Luís, Grande Delfim de França

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Luís
Delfim da França
Esposa Maria Ana Vitória de Baviera
Descendência
Luís, Duque da Borgonha
Filipe V de Espanha
Carlos, Duque de Berry
Casa Bourbon
Pai Luís XIV de França
Mãe Maria Teresa da Espanha
Nascimento 1 de novembro de 1661
Palácio de Fontainebleau, Fontainebleau, França
Morte 14 de abril de 1711 (49 anos)
Castelo de Meudon, Meudon, França
Enterro 28 de abril de 1711
Basílica de Saint-Denis, Saint-Denis, França
Religião Catolicismo
Assinatura
Brasão

Luís (Fontainebleau, 1 de novembro de 1661Meudon, 14 de abril de 1711) foi o filho mais velho e herdeiro aparente do rei Luís XIV de França, recebendo o título de Delfim da França. Ele mais tarde ficou conhecido como o Grande Delfim depois do nascimento de seu primeiro filho Luís, Duque da Borgonha. Ele morreu de varíola aos 49 anos de idade.

Seus avós paternos eram Luís XIII da França e Ana da Áustria, e os maternos eram Filipe IV da Espanha e Isabel da França. Esta era uma irmã mais nova de Luís XIII, enquanto que Filipe IV era irmão de Ana da Áustria; assim, os pais de Luís eram primos carnais.

Teve por professor o muito severo duque de Montausier e por tutor o bispo Condom. Foi um aluno aplicado, mas recebeu uma educação que lhe ensinou mais a obediência a seu pai que a arte de governar os Reinos. Os seus tutores em contrapartida transmitiram-lhe o gosto das antiguidades (medalhas, inscrições, escultura). Monseigneur tinha começado a colecionar quando tinha vinte anos, e apreciava particularmente as gemas.

Embora lhe tivesse sido permitido assistir à primeira reunião e mais tarde participar do Conseil du Roi, Luís não teve um papel importante na política francesa, mas, devido ao fato de ser o herdeiro de Luís XIV, esteve constantemente rodeado por conspiradores almejando proeminência no futuro. Seu envolvimento na política internacional foi limitado a um pequeno papel na Guerra da Sucessão Espanhola, em que abdicou de seus direitos ao trono espanhol (herdados de sua mãe) em favor de seu segundo filho, Filipe, duque de Anjou.

Além de assegurar a continuação dos Bourbon na França (Luís XV era seu neto) e o estabelecimento desta dinastia na Espanha (através de Felipe de Anjou), ele se dedicou a atividades mais amenas e era estimado por sua magnífica coleção de arte em Versalhes e em seu estabelecimento particular em Maudon. Dizia-se que ele caçou todos os lobos até a extinção na Ilha de França.

Durante a Guerra da Grande Aliança, ele foi enviado em 1688 para frente de batalha na Renânia. Antes de sair de Versalhes, Luís foi assim instruído por seu pai: <<Ao enviar você para comandar o meu exército, estou lhe dando uma oportunidade de provar o seu mérito; ir e mostrar a toda a Europa, que quando eu morrer eles nem vão ter notado que o rei está morto.>>

Luís conseguiu, sob a tutela do Marechal de Duras e de Sébastien Le Prestre de Vauban, atravessar o rio Reno e tomar a cidade de Philippsburg, que era cercada por pântanos. Luís mostrou sua coragem quando visitou os soldados nas trincheiras sob fogo pesado para observar o progresso do sítio. Montausier, o seu ex-professor, escreveu para ele dizendo: <<Não vou cumprimentar você, pela a obtenção de Philippsburg, você tinha um bom exército, bombas, canhões e Vauban. Não vou cumprimentar você porque você é corajoso. Essa força é hereditária. Mas fico satisfeito com o que você tem sido: liberal, generoso, humano, e reconheço estes serviços que você fez bem>>. A tomada de Philippsburg impediu o exército do Sacro-Império de atravessar o Rio Reno e invadir a Alsácia.

A posição que Luís ocupava no Conseil du Roi lhe deu uma oportunidade de ser ouvido no ano das crises que levaram à Guerra da Sucessão Espanhola. De sua mãe, Luís tinha direitos e reivindicações ao trono espanhol. Seu tio Carlos II de Espanha não tinha um herdeiro a quem ele podia passar o trono. A escolha de um sucessor foi basicamente dividida entre os franceses e austríacos, pois ambos reivindicavam o trono. A fim de melhorar as chances de uma sucessão de sua dinastia (Bourbon), Luís desistiu dos seus direitos ao trono em favor de seu segundo filho, Felipe, Duque de Anjou (mais tarde, Felipe V da Espanha), que, por não ser o primogênito, não era previsto que este herdasse o trono francês, mantendo assim, a França e a Espanha separadas.

Em 1680, Luís havia se casado com Maria Ana da Baviera; eles tiveram três filhos:

Precedido por
Luís de Bourbon
Futuro Luís XIV de França
Blason province fr Dauphine.svg
Delfim da França

16611711
Sucedido por
Luís de Bourbon
Duque da Borgonha


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