Lou Marinoff

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Lou Marinoff (1952-), canadense, doutor em Filosofia da ciência, pela Universidade de Londres, é o criador do movimento de aconselhamento filosófico, prática que vem se desenvolvendo desde 1994 e que já reúne mais de 500 filósofos no mundo.

É autor do livro Mais Platão, Menos Prozac, grande sucesso no mundo literário filosófico, nos últimos anos, lançando recentemente o livro Pergunte a Platão.

Mais Platão, menos Prozac[editar | editar código-fonte]

Marinoff aborda questões do quotidiano tentado por meio do chamado aconselhamento filosófico produzir uma filosofia que possa ser posta em prática no dia-a-dia. O livro foi best-seller na Europa e na América Latina, tendo boa recepção do público leigo. Paulo Coelho se refere a Lou Marinoff como "um peregrino, sempre pronto a contar uma história que não foi contada, sempre pronto a correr riscos que não foram enfrentados."

A obra destina-se aquelas pessoas que sentem desconfortos em suas vidas que não são tão significativo a ponto de procurar um analista. Assim, Marinoff busca auxiliar (tanto seus pacientes quanto seus leitores) a encontrar uma "filosofia de vida" a qual preencha as lacunas onde não adentram a diagnose, seja da psicologia ou da psiquiatria. Para Marinoff, a filosofia, na forma de livros ou dos profissionais dela, podem "aconselhar" as pessoas para que vivam melhor. Ele também se opõe a banalização diagnóstica da psiquiatria, que é descrita de maneira simplista e sem conhecimento. Lendo-o, reconhece-se pontos comuns entre as grandes correntes filosóficas, incluindo o budismo e os ensinamentos de Jesus Cristo, embora este não seja citado.

O canadense falha, porém, ao transpor máximas de filósofos para a contemporâneidade sem qualquer trabalho intermédio, diminuindo o rigor filosófico às banalidades da auto-ajuda. Ao combater os excessos da psiquiatria também demonstra desconhecer o básico no seu próprio campo: recorta pensamentos distintos e usa-os sem qualquer responsabilidade, ignorando preceitos óbvios da história do pensamento e seus dilemas, que podem sim nos ensinar sobre o quotidiano, mas não se limitam a ele. O livro foi ignorado por toda a comunidade acadêmica séria, sendo mais interessante para aqueles que sentem necessidade de "ser aconselhados". É, porém, irrelevante e até nocivo para os que buscam seriamente o conhecimento ou estão cansados de receitas superficiais sobre como viver nossas vidas.

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