Luís Gonzaga Bergonzini

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Dom Luís Gonzaga Bergonzini
Bispo da Igreja Católica
Bispo Emérito da Diocese de Guarulhos
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 29 de junho de 1959
Ordenação episcopal 7 de fevereiro de 1992
Brasão episcopal
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Dados pessoais
Nascimento São João da Boa Vista, (SP)
20 de maio de 1936
Morte Guarulhos, (SP)
13 de junho de 2012 (76 anos)
Bispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Dom Luís Gonzaga Bergonzini (São João da Boa Vista, 20 de maio de 1936Guarulhos, 13 de junho de 2012) foi um bispo católico brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi ordenado padre em 29 de junho de 1959 e apontado bispo da Diocese de Guarulhos em 4 de dezembro de 1991 até 23 de novembro de 2011, quando foi nomeado seu sucessor, dom Joaquim Justino Carreira.

Foi eleito pela revista Época um dos cem brasileiros mais influentes em 2010.[1] Em 19 de julho de 2010, pediu, através do site da CNBB que os católicos não votassem em Dilma Roussef nas eleições de 2010, por ela defender o aborto; ele chegou a imprimir dois milhões de panfletos contra a candidata.[2] Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, também afirmou que "o ideário do PT é muito perigoso".[3] Anteriormente, ele já havia orientado os padres de Guarulhos a se manifestarem nas missas contra o voto em Dilma nas eleições de 2010.[4]

Em 2012, passou a ter problemas com a pneumonia e em 21 de maio adentrou a UTI do Hospital Stella Maris, em Guarulhos. O caso agravou para embolia pulmonar e o falecimento veio em 13 de junho de 2012.

No seu Testamento Espiritual, escrito em 11 de março de 2009, por ocasião de seus 50 anos de sacerdócio, deixou explícita sua vocação, a alegria de ser sacerdote e sua devoção a Jesus Cristo e Nossa Senhora da Imaculada Conceição.

Testamento Espiritual de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini[editar | editar código-fonte]

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, Amém.

Às vésperas de completar 50 anos de Vida Sacerdotal — fui ordenado Presbítero aos 29/06/1959 —, já com 72 anos de idade, sentindo que estou cada vez mais perto de meu encontro com o Pai, a seu chamado, quero reafirmar com todo meu ardor minha fé no Pai que me criou, no Filho que me salvou e no Espírito Santo que me consagrou pelo Batismo, pela Crisma e pelo Sacramento da Ordem no seu mais alto grau, o Episcopado.

Reafirmo minha fé em tudo quanto Cristo Jesus nos revelou e confiou à Igreja por Ele fundada, a Igreja Católica, Apostólica Romana, verdadeira depositária da Revelação Escrita e Oral.

Assim sendo, reafirmo a minha Fé não só nas Escrituras Sagradas dos dois Testamentos, como também na Tradição Católica exercida pelo Magistério da Igreja, em tudo o que ela propõe à nossa fé. Em especial quero manifestar minha devoção e obediência ao Santo Padre o Papa, Cristo visível na terra.

Peço a Deus perdão de meus pecados e infidelidades. Num retrospecto de minha vida, tenho consciência de que poderia ter sido melhor, menos pecador e infelizmente não fui. Peço a Deus, que é Pai e rico em misericórdia, conceda-me o seu perdão.

Peço perdão a todos que, seja por palavras, seja por atitudes, eu tenha ofendido. A todos peço perdão. Não guardo ressentimento de quem quer que seja e se alguém se julgar culpado de algo, sinta-se totalmente perdoado.

Aos meus queridos padres, “fiéis colaboradores” do meu ministério, menina de meus olhos, que sempre constituíram minha maior preocupação, peço perdão se, — no desejo de vê-los cada vez mais “padres”, mais “pastores”, mais zelosos, mais apostólicos, mais santos — tenha exagerado no meu zelo, chegando a magoá-los com minhas palavras ou atitudes. Peço que sejam misericordiosos comigo e me perdoem. Podem crer, posso ter errado, sim, mas com uma vontade de acertar, fazer a vontade de Deus e ser fiel à minha missão. Se alguma vez dei mau exemplo, perdoem-me.

