Luísa Leonor de Hohenlohe-Langenburg

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Luísa Leonor
Duquesa de Saxe-Meiningen
Princesa de Hohenlohe-Langenburg
Duquesa de Saxe-Meiningen
Reinado 27 de novembro de 1782
a 24 de dezembro de 1803
Antecessor(a) Luísa de Stolberg-Gedern
Sucessor(a) Maria Frederica de Hesse-Cassel
 
Marido Jorge I, Duque de Saxe-Meiningen
Descendência Adelaide de Saxe-Meiningen
Ida de Saxe-Meiningen
Bernardo II, Duque de Saxe-Meiningen
Casa Saxe-Meiningen
Hohenlohe
Nascimento 11 de agosto de 1763
  Langenburg, Principado de Hohenlohe-Langenburg, Sacro Império Romano-Germânico
Morte 30 de abril de 1837 (73 anos)
  Meiningen, Ducado de Saxe-Meiningen, Sacro Império Romano-Germânico
Pai Cristiano Alberto, Príncipe de Hohenlohe-Langenburg
Mãe Carolina de Stolberg-Gedern
Religião Luteranismo

Luísa Leonor de Hohenlohe-Langenburg (11 de agosto de 1763 - 30 de abril de 1837) foi uma nobre alemã, duquesa e, entre 1803 e 1821, regente de Saxe-Meiningen.

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

No dia 27 de novembro de 1782, Luísa casou-se com o duque Jorge I de Saxe-Meiningen. Tiveram quatro filhos:

  1. Adelaide (1792–1849), com quem Luísa tinha uma relação muito próxima - em 1818 casou-se com o futuro rei Guilherme IV do Reino Unido e foi necessário aumentar os impostos no ducado para conseguir pagar o seu enorme dote.
  2. Ida (1794–1852), casa com o príncipe Bernardo de Saxe-Weimar-Eisenach.
  3. Bernardo II de Saxe-Meiningen, (1800–1882), casado com a princesa Maria Frederica de Hesse-Cassel.

Regência[editar | editar código-fonte]

Quando o seu marido morreu no dia 24 de dezembro de 1803, Luísa passou a ser regente do ducado em nome do seu filho Bernardo de três anos. Governou com energia, coragem e bom senso durante as Guerras Napoleónicas que devastaram os estados saxónicos na década que se seguiu.[1] O ducado foi forçado a juntar-se à Confederação do Reno durante este período, para a qual contribuiu com soldados. Depois o ducado sofreu com vagas de fome que Luísa tentou prevenir importando trigo. Apesar de os exércitos franceses e russos marcharem por todo o país, Luísa recusou-se a fugir, permanecendo no seu castelo com o filho e as duas filhas.[2] Recorreu a todas as estratégias para preservar a autonomia da sua regência tendo assim, quando se juntou aos Aliados em 1813, tinha conseguido salvar o ducado para o seu filho. Bernardo tornou-se duque oito anos depois.[3]

Devido aos ajustes que tinha feito na administração do ducado, conseguiu fazer com que este fosse melhor organizado e, em 1821, abriu uma escola secundária em Meiningen, um projecto que tinha já sido iniciado pelo seu marido. Os seus filhos foram educados cuidadosamente, realizando uma viagem à Itália com o seu tutor, Johann Heinrich Pestalozzi. Depois de o seu filho atingir a maioridade, Luísa passou a viajar muito pelo estrangeiro, principalmente a Inglaterra para visitar a sua filha Adelaide.

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Os antepassados de Luísa Leonor de Hohenlohe-Langenburg em três gerações
Luísa Leonor de Hohenlohe-Langenburg Pai:
Cristiano Alberto, Príncipe de Hohenlohe-Langenburg
Avô paterno:
Luís, Príncipe de Hohenlohe-Langenburg
Bisavô paterno:
Alberto Wolfgang, Conde de Hohenlohe-Langenburg
Bisavó paterna:
Sofia Amália de Nassau-Saarbrücken
Avó paterna:
Leonor de Nassau-Saarbrücken
Bisavô paterno:
Luís Crato, Conde de Nassau-Saarbrücken
Bisavó paterna:
Filipina Henriqueta de Hohenlohe-Langenburg
Mãe:
Carolina de Stolberg-Gedern
Avô materno:
Frederico Carlos, Príncipe de Stolberg-Gedern
Bisavô materno:
Luís Cristiano, Conde de Stolberg-Gedern
Bisavó materna:
Cristina de Mecklenburg-Güstrow
Avó materna:
Luísa de Nassau-Saarbrücken
Bisavô materno:
Luís Crato, Conde de Nassau-Saarbrücken
Bisavó materna:
Filipina Henriqueta de Hohenlohe-Langenburg

Referências

  1. Koller, p. 30.
  2. Koller, p. 30.
  3. Koller, p. 30.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • L. Hertel, Schriften des Vereins für Sachsen-Meiningische Geschichte und Landeskunde, Hildburghausen 1903
  • Koller, Ann Marie (1984). The Theater Duke: George II of Saxe-Meiningen and the German Stage. Stanford University Press. ISBN 0804711968.