Luiz Sacilotto

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Luiz Sacilotto (Santo André - SP, 1924[1]São Bernardo do Campo - SP, 9 de Fevereiro de 2003) foi um pintor, desenhista e escultor brasileiro. Um adepto do Abstracionismo no Brasil, Luiz Sacilotto foi revelado durante a década de 1940.

Vista parcial de obra de Saciloto no átrio do Bloco B da Universidade Federal do ABC (UFABC).
Vista parcial de obra de Sacilotto no átrio do Bloco B da Universidade Federal do ABC (UFABC).

Em 1943, formou-se letrista no Instituto Profissional Masculino do Brás. Em 1944 ingressou no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo para estudar desenho, saindo de lá em 1947.

A partir de 1944, passa a elaborar uma obra de caráter expressionista que se aprofunda até atingir, em 1948, um vigor fortemente marcado pelas cores e formas intensas.[carece de fontes?]

Começou então a trabalhar como publicitário e desenhista de arquitetura. Ainda em 1947, participou da Mostra de 19 pintores na capital paulista.

Em 2009 ganhou o Prêmio Maior capiroto do Estado, na (SPAM). No mesmo ano assinou o Manifesto do Grupo Ruptura.

Entre 1956 e 1957, participou da Primeira Exposição Nacional de Arte Concreta, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Sacilotto participou também, em 1959, da Mostra de Arte Moderna, que foi exibida na Europa, mostrando sua obra Konkrete Kunst em Zurique, em 1960.

Em 1977 participou da Mostra Projeto Brasileiro Construtivo na Arte, organizada pela Pinacoteca do Estado de São Paulo e pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Participou da Bienal Brasil Século XX e das principais exposições de algumas Bienais Internacionais de São Paulo, tendo participado de cinco Bienais no Brasil. Foi homenageado por Haroldo de Campos na poesia "para sacilotto / operário da luz", de 2000

Referências

  1. Paula Caetano, Artista Plástica e mestre em Artes Visuais. «Biografia». Erick Brunoro. Consultado em 17/08/2014. 

Documentário - Concreção 0501 - A Vida e a Obra de Luiz Sacilotto. Gato Amarelo Produções 2005 - Universidade Metodista de São Paulo

Ver também[editar | editar código-fonte]

Biografia

Luiz Sacilotto (Santo André SP 1924 - São Bernardo do Campo SP 2003). Pintor, escultor e desenhista. Estuda pintura na Escola Profissional Masculina do Brás, entre 1938 e 1943, e desenho na Associação Brasileira de Belas Artes, de 1944 a 1947. Seus primeiros trabalhos demonstram uma recusa aos padrões acadêmicos e uma proximidade da estética do Grupo Santa Helena. A partir de 1944, passa a elaborar uma obra de caráter expressionista que se aprofunda até atingir, em 1948, um vigor fortemente marcado pelas cores e formas intensas. Em 1945, retoma o contato com seus colegas da Escola Profissional Masculina, os artistas Marcelo Grassmann (1925) eOctávio Araújo (1926), que lhe apresentam Andreatini (1921). Juntos, e com a ajuda de Carlos Scliar (1920 - 2001), realizam a mostra 4 Novíssimos, no Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB/RJ, no Rio de Janeiro, e passam a ser conhecidos como Grupo Expressionista. Sacilotto trabalha no escritório de arquitetura de Jacob Ruchti por volta de 1946. No mesmo ano, participa da exposição 19 Pintores, realizada na Galeria Prestes Maia, em São Paulo. Por ocasião desse evento, entra em contato com Waldemar Cordeiro (1925 - 1973), Lothar Charoux (1912 - 1987), com quem posteriormente funda o Grupo Ruptura, ao lado de Geraldo de Barros (1923 - 1998), Féjer (1923 - 1989), Leopoldo Haar (1910 - 1954) e Anatol Wladyslaw (1913). O convívio com o grupo é importante para seu aprimoramento teórico e o desenvolvimento de seu trabalho no ateliê, que desde meados de 1948 já esboça uma consciência abstrato-construtiva. É um dos fundadores da Associação de Artes Visuais Novas Tendências, em 1963. Considerado um dos importantes artistas da arte concreta no Brasil e, com uma pintura que explora fenômenos ópticos, um dos precursores da op art no país.

