Luís de Sttau Monteiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Searchtool.svg
Esta página foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa (desde janeiro de 2012). Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo.
Luís de Sttau Monteiro
Data de nascimento 3 de abril de 1926
Local de nascimento Lisboa, Portugal
Nacionalidade  Portugal
Data de morte 23 de julho de 1993 (67 anos)
Local de morte Lisboa, Portugal
Ocupação escritor, jornalista

Luís Infante de Lacerda de Sttau Monteiro GOSE (Lisboa, 3 de Abril de 1926 - Lisboa, 23 de Julho de 1993) foi um escritor português do século XX.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu a 3 de Abril de 1926 em Lisboa, cidade onde viria a morrer a 23 de Julho de 1993. Era filho de Armindo Rodrigues de Sttau Monteiro e de Lúcia Rebelo Cancela Infante de Lacerda, sobrinha-bisneta do 1.º Barão de Sabroso e do 2.º Barão de Sabroso.

Com 10 anos de idade mudou-se para Londres com seu pai, embaixador de Portugal. Contudo, em 1943 este último é demitido do seu cargo por Salazar o que obriga pai e filho a regressarem a Portugal.

Já em Lisboa, licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tendo trabalhado como advogado por um curto período de tempo, dedicando-se depois ao jornalismo. A sua estadia em Inglaterra, durante a juventude, pô-lo em contacto com alguns movimentos de vanguarda da literatura anglo-saxónica. Na sua obra narrativa retrata ironicamente certos estratos da burguesia lisboeta e aspectos da sociedade portuguesa sua contemporânea.

Vai novamente para Londres e torna-se piloto de Fórmula 2.

Ao regressar a Portugal colabora em diversas publicações destacando-se a revista Almanaque e o suplemento A Mosca do Diário de Lisboa. Neste último, cria a secção Guidinha.

Estreou-se, em 1960, com Um Homem não Chora, a que se seguiu Angústia Para o Jantar (1961), obra que revela alguma influência de escritores ingleses da geração dos angry young men, que o consagrou, e E Se For Rapariga Chama-se Custódia (1966).

Destacou-se, sobretudo, como dramaturgo, nomeadamente com Felizmente há Luar! (1962), peça que, sob influência do teatro de Brecht e recuperando acontecimentos da anterior história portuguesa, procurava fazer uma denúncia da situação sua contemporânea. Esta peça foi publicada em 1962, tendo sido galardoada com o Grande Prémio de Teatro. A sua representação foi, no entanto, proibida pela censura.

Só em 1978 após a Revolução do 25 de Abril, a célebre peça foi apresentada nos palcos nacionais no Teatro Nacional[1] .

Em 1985, o seu romance inédito Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão serviu de argumento à telenovela Chuva na Areia.

A 9 de Junho de 1994 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a título póstumo.[2]

Obras[editar | editar código-fonte]

Ficção[editar | editar código-fonte]

  • 1960 - [Um Homem não Chora]
  • 1961 - Angústia para o Jantar.
  • 1966 - E se for Rapariga Chama-se Custódia
  • 1965 - A mulher que queria o fim do mundo

Teatro[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Cf. «Felizmente há Luar» in Infopedia.
  2. Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas Presidência da República Portuguesa. Visitado em 2015-04-12. "Resultado da busca de "Luís de Stau Monteiro"."
Ícone de esboço Este artigo sobre literatura é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.