Lucíola

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Lucíola
Autor(es) José de Alencar
Idioma português brasileiro
País  Brasil
Gênero Romance
Lançamento 1862 (1a. edição)
Cronologia
A Viuvinha
As Minas de Prata
Wikisource
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Lucíola

Lucíola é o quinto romance do escritor brasileiro José de Alencar, publicado em 1862. Com a publicação de Lucíola, em 1862, inicia Alencar a sua série de "Perfis de Mulher", romances em que estuda caracteres femininos, torturados por contradições e antagonismo psicológicos; fazem parte da série também Diva (1864) e Senhora (1875). Os romances urbanos são os mais lidos até hoje.[carece de fontes?]. Profundamente influenciado por "La Dame aux Camélias" ('A Dama das Camélias') escrita em 1848 por Alexandre Dumas Filho , Lucíola é a "Camille" (Marguerite Gautier) brasileira.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Seduzida ainda jovem por um homem devasso em um momento de dificuldades e revés em que precisava de dinheiro para salvar os familiares doentes, Maria é expulsa de casa pelo próprio pai, trocando então seu nome de Maria da Glória para Lúcia. Lúcia começa a viver como uma prostituta caprichosa, explorando seus ricos amantes, por quem manifesta um claro desprezo. Um dia conhece Paulo da Silva, um jovem pernambucano que chega ao Rio de Janeiro e se apaixona por ela. Esse afeto sincero faz com que a verdadeira natureza de Lúcia venha à tona. E essa luta entre a força regeneradora do amor puro e uma vida de pecados e devassidão que José de Alencar focaliza com muito vigor. Dedicando-se de corpo e alma ao amor de Paulo, que foi capaz de compreender e perdoar seu passado, Lúcia encontra pela primeira vez na vida a tão almejada paz de espírito. Mas, vitimada por uma doença fatal, vem a falecer na flor da idade, cercada pelos carinhos de Paulo, a quem encarrega de cuidar - como pai - de sua irmã mais nova, Ana.

Personagens[editar | editar código-fonte]

  • Lúcia/Maria da Glória:cortesã rica que é conhecida por todos como bela e excêntrica. Tem os cabelos anelados escuros e grandes olhos negros. É muito profunda e reflexiva, tendo assim grande complexidade psicológica. Apesar disso, não consegue o perdão diante da sociedade do seu passado de cortesã. Morre no final, grávida.
  • Paulo: É um homem ingênuo e que, em algumas passagens do livro, age sem pensar.
  • Sá:amigo de infância de Paulo e ex-amante de Lúcia, ele quem apresenta os dois. Milionário e solteiro, é o típico homem burguês. Dá festas em sua casa e representa o preconceito da sociedade burguesa diante da impossibilidade de haver perdão aos atos de Lúcia. Mora há cerca de 7 ou 8 anos no Rio de Janeiro. É ele quem apresenta Lúcia a Paulo. Fala mal de Lúcia, o que desagrada Paulo.
  • Ana: irmã mais nova de Lúcia, de apenas 12 anos. É muito parecida com sua irmã mais velha, também possui os cabelos anelados, só que loiros.Quando Lúcia falece, fica sob responsabilidade de Paulo, e no final do livro casa-se.
  • Laura e Nina: Paulo marca um encontro com Nina para fazer ciúmes em Lúcia, mas ela não vai.
  • Rochinha: na roda de amigos boêmios, é o mais novo, com 17 anos, e o mais inexperiente. Porém, tem uma vida irrigada por bebidas alcoólicas.
  • Cunha: Assim como Sá, fala muito mal de Lúcia.Ela o deixou no dia em que viu sua mulher sozinha, triste.
  • Couto: Foi ele que se aproveitou da inocência e necessidade de Lúcia quando esta tinha apenas 14 anos.
  • Jesuína: mulher que ajuda Lucia quando é expulsa de casa.
  • Jacinto: Paulo achava que ele e Lúcia eram amantes, o que não era verdade.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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