Luísa Costa Gomes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Luísa Costa Gomes
Nome completo Luísa da Gama da Costa Gomes
Nascimento 16 de junho de 1954 (66 anos)
Nacionalidade Portugal Portuguesa
Prêmios Prémio D. Dinis (1988)

Prémio Máxima de Literatura (1995)
Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco (1997)
Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística (2010)
Prémio Fernando Namora (2010)
Grande Prémio de Literatura dst (2015)

Género literário Romance, conto, teatro, guião, crónica
Magnum opus O trono e o domínio

Luísa da Gama da Costa Gomes (Lisboa, 16 de Junho de 1954) é uma escritora, dramaturga e tradutora portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha de Francisco Dias Costa Gomes e de sua mulher Noémia Maria de Albuquerque Sanches da Gama (Lisboa, 31 de Maio de 1933) e neta materna de Eugénio de Albuquerque Sanches da Gama (Coimbra, 1890 - Lisboa, 1964) e de sua mulher Noémia Judite Ferro de Beça (Luanda, 14 de Julho de 1904 - Lisboa, 10 de Junho de 1975).[1]

Oriunda de uma família de militares, fez os estudos secundários no Instituto de Odivelas. Licenciada em Filosofia na Universidade de Lisboa, foi professora do Ensino Secundário. Iniciou-se como escritora ao publicar 13 Contos de Sobressalto (1981), e daí em diante escreveu contos, romances e teatro. Autora de crónicas, colaborou com os jornais O Independente, Público e Diário de Notícias. Faz tradução literária, nomeadamente para teatro, e foi responsável pela edição da revista Ficções, dedicada à divulgação do conto, quer de autores estrangeiros, quer de autores portugueses.

Destaque também para a realização de trabalhos em parceria, como é o caso do romance O Defunto Elegante, com Abel Barros Baptista, do libreto para o "Corvo Branco", ópera de Philip Glass com encenação de Bob Wilson, estreada durante a Expo 98, em Lisboa, ou da cantata "Sobre o Vulcão" com música de Luís Bragança Gil.

Distinguida em 1988 com o Prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus, pelo romance O Pequeno Mundo. Recebeu em 1994 o Prémio Máxima de Literatura pela escrita de Olhos Verdes. Em 2010 foi-lhe atribuído o Prémio Fernando Namora com o romance "Ilusão ou O Que Quiserem”.

Obras[editar | editar código-fonte]

Ficção[editar | editar código-fonte]

  • Treze Contos de Sobressalto. Amadora: Bertrand, 1981.
  • Arnheim & Desirée: mitos para o século vinte. Lisboa: Difel, 1983.
  • O Gémeo Diferente. Lisboa: Difel, 1984.
  • O Trono e o Domínio (com Rui Romão). Lisboa: Rolim, 1985.
  • O Pequeno Mundo. Lisboa: Quetzal, 1988.
  • Vida de Ramón. Lisboa: Dom Quixote, 1994.
  • Olhos Verdes. Lisboa: Dom Quixote, 1994.
  • O Defunto Elegante (com Abel Barros Baptista). Lisboa: Relógio d’Água, 1996.
  • Contos outra vez: 1984-1997. Lisboa: Cotovia, 1997.
  • Educação para a tristeza. Lisboa: Presença, 1998.
  • Império do amor. [S.l.]: Tinta Permanente, 2001.
  • José Matias: entretém para quatro mulheres. Lisboa: Ensemble, 2002.
  • A galinha que cantava ópera e outras histórias de animais. Lisboa: Dom Quixote, 2005.
  • A Pirata. Lisboa: Dom Quixote, 2006.
  • Trava-línguas. Lisboa: Dom Quixote, 2006.
  • Setembro e outros contos. Lisboa: Dom Quixote, 2007.
  • Dom Mínimo, o Anão enorme e outras histórias. Alfragide: Texto, 2009.
  • Ilusão (ou o que quiserem). Lisboa: D. Quixote, 2009.
  • 1910: uma antologia literária, [et al.]. Alfragide: Dom Quixote, 2010.
  • Cláudio e Constantino: novela rústica em paradoxos. Alfragide: D. Quixote, 2014.
  • Florinhas de Soror Nada: a vida de uma não-santa. Lisboa: Alfragide, Dom Quixote, 2018.

Teatro[editar | editar código-fonte]

  • Nunca Nada de Ninguém. Lisboa: Cotovia, 1991.
  • Ubardo, seguido de A minha Austrália. Lisboa: Dom Quixote, 1993.
  • Clamor (sobre texstos de Vieira). Lisboa: Cotovia, 1994.
  • Duas comédias: Um filho, seguido de A vingança de Antero ou boda deslumbrante. Lisboa: Relógio d'Água, 1996.
  • O céu de Sacadura: tragicomédia ambígua. Lisboa: Cotovia, 1998.
  • Arte da conversação, seguido de Vanessa vai à luta. Lisboa: Cotovia, 1999.
  • A Vida em Vénus. Lisboa: Culturgest, 2008.

Ópera[editar | editar código-fonte]

  • O Corvo Branco (White Raven), autora do libreto da ópera composta em 1991 por Philip Glass e encenada por Robert Wilson, por encomenda de António Mega Ferreira, da Comissão para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses, estreada no Teatro Camões, em Lisboa, a 26 de Setembro de 1998.

Não-ficção[editar | editar código-fonte]

  • Da Costa, praias e montes da Caparica. Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2018.


Ligações externas[editar | editar código-fonte]


  1. Carlos Lourenço do Carmo da Câmara Bobone, 6.° Conde de Bobone (Lisboa, 1997). História da Família Ferreira Pinto Basto. [S.l.]: Livraria Bizantina. pp. Volume I e Volume II  Verifique data em: |ano= (ajuda)