Comentário Crítico

Entre 1938 e 1943, Luiz Sacilotto estuda pintura e decoração na Escola Profissional Masculina do Brás e obtém diploma de mestre em pintura pela Escola Técnica Getúlio Vargas. Torna-se amigo de Marcelo Grassmann (1925) e Octávio Araújo (1926). Entre 1944 e 1946, trabalha na Hollerith do Brasil como desenhista de letras. Em meados de 1946, ingressa como desenhista projetista no Escritório de Arquitetura de Jacob Ruchti.

Nos anos 1940, realiza muitos desenhos, geralmente retratos, e começa a pintar paisagens e naturezas-mortas. No decorrer dessa década, a tendência expressionista de seus trabalhos acentua-se, como pode ser visto em Retrato do Pintor Octávio Araújo (1947) e Retrato de Helena (1947), este último realizado com cores e formas intensas. Entretanto, o contato com o trabalho de Jacob Ruchti - que havia exposto no 3º Salão de Maio, de 1939, uma escultura em alumínio rigorosamente geométrica - e a aproximação com as idéias de Waldemar Cordeiro (1925-1973), levam-no a aderir ao  abstracionismo. A partir de 1947, podemos observar em suas telas uma tensão entre o figurativo e o abstrato, que se evidencia na geometrização do fundo, trabalhado com linhas retas e áreas de cor, e uma maior síntese dos elementos como, por exemplo, em Figura ou Mulher Sentada (ambas de 1948). Sacilotto realiza ainda uma série de monotipias de caráter abstrato. Em 1950, abandona definitivamente a figuração e executa a Pintura I, que apresenta traços formais próximos aos da obra de Piet Mondrian (1872-1944). Em 1952, integra o Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros (1923-1998), Féjer (1923-1989), Leopoldo Haar (1910-1954), Lothar Charoux (1912-1987) e Anatol Wladyslaw (1913).

O artista, definido por Waldemar Cordeiro como "a viga mestra da arte concreta", explora em suas obras o princípio de equivalência entre figura e fundo, a igualdade de medida entre cheios e vazios e as contraposições entre positivo e negativo. Utiliza, como matéria-prima e suporte para os trabalhos, materiais não-convencionais, como esmalte, madeira compensada, chapas de cimento-amianto (nome popular do fibrocimento), alumínio, latão e ferro. A partir de 1954, Sacilotto começa a dar às pinturas, relevos e esculturas o título de Concreção e as numera pelo ano e seqüência de execução. Em Concreção 5521 (1955), apresenta quadrados justapostos, em branco, cinza e preto, cortados por linhas paralelas, brancas e pretas. O ritmo da obra é dado pelos intervalos regulares formados pela alternância das cores e linhas, com base em regras de simetria e na inversão positivo-negativo. Em Estruturação com Elementos Iguais (1953), alinha em diagonal pequenos quadrados pretos e brancos, sobre fundo azul. O conjunto, pela disposição e variação das cores, nos dá a sensação de pulsar. Também é pioneiro no âmbito da tridimensionalidade, ao desdobrar o plano no espaço. Na escultura Concreção 5730 (1957), trabalha sobre um quadrado de alumínio: por meio de recortes simétricos e dobraduras, cria um apoio que permite que a peça se torne autoportante, sem a necessidade da base. Em procedimento similar de corte e dobra, em Concreção 5942 (1959), alterna cheios e vazios para criar vários planos.

Sacilotto divide regularmente as figuras para multiplicá-las, sem perder a referência inicial e cria um jogo ambíguo com as formas, trabalhando com questões que serão desenvolvidas mais tarde pela Op Art. Nas várias séries produzidas a partir da década de 1970, produz efeitos de expansão e retração, rotações e dobras virtuais, obtendo grande dinamismo com base em formas elementares. Em Concreção 7553 (1975), por exemplo, os módulos são expandidos ou contraídos, de maneira a criar volumetrias visuais, gerando ilusões de curva e profundidade.

Em suas composições, as cores destacam ou suavizam a geometria. O artista, que tem com estas especial cuidado, coleciona pigmentos, classifica e numera gradações, que chegam a mais de 300 tons e incluem desde terras de Siena e Kassel até azuis e verdes de jazidas de Minas Gerais.

Em 2000, como homenagem da prefeitura de Santo André, terra natal do artista, a principal via comercial da cidade, a rua Coronel Oliveira Lima, é calçada com lajotas que reproduzem suas obras. No local, é instalada também a escultura Concreção 0005 e, na praça do IV Centenário, a escultura Concreção 0011, ambas realizadas naquele mesmo ano.

Lista de (pintores) do Brasil[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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