Às Religiosas, esposas de Cristo, sempre solícitas pelo meu bem, que Deus as recompense por todo bem que me fizeram. Alem disso, confiou em suas preces, em sufrágio de minha alma.

Aos queridos seminaristas deixo esta mensagem-testemunho: “Vale a pena ser padre”, desde que segundo o coração de Deus. Coragem, não se deixem vencer pelo cansaço e nem desanimem diante das dificuldades — o caminho de seguimento de Cristo é cheio de pedras e espinhos; Ele não prometeu facilidades a quem quisesse segui-Lo, ao contrário, sentenciou: “quem quiser me seguir, tome a sua cruz e siga-me”. Rezem, estudem, enfrentem as dificuldades. Tenham grande amor à Eucaristia que é a maior riqueza do sacerdócio e sejam devotos da Virgem Santíssima, Mãe dos sacerdotes.

Recomendo-me à Santíssima Virgem, “Imaculada Conceição” que me acompanhou em toda a minha formação presbiteral no Seminário menor “Maria Imaculada” de Ribeirão Preto, durante seis anos; no Seminário maior “Imaculada Conceição” do Ipiranga, nos estudos de Filosofia e Teologia. Por gratuidade de Deus, Ele me quis Bispo da Diocese de Guarulhos, dedicada à Imaculada Conceição”. Assim como ela, sempre unida a Cristo, recebeu-O morto em seus braços, que Ela me receba em seus braços quando o Pai me chamar.

A todos: padres, religiosos(as), seminaristas, a todos os diocesanos e amigos, peço a caridade de suas preces em sufrágio de minha alma e peçam a Deus que seja misericordioso comigo, recebendo-me em sua glória.

Guarulhos, 11 de março de 2009.

+ LUIZ GONZAGA BERGONZINI, Bispo de Guarulhos

Esclarecimento: Dom Luiz Gonzaga Bergonzini deixou seu Testamento Espiritual, redigido em 11 de março de 2009, por ocasião dos seus 50 anos de sacerdócio, em envelope lacrado, para ser aberto após a sua morte. O Testamento Espiritual foi aberto em 18.06.2012, num ato solene realizado por sua Exa. Revma. Dom Joaquim Justino Carreira, Bispo Diocesano de Guarulhos, na presença dos familiares de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini. Na Missa de Sétimo Dia, no mesmo dia 18.06.2012, Dom Joaquim Justino Carreira, em sua homilia, leu o Testamento Espiritual de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, tornando-o público, e determinou que fosse divulgado por todas as formas possíveis. (Esclarecimento publicado pelo padre Berardo Graz em 21.06.2012.)[5]

Referências

  1. «Os 100 brasileiros mais influentes de 2010». Época. 11 de dezembro de 2010. Consultado em 24 de fevereiro de 2011 
  2. Adriana Vandoni (23 de outubro de 2010). «Dom Luiz Gonzaga Bergonzini: "O lobo perde o pêlo, mas não perde o vício. Ela não é confiável"». Porsa e Política. Consultado em 22 de fevereiro de 2011 
  3. Lima, Daniela (29 de outubro de 2010). «Bispo que encomendou panfletos anti-Dilma se diz aliviado com declaração do papa». Folha de S.Paulo. Consultado em 24 de fevereiro de 2011 
  4. Iara Lemos e Ardilhes Moreira (22 de julho de 2010). «Bispo de Guarulhos orienta padres a pregar nas missas voto contra Dilma». G1. Consultado em 24 de fevereiro de 2011 
  5. Blog Dom Luiz Bergonzini. Acesso em 28 de agosto de 2014 (http://www.domluizbergonzini.com.br/2012/06/testamento-espiritual-dom-luiz-gonzaga.html)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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