Luísa dos Países Baixos

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Luísa
Princesa dos Países Baixos
Retrato por Mathias Hansen, c. 1865
Rainha Consorte da Suécia e Noruega
Reinado 8 de julho de 1859
a 30 de março de 1871
Coroação 3 de maio de 1860 (Suécia)
5 de agosto de 1860 (Noruega)
Predecessora Josefina de Leuchtenberg
Sucessora Sofia de Nassau
 
Marido Carlos XV & IV
Descendência Luísa da Suécia
Carlos Óscar, Duque de Södermanland
Casa Orange-Nassau (por nascimento)
Bernadotte (por casamento)
Nome completo
Guilhermina Frederica Alexandrina Ana Luísa
Nascimento 5 de agosto de 1828
  Haia, Países Baixos
Morte 30 de março de 1871 (42 anos)
  Estocolmo, Suécia
Enterro Igreja de Riddarholmen, Estocolmo, Suécia
Religião Igreja Reformada Holandesa
Pai Frederico dos Países Baixos
Mãe Luísa da Prússia

Guilhermina Frederica Alexandrina Ana Luísa (Haia, 5 de agosto de 1828Estocolmo, 30 de março de 1871) foi a esposa do rei Carlos XV & IV e rainha consorte dos Reinos Unidos da Suécia e Noruega de 1859 até sua morte. Era filha do príncipe Frederico dos Países Baixos com sua esposa a princesa Luísa da Prússia.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Luísa dos Países Baixos com a sua mãe, a princesa Luísa da Prússia.

Nascida em Haia, a princesa Guilhermina Frederica Alexandrina Ana Luísa era a filha mais velha do príncipe Frederico dos Países Baixos, o segundo filho do rei Guilherme I, e da princesa Luísa da Prússia, uma filha de Frederico Guilherme III. A principal responsável pela sua educação foi a sua governanta belga, Victoire Wauthier, e a princesa estudou francês, alemão, inglês, russo e piano.

Em 1849, Luísa foi seleccionada como candidata para um possível casamento com o príncipe-herdeiro Carlos da Suécia e da Noruega, filho do rei Óscar I da Suécia e Noruega e da princesa Josefina de Leuchtenberg. O casamento foi arranjado depois de as negociações para casar Carlos com uma princesa prussiana terem falhado. O rei Óscar I da Suécia queria assegurar as ligações entre a nova dinastia de Bernadotte e as velhas dinastias da Europa e todos concordavam que era necessário encontrar uma princesa protestante para o reino da Suécia-Noruega, uma vez que, apesar de o reino ser protestante, as duas rainhas anteriores tinham sido católicas. Luísa preenchia todos os requisitos e teria também acesso a um grande dote uma vez que a sua família, a Casa de Orange-Nassau, era conhecida pelas suas riquezas. O secretário L. Manderström foi enviado para a inspeccionar e escreveu no seu relatório diplomático que, embora Luísa tivesse uma educação excelente e um bom carácter, não era atraente. Em Agosto de 1849, foi arranjado um encontro entre Luísa e Carlos em Haia. Diz-se que Luísa se apaixonou imediatamente por Carlos e que se sentiu atraída por ele, enquanto que Carlos, por outro lado, ficou desiludido com o seu aspecto. No entanto, o pai de Carlos conseguiu convencê-lo a aceitar o casamento.[1]

O noivado foi anunciado oficialmente em Fevereiro de 1850. O assunto do seu abastado dote foi um tema muito debatido na Suécia, tanto no parlamento, durante a discussão do rendimento que lhe seria atribuído, como na impressa radical que sugeriu que, com o dinheiro do dote, o rei teria meios suficientes para construir as vias férreas da Suécia sozinho. No entanto, o dote acabaria por ser muito inferior ao esperado. Durante o noivado, Luísa aprendeu o idioma e a história da Suécia, no entanto nunca chegou a aprender norueguês. Uma vez que o governo holandês tinha apoiado o casamento, Luísa não teve de renunciar aos seus direitos de sucessão ao trono holandês para se casar.[1]

Princesa herdeira da Suécia[editar | editar código-fonte]

Luísa da Suécia e da Dinamarca em 1868.

