John Dalberg-Acton, 1.º Barão Acton

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Lord Acton

John Emerich Edward Dalberg-Acton, 1º barão Acton, KCVO, DL (Nápoles, 10 de janeiro de 1834Tegernsee, 19 de junho de 1902), foi um historiador britânico.

Foi director da revista católica The Rambler desde 1859. Opôs-se ao Syllabus, documento de oitenta pontos, publicado pela Santa Sé em 1864, durante o papado de Pio IX. Também foi contrário ao dogma da Infalibilidade papal, embora tenha acabado por aceitá-lo, ao ser promulgado por Pio IX, em 1870, por ocasião do Concílio Vaticano I.[1]

Como Regius Professor da Universidade de Cambridge (1895), preparou a famosa História Moderna de Cambridge.

Pensamento[editar | editar código-fonte]

No pensamento de Lord Acton, o processo histórico desenvolve-se orientado pela liberdade humana ou livre-arbítrio, no sentido de uma liberdade cada vez maior. A defesa desta última é um imperativo moral: se o poder político se arroga o direito de comandar os atos dos homens, ele os priva de sua responsabilidade.

Acton considera que a noção de liberdade é mais uma contribuição cristã do que greco-romana, pois o cristianismo teria revelado esse conceito em sua plenitude ao mostrar sua indissociabilidade da ideia de responsabilidade. Intimamente associada à responsabilidade, a liberdade é uma condição necessária para atingir fins espirituais elevados. Lord Acton afirma, dessa forma, que "a liberdade não é um meio para atingir um fim político mais elevado. Ela é o fim político mais elevado. Não é para realizar uma boa administração pública que a liberdade é necessária, mas sim para assegurar a busca dos fins mais elevados da sociedade civil e da vida privada".

No que concerne à teoria política pura, Lord Acton concebeu uma distinção importante entre duas questões essenciais:

"Quem detém o poder político?" e "quais são os poderes do estado?" A primeira refere-se à oposição entre democracia e regime autoritário, ao passo que a segunda objetiva distinguir entre o liberalismo e o que se chamará mais tarde totalitarismo.

Ele também foi um importante ativista contra o mercado financeiro.[2]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Em 1791, o avô de Lord Acton, Almirante Sir John Acton, 6º Baronete acabou por herdar o título de baronete e as propriedades da família, em Shropshire, as quais estavam anteriormente nas mãos do ramo inglês da família Acton. Sir John Acton representou um ramo novo que anteriormente se havia transferido para a França e depois para a Itália. Todavia, com a extinção do ramo mais antigo, o almirante veio a se tornar o chefe da família. Seu filho mais velho, Richard, casou-se com Marie Louise Cilene, a filha e herdeira de Emirec Josef Wolfgang Heribert (1 °duque de Dalberg), um nobre francês naturalizado, pertencente a uma antiga linhagem alemã, que serviu ao exército de Napoleão e representou Luis XVIII no Congresso de Viena em 1814. Depois da morte de Richard Acton, em 1837, ela se tornou a esposa de George Leveson-Gower, 2° conde de Granville, em 1840.

Referências

  1. Catholic Encyclopedia. "John Emerich Edward Dalberg Acton, Baron Acton".
  2. As quoted in Maxed Out : Hard Times, Easy Credit, and the Era of Predatory Lenders (2007) by James D. Scurlock

Escritos, conferências e discursos[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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