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Luís Augusto Palmeirim

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Luís Augusto Palmeirim
Nascimento
Morte
4 de dezembro de 1893 (72 anos)

Lisboa, Portugal
NacionalidadePortugal Portuguesa
OcupaçãoPoeta
Movimento literárioUltra-romantismo

Luís Augusto Xavier Palmeirim (Lisboa, 9 de Agosto de 1825 - ibid., 4 de Dezembro de 1893), também conhecido por Luís Xavier Palmeirim, foi um escritor e político português do século XIX.

Frequentou o Colégio Militar.

Defendendo as suas posições políticas foi deputado e tomou parte na rebelião da Maria da Fonte, entre 1846 e 1847, ao serviço da Junta do Porto, contra a ditadura de Costa Cabral[1].

A partir de 1878, foi director do Conservatório de Lisboa. Pertenceu à geração romântica do Trovador 1848.

Jornalista, tradutor, crítico, contista, dramaturgo e poeta ultra-romântico, exalta na sua poesia os tipos anárquicos, anti-sociais.

É caricata notícia de 1845 o facto de um seu manuscrito ter sido devorado por ratos. Tendo-o deixado à noite no Botequim Marrare, para ler a amigos no dia seguinte, teria sido guardado no armário de pão, findando sob o fio de dentes roedores. Tal inusitado fim para o Viagem à roda do meu quintal, escrito no estilo de Viagem à roda do meu quarto, reportadamente ter-lhe-ia causado forte vontade de rir.[2]

Foi colaborador do periódico O Panorama[3] (1837-1865), bem como do semanário Ilustração Luso-Brasileira [4] (1856-1859), da Revista Contemporânea de Portugal e Brasil [5] (1859-1865), da revista O Ocidente (1878-1909) e do periódico Lisboa creche: jornal miniatura[6] (1884).

Em 1949 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o escritor dando o seu nome a uma rua junto à Avenida da Igreja, em Alvalade.[7]

Bibliografia

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  • Poesias (1851, colectânea de poesia)
  • O Sapateiro de Escada (1856, comédia)
  • Como se Sobe ao Poder (1856, comédia)
  • A Domadora de Feras (1857, comédia)
  • Alguns factos militares portuguezes no século XVIII (1873, não-ficção)
  • Cartas da Ericeira (1874, Crónica)
  • Portugal e os seus Detractores (1877, ensaio)
  • Galeria de Figuras Portuguesas (1879, não-ficção)
  • Os Excêntricos do meu Tempo (1891, não-ficção)

Referências

Ligações externas

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