Luísa viajou da Alemanha para a Suécia a bordo de um navio sueco que partiu da cidade de Travemünde e chegou ao seu novo país acompanhada dos pais e da sua irmã mais nova, a princesa Maria, que também estiveram presentes no seu casamento. A princesa Luísa e o príncipe Carlos casaram-se na Catedral de São Nicolau de Estocolmo a 19 de Junho de 1850.[2] Depois do casamento, o seu sogro, o rei, levou-a numa viagem por toda a Suécia, para que a futura rainha ficasse a conhecer o país.

A relação entre Luísa e Carlos foi infeliz. O casal tinha personalidades muito diferentes, uma vez que Luísa era introvertida, tímida e preferia um estilo de vida simples, enquanto que Carlos era muito extrovertido e adorava festas e a vida social da corte. Há relatos de que, apesar de ser infeliz, Luísa amava o marido que, por seu lado, a achava pouco atraente e a traía com várias mulheres, o que a magoou profundamente.

Entre 1852 e 1860, Carlos teve uma relação com uma das amas-de-companhia de Luísa, uma mulher chamada Josephine Sparre, o que causou grande escândalo. Dizia-se que Josephine era de tal forma autoritária que a princesa-herdeira e a sua dama tinham trocado de lugares, parecendo mais que era Luísa a dama-de-companhia de Josephine do que o contrário. Fritz von Dardel descreveu Josephine da seguinte forma: "tanto o príncipe-herdeiro como a princesa-herdeira gostam muito da senhora em questão e ela manda neles em quase todos os aspectos das suas vidas. É dotada de um grande talento para agradar e se tornar indispensável, por isso conseguiu prender o príncipe a um nível muito estranho".[3]

O povo da Suécia sentia pena de Luísa e achava que Carlos a tratava de forma negligente. Em certa ocasião, durante uma festa de aniversário que se realizou no jardim do Palácio de Drottningholm em 1857, o príncipe-herdeiro propôs que se fizesse um brinde ao seu "amor secreto", sendo que tanto Luísa como Josephine Sparre estavam presentes. Este episódio provocou uma discussão na qual o irmão de Carlos, o príncipe Óscar, o repreendeu de forma indirecta quando pediu que a sua esposa, a princesa Sofia de Nassau, fizesse um brinde juntamente com ele. A cena fez com que Luísa se desfizesse em lágrimas e tivesse um ataque nervoso.[4]

Luísa teve dois filhos: a princesa Luísa, nascida em 1851, o príncipe Carlos Óscar, nascido em 1852. Devido a complicações no parto do príncipe Carlos Óscar, Luísa não pôde ter mais filhos. Em 1854, Carlos Óscar, de dois anos de idade, morreu de pneumonia. Uma vez que a lei sálica que na altura se encontrava em vigor na Suécia (tendo sido afirmada pela constituição de 1809), a filha de Luísa não estava incluída na linha de sucessão ao trono. Carlos sentiu-se humilhado e desapontado, uma vez que tal significava que não seriam os seus filhos a herdar o trono da Suécia, mas sim o seu irmão mais novo, Óscar. Luísa propôs dar o divórcio a Carlos, para que ele se pudesse casar novamente e tentar ter mais herdeiros legítimos, mas ele recusou a oferta.[1]

A princesa-herdeira Luísa não era vista com bons olhos pela sociedade, uma vez que era demasiado tímida e reservada para a sua posição social. Entre 1857 e 1859, o príncipe Carlos foi nomeado regente durante um período de doença do pai e Luísa assumiu os deveres representativos de primeira-dama da corte. Durante o reinado do seu marido como regente, foi descrita na conhecida crónica de Fritz von Dardel da seguinte forma: "uma mulher mais afável e talentosa teria conseguido uma atmosfera completamente diferente neste circulo e teria sido uma boa influência para o príncipe que, apesar de ser de boa natureza, se deixa levar pelas pessoas que gosta, principalmente pelas mulheres. Apesar de ser gentil, dedicada e nada interessada em esquemas, faltam-lhe outras qualidades melhores. É uma boa dona-de-casa, mas só pensa no marido, nela e naqueles que lhe são próximos, e não consegue exercer a boa influência no príncipe que, pelo bom carácter que ela tem, merecia. Devido à sua timidez natural, falta-lhe a coragem para se meter nos assuntos dele, e deseja apenas conquistar o seu amor. Resumidamente: não parece ter maturidade suficiente para assumir a sua grande tarefa".[5]

Rainha da Suécia e Noruega[editar | editar código-fonte]

Luísa quando rainha da Suécia.

