Lourival Fontes

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Lourival Fontes
Nascimento 20 de julho de 1899
Riachão do Dantas
Morte 6 de março de 1967 (67 anos)
Cidadania Brasil
Cônjuge Adalgisa Nery
Ocupação jornalista, diplomata, político

Lourival Fontes (Riachão do Dantas, 20 de julho de 18996 de março de 1967) foi um jornalista e político brasileiro, melhor conhecido por ter sido o ministro de propaganda (Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP) do presidente Getúlio Vargas, entre 1934 e 1942.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Riachão do Dantas (SE), em 1899. iniciou sua carreira jornalística em 1914, Jornalista, colaborou em diversos jornais de Sergipe e Bahia. trabalhando para o Jornal do Povo, de Aracaju. Em 1922 graduou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Aproximando-se de Getúlio Vargas, apoiou a Aliança Liberal. Após fundar a revista Hierarquia, de cunho fascista, em 1931, foi nomeado funcionário da prefeitura do Rio de Janeiro, durante a gestão de Pedro Ernesto.

Membro da Sociedade de Estudos Políticos, da qual emanaria a Ação Integralista Brasileira (AIB), Fontes foi nomeado por Vargas diretor do Departamento de Propaganda e Difusão Cultural (DPDC) em 1934. Tal órgão foi criado às vésperas da Constituição de 1934 e tratava da difusão e do controle dos meios de comunicação para propaganda do governo. Como esperado, Fontes apoiou a instauração do Estado Novo, em 1937. Continuou dirigindo, até 1942, o DPDC, que teve sua denominação modificada duas vezes — para "Departamento Nacional de Propaganda" e, depois, para "Departamento de Imprensa e Propaganda" — e sua capacidade de ação ampliada, tendo censurado a imprensa em prol de Vargas.[2]

Em 1945 Lourival Fontes foi nomeado embaixador brasileiro no México, tendo pedido exoneração deste cargo com o final do Estado Novo. Mais tarde, ele participou da bem-sucedida campanha de Vargas à presidência e foi nomeado chefe do Gabinete Civil. Contudo, em razão do suicídio de Vargas, abandonou o posto para concorrer ao Senado por seu estado natal. Foi eleito e cumpriu mandato até 1963.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Em 1940 casou com a escritora Adalgisa Nery, viúva do pintor surrealista Ismael Nery.

Referências


Precedido por
José Pereira Lira
Ministro do Gabinete Civil da Presidência da República
1951 — 1954
Sucedido por
José Monteiro de Castro