Luís de Almeida

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Luís de Almeida
Morte 1671

Luís de Almeida ou Luís de Almeida Portugal, foi o primeiro conde de Avintes. Morto em 1671, era filho de António de Almeida, comendador de S. Martinho de Lardosa, na Ordem de Cristo, e de sua mulher Madalena de Ataíde.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Depois de ser mestre-de-campo de um terço de infantaria na Guerra da Restauração, foi para o Brasil como mestre-de-campo da armada de que era almirante D. Luís da Silva Teles enviada a socorrer a Bahia, onde chegou a 22 de dezembro de 1647.

Governador e capitão-general do Rio de Janeiro, de fevereiro de 1652 a 1658. Governou na sucessão de Sebastião de Brito Pereira. Quando da morte deste governador, a 20 de julho de 1651, tomou posse interinamente o mestre de campo Antônio Galvão. D. Luís, com patente expedida em 7 de Setembro de 1651, tomou posse das mãos de Galvão a 3 de abril de 1652.

Segundo o historiador carioca Vivaldo Coaracy em seu livro «O Rio de Janeiro no século 17», página 144, «durante o período de sua administração, atravessou o Rio de Janeiro talvez a fase mais aguda da crise econômica que a instituição da Companhia de Comércio viera agravar.» Um dos primeiros atos do governador «foi solicitar da Câmara recursos para pagar os soldos da guarnição que, como de costume, se achavam em grande atraso. Responderam os oficiais da Câmara, expondo a impossibilidade em que se encontravam de concorrer para a medida solicitada, em face da situação aflitiva e praticamente de penúria a que se achava reduzida a população». Ninguém ainda esquecera dos sacrifícios da cidade por ocasião da expedição nela levantada por Salvador Correia de Sá e Benevides, que fora libertar Angola - e regressou ao Rio, brevemente em 1651, pois já em 1653 estava na Corte em Lisboa. D. Luís foi forçado a se dirigir à Câmara em 9 de agosto de 1653, pois desde o governo de Constantino Menelau no Rio circulava o açúcar como moeda, dada a escassez de numerário. Não podia pagar à tropa em açúcar e sugeria que a Câmara o distribuísse «pelas pessoas que nesta praça têm dinheiro, obrigando-as a que o comprem como fazenda de Sua Majestade.» Em resposta, de 30 de agosto, a Câmara recordou-lhe que recentemente concorrera com sete mil cruzados, mas era agora impossível atender à sugestão do governador porque o açúcar se achava sem valore que «as pessoas que só se acham com dinheiro nesta Cidade são os mesmos Mestres e Capitães dos navios que neste porto estão para irem para o Reino (....) pois que pela arrecadação dos quatro gêneros, de que se faz todo o dinheiro, eles somente o recolheram, como há muito tempo a esta parte têm recolhido grande cópia.» No final, a Câmara sugeria que se dirigisse aos administradores da Companhia Geral do Comércio, obrigando-os a comprar o açúcar da Real Fazenda para obter o dinheiro dos soldos. D. Luís a eles se dirigiu mas sua proposta não foi aceite. Em carta de 13 de setembro, o governador voltou à Câmara para expor a recusa da Companhia, avisando-a de que enviaria a carta de recusa ao rei e sugerindo que a Câmara também representasse à Coroa, pedindo remédio às causas desta miséria. Dada a atitude da Câmara, D. Luís concedeu por sua própria autoridade licença para a saída de navios não pertencentes à Companhia, desde que comprassem açúcares da Real Fazenda - e por um deles enviou carta ao rei. A Câmara pediu licença para enviar um representante a Lisboa, o que foi permitido por carta régia de 23 de julho de 1654, e foi escolhido Francisco da Costa Barros, que residiu em Lisboa durante dois anos.

Retorno[editar | editar código-fonte]

Governador de Tânger, o último governador português antes de ser a praça cedida aos ingleses como dote de D. Catarina de Bragança, filha de D. João IV de Portugal.

Em 1664 nomeado governador do Algarve.

Casou com D. Isabel de Castro, filha e herdeira de D. João de Almeida, o Sábio, e de sua mulher D. Jerónima de Castro, filha de D. João Soares de Alarcão, 2º Conde de Torres Vedras.

Conde de Avintes por carta de 17 de fevereiro de 1664 de D. Afonso VI de Portugal.


Precedido por
Antônio Galvão
Governador do Rio de Janeiro
1652 — 1657
Sucedido por
Tomé Correia de Alvarenga
Precedido por
Fernando de Meneses
Capitão de Tânger
16611662
Sucedido por
Henry Mordaunt, 2nd Earl of Peterborough