Luísa tornou-se rainha da Suécia e da Noruega após a morte do seu sogro a 8 de Julho de 1859. Foi a primeira rainha do Reino Unido da Suécia e Noruega a ser coroada tanto na Suécia como na Noruega, uma vez que a Noruega se tinha recusado a coroar as duas rainhas anteriores por serem católicas. Luísa foi coroada rainha da Suécia em Estocolmo a 3 de Maio de 1859 e rainha da Noruega em Trondheim a 5 de Agosto de 1860. Foi a primeira rainha a ser coroada na Noruega desde a Idade Média e foi muito bem recebida no país quando o visitou.

Luísa não exerceu qualquer influência em assuntos de estado nem mostrou qualquer vontade de o fazer. O facto de não se querer meter na política foi visto como um bom exemplo e bem recebido, principalmente quando comparado com as rainhas anteriores, principalmente a rainha Josefina, que tinham sido muito activas na governação do reino. Uma enciclopédia da época, datada de 1864, referiu o seguinte: "finalmente os dois reinos podem celebrar a bênção de ter novamente uma rainha que não procura obter poder governamental nem disseminar as suas ideias, mas que observa calmamente a evolução natural dos acontecimentos através da autoridade legítima do rei. Amada pelo povo sueco, tem tido a oportunidade de satisfazer o seu nobre desenho de se dedicar a obras caritativas".[6] No entanto, a rainha tinha também as suas opiniões políticas. Por exemplo, em 1865, foi contra a reforma parlamentar e não partilhava as opiniões anti-germânicas do marido.[1]

Luísa preferia utilizar a sua posição para ajudar em actividades filantrópicas, algo que era também esperado de um membro feminino da família real e da alta classe. Abriu as organizações caritativas "Kronprinsessan Lovisas vårdanstalt för sjuka barn" (Asilo da Princesa-Herdeira para Crianças Doentes) em 1854; "Femöreföreningen till inrättande av barnhem i Lappland" (Fundação Cinco Öre Para Órfãos de Lappland) em 1864; "Lotten Wennbergs fond för hjälpbehövande" (Fundação Lotten Wennberg Para os Necessitados) em 1864; "Drottning Lovisas understödsförening" (Fundação Caritativa da Rainha Luísa) em 1866; "Allmänna institutet för dövstumma och blinda" (Instituto Público para os Cegos e Surdos); "Sällskapet för inrättande av småbarnsskolor" (Fundação da Soceidade para a Educação Básica); "Den fosterländska föreningen till uppmuntran av själverksamhet för framtida oberoende" (Sociedade Patriótica para o Encorajamento de Trabalhadores Independentes para a Independência Futura); e a "Tysta skolan, eller uppfostrings- och undervisningsanstalten för dövstumma barn" (Escola para o Cuidado e Educação de Crianças Surdo-Mudas) de Johanna Berglind.

Luísa interessava-se por música e história e tinha aulas de piano com o pianista sueco Adolf Fredrik Lindblad. Traduzia obras de inglês e holandês para sueco que depois vendia para distribuir os lucros pelas suas associações caritativas. Luísa e a sua filha estudaram com Nancy Edberg, uma pioneira na natação para mulheres. Inicialmente, o desporto da natação não era considerado adequado para mulheres, mas quando a rainha e a filha começaram a ter aulas em 1862, passou rapidamente a estar na moda e a ser aceite entre as mulheres.[7] Luísa também empregou a primeira mulher dentista da Suécia, Rosalie Fougelberg como sua dentista pessoal em 1867.[8] Entre as suas amigas encontrava-se Aurore von Haxthausen que foi sua dama-de-honra durante todo o seu reinado, e a condessa Stephanie Hamilton que foi a sua camareira entre 1859 e 1860. A correspondência trocada entre Luísa e Stephanie ainda existe nos dias de hoje. Luísa também manteve o contacto com a sua família e a sua antiga governanta por carta.

