura (principalmente o tabaco, cortiça e azeitona), a indústria do carvão vegetal e o turismo rural são as principais actividades económicas da freguesia.

Equipamentos[editar | editar código-fonte]

  • Extensão de Saúde de Longomel
  • EB 1/JI de Longomel
  • Junta de Freguesia de Longomel
  • Multibanco da Junta de Freguesia de Longomel

Tradições e Património[editar | editar código-fonte]

A Casa[editar | editar código-fonte]

As casas mais antigas que ainda existem em Longomel, eram feitas de taipa, uma técnica que consiste em colocar terra entre taipas de madeira e bater com um maço.

As janelas são poucas ou nenhumas. O chão é feito de ladrilhos são feitos de barro cozido, o que foi gradualmente sendo substituído por cimento. O telhado original é o de telhas de canudo. As chaminés são largas e serviam para secar a carne.

Quanto à divisão da casa, a sala de entrada servia de cozinha. À parte desta divisão, havia ainda mais dois quartos.

As casas mais ricas distinguiam-se das outras pelas barras amarelas ou azuis à volta das portas e janelas.

A Casa Rebela e o Casão[editar | editar código-fonte]

Na altura da apanha da azeitona, vinham ranchos de fora trabalhar por conta da Casa Rebela. No Casão faziam-se grandes lumes para os trabalhadores se aquecerem, para se cozinhar a comida e enxugar-se as roupas nos dias de chuva.

Moinho de Vento[editar | editar código-fonte]

O moinho de vento é constituído por um poço fundo com arames, ferro, canos e pás. A força do vento fazia girar as pás que retiravam a água do poço que seguia pela calha que conduzia a água para o Monte Novo.

Culinária[editar | editar código-fonte]

Migas à Florinda[editar | editar código-fonte]

Pão de milho; Azeite; Açucar (facultativo).

Num tacho, põe-se um pouco de azeite. Junta-se o miolo do pão de milho muito bem esfarelado e as côdeas cortadas em tiras finas. Mexe-se muito bem durante alguns minutos. No fim, pode juntar-se algum açúcar.

Couve com feijão[editar | editar código-fonte]

Couve; Feijão de cor; Batata; Azeite e sal.

Põe-se o feijão de molho de véspera e coze-se numa panela de barro. Migam-se as couves miudinhas. Cortam-se as batatas em pequenos pedaços. Coloca-se uma panela ao lume e, quando a água estiver a ferver, junta-se as couves. Depois de cozidas, escorrem-se e junta-se-lhes o feijão que foi parcialmente desfeito com uma colher de pau e as batatas.

Lendas[editar | editar código-fonte]

Igreja[editar | editar código-fonte]

Segundo o Sr. António de Matos Lopes, de Longomel, quando se foram abrir os alicerces para construir a igreja, encontraram-se duas grandes talhas de barro enterradas na terra. Reza da lenda que essas talhas eram dos mouros que, no tempo da guerra, aí tinham escondido os seus mantimentos e vestuário.

Os Cachamelos[editar | editar código-fonte]

Diz a dona Iria Matos do lugar de Cabeço que:

Referências

  1. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  2. NUNES, Carla, (referência incompleta).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]