Luís Mendes de Vasconcelos

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Luís Mendes de Vasconcelos.

Luís Mendes de Vasconcelos (Évora, c. 1542/1543 ou 1550 – Ilha de Malta, 7 de março de 1623 ou c. 1630)[1] foi um militar, escritor e político português que viveu na segunda metade do século XVI e primeira metade do século XVII.

Biografia[editar | editar código-fonte]

D. Frei Luís Mendes de Vasconcelos era filho de Francisco Mendes de Vasconcelos (irmão mais novo de Luís da Costa) e de sua mulher Isabel Pais de Oliveira e neto paterno de Cristóvão Nunes da Costa, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Évora, e de sua mulher Catarina Mendes de Vasconcelos.

Professou como Freire Cavaleiro da Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta a 12 de Setembro de 1571. As Provanças da sua antiga Nobreza foram tiradas pelo Prior do Crato, D. António de Portugal.[1]

Fez a Guerra do Levante, com D. João de Áustria, do qual foi Embaixador.[1] Foi Capitão da galé Esperança, nas Armadas do Oriente, durante dois anos, e na Batalha de Chaca, saltando em terra, obrou prodígios de bravura, saindo com 28 feridas, que lhe puseram a vida em perigo.[2]

Em 1589 veio a Portugal como Recebedor das Comendas da Ordem, seguindo para Roma, para os Estados Pontifícios, como Embaixador de Malta. O Pontífice, o Papa Sisto V, ofereceu-lhe a Bailia de Áquila, que recusou.[3]

Feito Conservador da Ordem em 1600, passou a General das Galés em 1613. Acossou os Turcos do Império Otomano em vários recontros, dos quais saiu sempre vitorioso,[3] e destacou-se como Capitão-Mor de diversas Armadas.[4]

Foi, depois, Bailio de São João de Acre, Comendador de Montoito e Elvas, que trocou com a Comenda de Vera Cruz. Por graça especial, teve as Comendas de Vila Cova, Rossas, Frossos e Algoso. O Rei D. Filipe II de Portugal quis nomeá-lo Comendador de Santarém e Pontével, que rejeitou em favor do seu antigo camarada António Pereira de Lima.[3] Foi, igualmente, Cavaleiro e Comendador da Ordem de Cristo.[4]

Foi Governador de Angola entre 1617 e 1621. Em 1618, sufocou a revolta do régulo de Matamba, irmão da Rainha N'Ginga.

Finalmente, a 17 de Setembro de 1622, foi eleito 55.º Grão-Mestre da Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, sendo o 3.º Português.[3] [4]

Escreveu Do sítio de Lisboa: diálogos em 1608 e Arte militar, em 1612.

Foi pai de Joane Mendes de Vasconcelos, igualmente ilustre General do tempo da Guerra da Restauração[5] .

Referências

Precedido por
Manuel Cerveira Pereira
Governador e Capitão-General de Angola
16171621
Sucedido por
João Correia de Sousa
Precedido por
Alof de Wignacourt
Grão-Mestre da Ordem dos Hospitalários
16221623
Sucedido por
Antoine de Paule