A rainha Luísa preferia viver uma vida calma e anónima e evitava deveres cerimoniais e representativos sempre que podia, chegando mesmo a fingir que estava doente. No entanto, o rei Carlos não gostava de aparecer sem ela em ocasiões formais e, às vezes, obrigava-a a estar presente. Certa ocasião, ter-lhe-â dito que tinha de estar presente numa cerimónia, senão "as mulheres mais velhas vai achar que tu não estás bem!". Em 1866, por exemplo, Carlos obrigou-a a inaugurar a Grande Exposição Industrial de Estocolmo em seu lugar.

Luísa da Suécia.

O rei Carlos XV adorava festas e bailes de máscaras e a vida da sua corte no Palácio de Ulriksdal era comparada a Versalhes. Alguns círculos consideravam até que era uma vergonha para a monarquia, um sentimento expresso pelo vigário Christoffer Bruun em 1881: "ainda me dá arrepios quando penso que o alto poder da igreja foi colocado nas mãos deste rei degenerado, que faz toda a nação falar da sua vida pervertida".[9] Luísa tinha um papel importante na vida da corte por ser a rainha e, após a morte da rainha-viúva Desirée, que tinha ocupado a ala da rainha no Palácio Real de Estocolmo até à sua morte em 1860, Carlos redecorou os aposentos para a sua esposa, tendo incluindo um (muito falado e luxuoso) espelho veneziano à sua sala de recepções que seria retirado mais tarde pela sua sucessora. A sua corte era dirigida por Wilhelmina Bonde. Segundo alguns relatos, Luísa sofria com o adultério do esposo e fazia os possíveis para competir com as suas rivais e entretê-lo. A sua sogra aconselhou-a a casar as suas damas-de-companhia quando Carlos se apaixonava por elas.[10] Carlos teve uma relação com Hanna Styrell entre 1860 e 1869 e com Wilhelmine Schröder de 1869 até à sua morte, além de relações mais fugazes. Carlos gostava muito da sua filha, no entanto Luísa preocupava-se com o facto de ele a tratar demasiado como um rapaz numa época em que os géneros eram considerados muito importantes e a liberdade que era dada à sua filha era vista como escandalosa para uma mulher.

A saúde de Luísa era fraca. Em pelo menos uma ocasião, durante uma viagem de barco em Mälaren, a rainha sofreu uma espécie de ataque (talvez um ataque de epilepsia, tendo em conta as descrições feitas na época) que foi interpretado como uma reacção histérica à falta de atenção do marido. A corte reuniu-se para a esconder de olhares alheios e o rei levou-a para dentro do convés. Sobre este mesmo problema, foi dito que "Luísa podia podia desmaiar a qualquer altura e, durante esses períodos, pode ter o que chama de ataque de nervos ou espasmos". Em 1864, quando a antiga amante de Carlos, Josephine Sparre visitou a corte, Fritz von Dardel escreveu que "inicialmente, diz-se que a rainha estava preocupada com a visita. Certa noite, Sua Majestade estava prestes a sofrer convulsões na sala de bilhar, mas tentaram esconder o ataque, dizendo que tinha sido provocado pelo seu camareiro, Liljenkrantz que a terá empurrado acidentalmente para o bilhar".[11]

Em 1870, Luísa visitou os Países Baixos para assistir à morte da sua mãe. Quando regressou a Estocolmo, Carlos XV adoeceu e foi Luísa quem tratou dele. Exausta pelo esforço, contraiu pneumonia durante um passeio de carruagem. Quando estava de cama, teve longas conversas com a sua família, que foram descritas de forma dramática. A sua filha firmou que: "era como se a mãe nos quisesse descrever toda a sua vida". Luísa pediu a Carlos que a perdoasse em tudo o que tinha falhado, ao que ele respondeu que só ele tinha errado. Depois desse momento, tanto Luísa como Carlos terão desfalecido por se sentirem tão comovidos.[12]

Luísa morreu a 30 de Março de 1871.

Descendência[editar | editar código-fonte]

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Juntos, Luísa e Carlos XV tiveram dois filhos:

  1. Luísa da Suécia (31 de Outubro de 1851 - 20 de Março de 1926), casada com o rei Frederico VIII da Dinamarca; com descendência.
  2. Carlos Óscar, Duque de Södermanland (14 de Dezembro de 1852 - 13 de Março de 1854), morreu de pneumonia aos dois anos de idade.

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Os antepassados de Luísa dos Países Baixos em três gerações
Luísa dos Países Baixos Pai:
Frederico dos Países Baixos
Avô paterno:
Guilherme I dos Países Baixos
Bisavô paterno:
Guilherme V, Príncipe de Orange
Bisavó paterna:
Guilhermina da Prússia
Avó paterna:
Guilhermina da Prússia, Rainha dos Países Baixos
Bisavô paterno:
Frederico Guilherme II da Prússia
Bisavó paterna:
Frederica Luísa de Hesse-Darmstadt
Mãe:
Luísa da Prússia (1808–1870)
Avô materno:
Frederico Guilherme III da Prússia
Bisavô materno:
Frederico Guilherme II da Prússia
Bisavó materna:
Frederica Luísa de Hesse-Darmstadt
Avó materna:
Luísa de Mecklemburgo-Strelitz
Bisavô materno:
Carlos II, Grão-Duque de Mecklemburgo-Strelitz
Bisavó materna:
Frederica de Hesse-Darmstadt
Luísa dos Países Baixos
Casa de Orange-Nassau
Ramo da Casa de Nassau
5 de agosto de 1828 – 30 de março de 1871
Precedida por
Josefina de Leuchtenberg
Greater coat of arms of Queen Louise of Sweden1.svg
Rainha Consorte da Suécia e Noruega
8 de julho de 1859 – 30 de março de 1871
Sucedida por
Sofia de Nassau

Referências

  1. a b c d Lovisa, urn:sbl:9717, Svenskt biografiskt lexikon (art av Nils F Holm), hämtad 2013-11-01.
  2. «Burke's Peerage - The Official Website». www.burkespeerage.com (em inglês). Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  3. Robert Braun (1950). Silvertronen, En bok om drottning Josefine av Sverige-Norge. (The Silver Throne. A Book about Queen Josefine of Sweden-Norway) Stockholm: Norlin Förlag AB. ISBN (Swedish) página 99
  4. Anne-Marie Riiber (1959). Drottning Sophia. (Queen Sophia) Uppsala: J. A. Lindblads Förlag. ISBN. página 39 (em sueco)
  5. Dardel, Fritz von, Minnen, Stockholm 1912
  6. Wilhelmina Stålberg: Anteckningar om svenska qvinnor (1864)
  7. Idun (1890): Nr 15 (121
  8. Österberg, Carin et al., Svenska kvinnor: föregångare, nyskapare(ISBN 91-87896-03-6) Lund: Signum 1990.(em sueco)
  9. Anne-Marie Riiber (1959). Drottning Sophia. (Queen Sophia) Uppsala: J. A. Lindblads Förlag. ISBN. page 74 (Swedish)
  10. Anne-Marie Riiber (1959). Drottning Sophia. (Queen Sophia) Uppsala: J. A. Lindblads Förlag. ISBN. page 75 (Swedish)
  11. Robert Braun (1950). Silvertronen, En bok om drottning Josefine av Sverige-Norge. (The Silver Throne. A Book about Queen Josefine of Sweden-Norway) Stockholm: Norlin Förlag AB. ISBN (Swedish) page 201
  12. Anne-Marie Riiber (1959). Drottning Sophia. (Queen Sophia) Uppsala: J. A. Lindblads Förlag. ISBN. page 78 (Swedish)